• Morro Reuter,  Por aí,  Rio Grande do Sul,  Serra Gaúcha

    O planeta singular da Anelise Bredow

    A Anelise Bredow é uma dos vários artistas que se estabeleceram na cidade de Morro Reuter, na serra gaúcha, e que integra o Caminho das Artes da região, com vários ateliês que podem e devem ser visitados. Em breve, farei um guia do que fazer na cidade pois não é pouca coisa, não.

     

     

    As peças da Anelise carregam um estilo bem próprio. Singular é a palavra. Quando criança, Anelise era fascinada pelas pequenas pecinhas que existiam dentro dos aparelhos de rádio e TV que o pai consertava. Tinham formas estranhas e eram coloridas. A partir daí, um mundo de experimentações se abriu diante dela e então surgiu essa linguagem interessante com seres de formas e cores bem características de sua assinatura.

     

    Adoro os enfeites com palavras. Perfeitos para pendurar no puxador do guarda-roupa, na fechadura da porta e como presentes também. 

  • Morro Reuter,  Por aí,  Rio Grande do Sul,  Serra Gaúcha

    O mundo encantado da Claudia Sperb

    “Se viver é dor, eu quero o meu troco em poesia.” Foi parafraseando o cantor Itamar Assumpção que a Claudia começou a conversa com nosso grupo de visitantes em seu atelier e, então, naquele momento, eu não queria saber de mais nada. Nem de fazer a atividade com os mosaicos que ela tinha proposto. Eu queria era passar o dia ouvindo ela falar.

     

     

    A Claudia Sperb é um tipo de artista que ela própria é a obra em si. Ela é uma poesia ambulante. É puro coração. E essa poesia e esse coração parece que explodiram na casa-parque-instalação-atelier dela. O lugar é lindo, o verdadeiro país das maravilhas. Fica em uma área de mata atlântica onde podemos ver macacos saltando entre as copas das árvores, enquanto a Claudia olha e diz: Não é melhor eles assim? Livres?

    Passeando pelo parque, a gente enxerga a Claudia em tudo. No lúdico, nas brincadeiras, no feminino, na força que é esta mulher enquanto criadora e guardiã de tudo aquilo e, ao mesmo tempo, nos gestos delicados e na sensibilidade para as questões da vida. Os mosaicos, tão naturais no nosso dia a dia que nem notamos. Como nosso sorriso, um conjunto de várias pecinhas, ou mesmo o teclado em que digito este texto, um mosaico de teclas, ou até mesmo nosso mural virtual de fotos nas redes sociais, aquele mosaico sem fim. As várias pessoas da nossa vida formam um mosaico. Na infância mesmo, quantas brincadeiras envolvendo mosaicos, o próprio Lego ou aquelas pecinhas em madeira com telhados vermelhos, para construirmos cidades inteiras. A própria ideia que ela propôs ao nosso grupo, de criarmos peças para um grande mosaico, em que muitas mãos já são um mosaico de colaboração em si. Mosaicos são o coletivo, o junto, o de pouco em pouco. São a vida.

    E as serpentes são um capítulo à parte na história da sensibilidade da Claudia. Quando criança, perguntou à avó o que eram as flores.

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    Alles Antiquário em Morro Reuter | RS

     

    Uma das coisas que eu adoro na serra gaúcha são os antiquários de beira de estrada. Não tem emoção que se iguale a de estar passando e, de repente, ver surgir um antiquário – pelo menos pra quem adora velharia e decoração como eu.

    Só que mais interessante do que os móveis e os objetos em si é a composição deles no espaço, em como eles estão arranjados em conjunto. O que é um prato cheio pra quem adora fotografar.

    O último antiquário que encontrei foi o Alles, que fica em Morro Reuter. E pelo que vi