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Antes e depois: guarda-roupa novo com troca de puxadores, apenas

Eu até não me incomodei com a imitação da aparência de madeira no guarda-roupa que consegui por um preço bem em conta no mostruário da loja. Mas aqueles puxadores de plástico prateado eram um veneno para o meu humor matinal, que já não é um arco-íris brilhando a glitter. Antes mesmo de cogitar adquirir um guarda-roupa eu planejava: a primeira coisa que vou fazer é consumir com os puxadores de plástico. Depois eu monto o guarda-roupa.

Na verdade, qualquer coisa no lugar dos puxadores originais ficaria melhor. Como adoro misturar elementos e também adoro ficar em dúvida sobre o que levar quando me deparo com muitas opções, escolhi 4 modelos de puxador, variando entre vidro, cerâmica e madeira.

Dar tchau aos puxadores de plástico prateado teve um resultado tão bom que os novos puxadores até ajudam o laminado a se passar por madeira. O plástico deixava tudo ainda mais falso.

 

 

 

Para trocar, não tem mistério. É só desaparafusar os puxadores originais e aparafusar os novos (me senti numa aula de conjugação de verbo agora).

 

 

Acho que usar elementos com uma textura de toque natural ou que remetam a algo vindo da natureza como a madeira, o vidro e a cerâmica, equilibra a presença do material falso que reveste o guarda-roupa. Isso é um conceito que podemos aplicar em qualquer espaço da nossa casa. Quando digo que não sou fã de ambientes totalmente novos, com montes de armários sob medida de MDF e bancos de base de plástico prateado é justamente porque a quantidade de texturas falsas é muito grande. Por isso, incrementar o espaço variando os materiais, com itens vintage, uma folhagem aqui, um vaso de vidro ali, ajuda a quebrar esse visual de showroom de loja.

 

 

 

Tá tudo muito bom, tá tudo muito lindo, mas o que fazer com os puxadores retirados? Pois bem, a indústria já os produziu, não há como voltar atrás. E descartar no lixo não é uma opção, jamais. Eu doei os meus para um centro que distribui todo tipo de material para pessoas carentes, que montam suas casas quase que totalmente com objetos doados. E puxador assim quebrado é o que mais vejo por aí. Então achei que optar por auxiliar alguém seria muito legal. Mas, ideia para reaproveitar é o que não falta, como alça para bandejas, ganchos horizontais na parede para pendurar, por exemplo, um pano de prato. Pintado da cor da parede, então, ele some. Mimetismo total. Esse efeito ficaria legal num hall de entrada para pendurar o guarda chuva, por exemplo, ou qualquer outra coisa que encaixe nele. Sobram ideias.

 

Com este modelo de puxador dá até para pendurar um souvenir de viagem. Este, de tecido, foi feito numa comunidade próxima à Usina Hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu. A capivara é um animal muito adorado por lá. É possível ver muitas delas andando livremente pelas áreas verdes da usina.

 

 

E onde encontramos os puxadores? Acredite, há lojas só disso. O mundo encantado deles. Também é possível encontrar em grandes redes de materiais para construção e decoração, ferragens e, meu lugar favorito, as feiras de antiguidades. Nelas moram aqueles modelos de vidro transparente em vários formatos, os de resina transparente com flor artificial dentro – um clássico das antigas – e também os de ferro como cisnes, flores, plantas. Nós ainda podemos fazer os próprios puxadores. Qualquer pecinha que já não cumpra sua função pode virar um. Já vi broche, botões grandes e brinquedinhos de criança, como aqueles pequenos animais de plástico, virarem puxadores. Com a pintura certa fica novo em folha. Até retalhos de tecido e couro podem virar puxadores.

 

Então… você acha que está sofrendo de insônia, só que não. São os puxadores de plástico prateado que estão tirando o teu sono.

 

Fotos e texto: Juciéli Botton para Casa Baunilha

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