• cozinha,  DECORAÇÃO,  Decorar,  DIY,  Ideias mil

    Decore com publicidade

    Que tal ter quadros para enfeitar as paredes e dar um toque a mais na decoração sem gastar muito? Foi o que eu fiz com este trio na minha cozinha.

     

     

    Os três quadros exibem partes de anúncios publicitários. Mais precisamente, anúncios sequenciais do McDonald’s. Retirei da revista as páginas que tinham mais a ver com a ideia que eu queria e apliquei na moldura. Os quadros não tinham vidro e o acabamento ficou por conta do acetato que, visualmente, não apresenta diferença – pode ser comprado em papelarias ou lojas de artigos para artesanato.

     

  • DECORAÇÃO,  DIY

    DIY: Quadro decorativo feito com a técnica da colagem

     

    Alguém uma vez disse que a arte existe porque a vida não basta. E eu lembrei disso porque quando comecei a escrever sobre este faça você mesmo, me dei conta de que, na verdade, eu faço colagem desde criança e, curiosamente, sem nunca ter escutado sobre a técnica. Ou seja, eu senti a necessidade de me expressar artisticamente e encontrei um meio de fazer isso que foi o mesmo que outros seres humanos encontraram muito tempo antes, a que foi dado o nome de colagem. Interessante como as necessidades das pessoas, independente da idade ou da época, são as mesmas e os caminhos criados para supri-las também podem acabar sendo os mesmos. Eu adorava cobrir a capa dos cadernos e das agendas com colagem. Geralmente com recortes de revistas mas, às vezes, até, com retalhos de couro e jeans – a invenção da cola quente foi uma coisa de louco.

    Muitos são os temas que podemos pendurar nas paredes da nossa casa, seja pintura, fotografia, desenho etc. Aqui no blog eu já sugeri até a utilização de anúncios impressos – clique aqui para ver o post. E que tal, então, pendurar as nossas conquistas?

    Eu e o meu marido temos um carinho enorme pelo nosso apê porque ele está na nossa vida há muito tempo. Primeiro, nós alugávamos e, tempos depois, surgiu a oportunidade dele ser nosso. E essa é uma conquista e tanto pra gente não somente pela história mas, também, pelo processo, pois vamos conquistando tudo aos poucos, com muito suor, trabalho e dignidade.

    A ideia de fazer o quadro surgiu enquanto arrumava a papelada de casa. Quando segurei a cópia do desenho da planta pensei que deveria colocar num quadro. Mas para que não ficasse tão formal, poderia adicionar um toque divertido, colorido e sortido. Daí não tive dúvidas. A técnica da colagem era o caminho!

  • Morro Reuter,  Por aí,  Serra Gaúcha

    A fortaleza de cores de Flávio Scholles

     

    Tive muita sorte neste último sábado pois o artista Flávio Scholles estava em seu arteliê, como costuma chamar a sua galeria. Enquanto admirávamos seus quadros espalhados pelas quatro pontas da construção, acompanhados pela guia, ouvíamos sua voz vinda do segundo piso. De repente, ele surge, vestindo sua capa e seu chapéu clássicos. A simpatia em pessoa, já perguntando se éramos da área das artes, ao que respondi que passava um pouco perto, era diretora de arte publicitária, e foi assim que ele contou da sua breve atuação em uma agência de publicidade em São Paulo, como ilustrador. “Naquela época eu ainda não era artista” ele conta. Falou dos ateliês que já teve em outros países e que só no ano passado pintou 300 quadros, ou seja, quase um por dia. Há 8 mil deles colorindo paredes mundo afora e, somente ali na galeria, 2 mil, entre outros produtos como canecas e almofadas.

    O Flávio nasceu por ali mesmo, em São José do Herval, e no seu livro ele conta que realizou um sonho estabelecendo seu ateliê-galeria na região, no topo de um elevado, há 11 anos já, de onde se pode avistar Porto Alegre e Caxias do Sul. Em suas obras, Flávio sempre retratou o Rio Grande do Sul, suas paisagens e sua gente, em especial os imigrantes colonos, desde sua vinda para o Brasil, semeando e colhendo nas lavouras, até o êxodo para trabalharem nas indústrias. Entre uma pincelada e outra, há sempre espaço para questionamentos sobre o mundo moderno.

     

    O céu é quase um personagem em suas obras, sempre cúmplice dos colonos na lida da lavoura, aquelas figuras pequenas na base dos quadros, como podemos observar

  • Entrevistas,  Vida e Carreira

    Entrevista com: Mayara Oliveira – A vida em aquarela

     

    Era madrugada e uma americana praticava desenho de letterings na cozinha do apartamento em Berlim. Mayara viu naquela cena uma liberdade e uma beleza que sua vida mudou definitivamente a partir dali. Publicitária desde a oitava série do colégio, como costuma brincar, sempre foi incentivada pela mãe a pensar desde cedo sobre a vida profissional. Depois de três estágios como diretora de arte – e eu tive a alegria de encontrar com ela durante um deles -, se formou em Publicidade e Propaganda e decolou para a terra do nunca dos criativos. Na Alemanha, viveu aquele tipo de experiência que nos deixa frente a frente com o que a gente realmente quer ser. Lá pegou uma caneta de caligrafia pela primeira vez e não parou mais de ilustrar. Aos 23 anos – até dezembro – e realizada como ilustradora, May me recebeu no seu lindo e aconchegante canto criativo, aqui em Porto Alegre, pra contar pra gente como foi desenhar esse novo caminho profissional, sobre as experiências na Alemanha, sobre trabalhar em estilo home office, sobre romper com um padrão de trabalho antigo e também sobre a dura, porém saudosa, volta ao Brasil.

     

     

  • Por aí,  Porto Alegre,  Rio Grande do Sul

    Porto Alegre náutica: o passeio de Catamarã e a orla de Guaíba | Parte 1

    A história da Casa Baunilha lembra aquelas bonecas russas, que você descobre uma menor na medida em que abre a maior. Só que no sentido inverso, do universo micro para o macro. Eu criei o blog pra compartilhar ideias de decoração. Quando entendi que decorar era uma ação autobiográfica os assuntos ampliaram para o morar e o viver. E há algum tempo expandiram para a cidade, a casa maior onde reside a nossa própria casa, o nosso morar e o nosso viver.

     

     

    Confesso que nunca me entusiasmei tanto com o evento “aniversário de Porto Alegre” quanto agora, acho que justamente por essa busca em entender, afinal, quem ela é. E desconfio também de algo disfarçado no subconsciente, uma necessidade de exercer o livre arbítrio diante do momento atual da capital que sofre com a falta de segurança.

    Dentre as várias atividades promovidas e lembradas pela semana do aniversário da cidade, finalmente realizei uma das que eu sempre quis 

  • Sobre

     

    Oi e bem vindos!

    Eu sou a Juciéli Botton e é aqui, na Casa Baunilha, que compartilho tudo que me inspira a decorar, organizar e morar melhor, com reaproveitamento, faça você mesmo, peças vintage e um olhar atento para a vida.

    Bom, decoração. Me interesso muito por esse tema por dois motivos: primeiro, me fascina o fato de um espaço físico ser capaz de falar por mim e contar a minha história. E para a minha casa falar por mim, eu preciso me meter em todos os detalhes. Ou seja, adoro um faça você mesmo, um reaproveitamento de materiais, dou novos usos a velhos objetos, pinto as paredes, faço qualquer negócio para deixar a minha casa com o meu jeito. E isso inclui ficar caminhando por horas em pleno sol do meio dia garimpando peças vintage em feiras de antiguidades a céu aberto. Decorar, pra mim, tem tudo a ver com quem a gente é e pouco a ver com tendências. É um ato autobiográfico. É de dentro para fora. E isso leva ao segundo motivo que, no caso, vem de um movimento contrário: decorar a casa é, também, um jeito de influenciar nossa vida positivamente. Ou seja, é também de fora para dentro. Estou falando de qualidade de vida. Estou falando de um espaço ser capaz de melhorar o convívio entre as pessoas, de fazer as crianças se concentrarem no dever de casa a ser feito, de ajudar você a se tranquilizar diante de uma situação estressante. Todo mundo deveria ter não somente um espaço mas, sobretudo, um lar. Um lar oferece estrutura para o desenvolvimento de uma vida.

    E nessa de compartilhar ideias sobre decoração eu acabo explorando outras duas paixões: escrever e fotografar. Na composição ali de cima tem algumas das fotografias que fiz para os posts da Casa Baunilha e que, de uma certa forma, mostra esse mundo que influencia a minha visão sobre o morar: Pôr do sol no Rio Guaíba: dos mais lindos que já vi e que tenho o privilégio de assistir seguidamente na minha cidade, Porto Alegre – é preciso valorizar e usufruir o que a nossa cidade tem de bom e não ficar refém das notícias ruins. Fruteira metaleira: resgatei esta peça das trevas, reaproveitando o material, coisa que adoro fazer. Com lixa e tinta preta, não precisei comprar uma fruteira nova. Pássaros aguardando os peixes na divisa das praias Ipanema e Leblon, no Rio: adoro olhar para as cenas da natureza. Janela do Teatro Alvaro de Carvalho, em Florianópolis: por onde quer que eu ande, sempre observo os detalhes da arquitetura, como também mostra a foto do piso do palacete do Parque Lage, no Rio, feito a partir de várias pedras trazidas da Itália. Bar e lancheria em Pinto Bandeira: adoro descobrir construções históricas na serra do RS, casas antigas que dão vontade de abraçar, cobertas por cores fabulosas – e se tiver um Fusca azul a tiracolo, melhor ainda. Rabanetes da horta do meu avô: fazer a própria comida e valorizar os pequenos produtores é algo que tento fazer e mostrar aqui na casa. Cristo Redentor tentando alcançar a lua: o humor e a poesia na crônica visual são fundamentais.

     

    Um pouco mais sobre mim

    Me chamo Juciéli Botton, fui feita nos anos oitenta, nasci no interior do Rio Grande do Sul, em Ijuí, e vivo em Porto Alegre há muitos anos. Desses, mais de dez no meu apartamento com menos de 45m², junto do meu companheiro. Um espaço que reformamos e decoramos um dia por vez. Queria ser astronauta, bailarina, dentista e Marisa, a cabeleireira da minha mãe. Mas estudei mesmo foi Publicidade e Propaganda e sempre trabalhei na área de direção de arte. O que isso quer dizer? Que meu olho enxerga os detalhes, que vê poesia onde as pessoas geralmente enxergam feiura; que adoro arte, seja hight tech ou em barro; que nas fotos das minhas viagens só dá os outros nos lugares e junto das coisas e não eu nos lugares junto das coisas; que não escrevo a ponto de concorrer a prêmio literário mas me esforço um monte para não povoar esse mundo com vírgulas. Nos últimos tempos, virei artesã e estou aprendendo a produzir cerâmica, um universo fascinante pois adoro poder criar as peças de que preciso com as próprias mãos. Sou apaixonada pela estética artesanal e a forma única de cada peça.

     

    Meu tipo de decoração

    Antes de mais nada, um fato sobre quem se liga em arquitetura, design de interiores e decoração: nem tudo relacionado à arquitetura, design de interiores e decoração nos agrada. Todos nós temos uma identidade que se reflete em todos os aspectos da vida, o que não seria diferente na nossa casa.

     

    ADORO:

    • garimpar peças vintage (adoro velharia)
    • peças com história (adoro velharia)
    • as texturas do mundo industrial (adoro velharia)
    • as madeiras do universo de fazenda (adoro velharia)
    • alguns toques contemporâneos (pra dar uma quebrada)
    • textura artesanal, que pareça ter saído da natureza mesmo: linho, algodão, cerâmica, palha, pedra, metal, madeira, vidro
    • tubulações e iluminação aparentes (prefiro saber que as coisas estão ali de verdade e não escondidas e simuladas)
    • móveis avulsos (estou sempre mudando as peças de lugar)
    • louça com jeito de casa de vó (oi, velharia)

    Eu quero que a minha casa seja um espaço rico visualmente, que some essas texturas diferentes e materiais diversos. Isso, inclusive, cria novas conexões no cérebro na medida em que fazemos todas essas leituras da nossa própria casa. Pode acreditar.

     

    NÃO ADORO:

    Se você não sabe como decorar sua casa justamente porque ainda não sabe do que gosta, comece listando o que não gosta.

    • pátina – na verdade acho que o problema não é a pátina, coitada, é que praticamente todas as pessoas me sugerem cobrir tudo com pátina, o tempo todo
    • espaço monocromático: tudo bege, tudo marrom, tudo branco
    • ambiente cem por cento novo, tipo showroom de loja, que não conta uma história (também pela dor no coração pelo lixo gerado e todas as questões sobre consumo consciente)
    • teto rebaixado em gesso, gesso mesmo, luzes embutidas (nada que me engane, que me esconda algo)
    • estilos provençal e romântico
    • listras na parede (parece que vão me botar na linha, hahaha. Adoro listras nas roupas e até em almofadas. Mas na parede não)
    • glitter, purpurina, coisas que brilham em geral (aquilo que tem brilho próprio, ok, mas panos de prato com purpurina, porcelanato com pedrinhas de brilhante, flores naturais com glitter, não)
    • plantas artificiais (com exceção de um antúrio todo verde, de plástico, bem acabado, que estou procurando e está difícil de encontrar)
    • parede de cor neon (fere os olhos)

    E nem preciso dizer que alguns itens vão entrar e outros vão sair dessas listas porque é assim mesmo que funciona. A gente vai amadurecendo e os gostos e interesses mudam (o que é de deixar qualquer um louco mesmo, principalmente depois que você tomou decisões que demandam algum grande dinheiro).

     

    A Casa Baunilha no Instagram: @casabaunilha

    Eu comecei com um perfil da Casa no Facebook (@casabaunilhadecor) mas, confesso, não costumo falar com as pessoas via Facebook. Eu assumo. Você pode curtir a Casa no Face, sem problemas. Mas é no perfil @casabaunilha do Instagram que a gente vai trocar ideias de decoração e reforma, lugares para conhecer, fotografias, ideias para o dia a dia, para a vida, achados, tudo.

     

    Algumas curiosidades que acontecem por aqui

    Muitas pessoas se dirigem a mim como “vocês”. A verdade é que sou só eu neste blog. Não tenho uma equipe. As fotos eu mesma clico, ou, se não, eu indico quem são os donos. Os textos são todos meus. E isso não tem nada a ver com egoísmo e nem com coitadismo. Eu criei o blog como um hobby, sem chefe e prazos, sem obrigações e expectativas alheias. É como se fosse a minha casa mesmo, onde me sinto livre. Mas não tem problema, não. Podem continuar chamando por “vocês”, porque às vezes sinto que me desdobro em muitas mesmo.

    Algumas pessoas acham que eu faço comidas e doces para vender, além de eventos. Imagina, gente, eu não tenho esse dom. A Casa é Baunilha porque toda casa tem um cheiro, um aroma, e eu adoro o de baunilha.

    Tem gente que me pergunta preço de objetos que aparecem nas imagens ou se eu faria uma reforma na sua casa. E a verdade é que: não vendo nada – ainda – gente, e nem faço reformas. Por enquanto. Porque o dia em que eu fizer um curso de pedreiro, ninguém me segura!

     

    É isso? Acho que é isso. Qualquer informação que quiserem saber mais, ou comentar, ou para deixarem sugestões, usem o espaço dos comentários ao final de cada post, ou vocês ainda podem falar diretamente comigo pelo Contato que fica no menu do site.

     

    E sejam bem vindos. Sempre.

  • DECORAÇÃO,  Decorar,  Ideias mil

    Almodóvar como inspiração

     

    Bom, como este post nasceu para inspirar, seja pela decoração ou pelo estilo, nem vou mergulhar nas questões mais profundas das obras desse cineasta incrível. Vamos direto ao ponto. Os cenários produzidos e a direção de arte de seus filmes realmente são muito inspiradores, ambientes carregados pelo espírito de seu criador: ousado, marcante, contrastante e dramático. Nesse “universo Almodóvar”, as cores vivas, a mistura de estampas e um feminino nada frágil sempre marcaram presença. E o vermelho sempre foi o protagonista.