• Curitiba,  Paraná,  Por aí

    O décor do Botanique de Curitiba | PR

    Faz dois posts que eu venho compartilhando o meu roteiro turístico na cidade de Curitiba (clique aqui para o dia 1 e aqui para o dia 2). Mas agora, neste post, vamos ao que interessa: DECORAÇÃO.

    O que me atraiu no Botanique Bar Café Plantas foi a decoração. O estilo é bem o que eu gosto, uma mistura de itens vintages e elementos modernos com o verde e o frescor das plantas. O que eu ainda não sei fazer é combinar cores nas paredes tão bem assim. Como vocês poderão conferir, tem muitas tonalidades nas paredes e tudo parece que orna.

    As prateleiras do bar unem canos metálicos bem grossos com a textura da madeira. E por aqui já podemos visualizar três tonalidades quentes entre rosa, coral e cereja. O balcão com padrão de pedra e as frutas expostas trouxeram um arzinho de frescor, criando uma área fria, digamos assim, produzindo um contraponto às cores das paredes. Adorei a luminária. Aliás, a iluminação nesta parte da casa segue um padrão em metais dourados, mas em formatos variados.

  • Curitiba,  Paraná,  Por aí

    Roteiro de 4 dias em Curitiba | Dia 2

    Ainda na estrada, paramos no último posto de gasolina antes de chegar a Curitiba. Aproveitei e conversei com uma atendente que disse “Eu sou de lá, vocês vão adorar, a cidade é demais, muito bonita”, e eu “Pena que o tempo não vai ajudar”, ao que ela respondeu “Ah, você quer conhecer Curitiba com sol? Tá querendo demais!”.

    Quando vocês forem a Curitiba, entendam que em um mesmo dia terá sol, nuvens, tempo nublado, chuva fraca, chuva de canivete, calor escaldante e frio cortante. Ou seja, pessoal, relaxem. A dica do motorista do Uber foi: deixem para ir nos parques pela manhã, que é mais garantido, porque depois o tempo fecha e começa a chover. E considerando que Curitiba é virada em parque, bosque e jardim, a dica tá valendo. Na verdade a questão é: Não está chovendo? Então vá. Não espere o tempo firmar com um sol daqueles porque pode não acontecer, ou, se acontecer, é só pelos próximos 5 minutos ou nem isso. Não fique frustrado com o tempo. É assim mesmo. Eu aproveitei até debaixo d’água. E se você não viu o roteiro do primeiro dia em Curitiba, clique aqui.

     

    Dia 2 | S E X T A – F E I R A

    Dia de “não sei o que deu em mim” quando resolvi conhecer, no mesmo dia, três dos grandes nomes da cidade: Jardim Botânico, Museu Oscar Niemeyer e Ópera de Arame. Mas, no fim, deu tudo certo.

     

    1. Manhã no cartão postal Jardim Botânico

    Acho que o Jardim Botânico é, visualmente, o espaço mais representativo de Curitiba, principalmente por causa da estufa, com sua estrutura branca e envidraçada. Lá dentro, escultura de Erbo Stenzel, cascata e muitas espécies de plantas. É lindo. Bem à frente da estufa há uma estátua que me emocionou muito – ela aparece na foto de capa deste post. É realmente muito bonita. Nomeada Amor Materno, foi feita em 1907, em bronze, pelo João Zaco Paraná. Vale a pena contemplar um pouco a figura. As formas suaves e delicadas realmente transmitem a sensação de carinho humano. A referência de jardim botânico que eu tinha era de um lugar lotado de exemplares de todo tipo de planta, uma verdadeira maçaroca verde, uma coisa meio mata, meio selva. Mas o de Curitiba é diferente. Ele tem esse grande espaço organizado como um jardim mesmo, no estilo francês, com os caminhos bem delimitados e as plantas e flores seguindo um padrão de plantio e corte. Ele foi inaugurado em 1991 e homenageia Francisca Rischbieter, engenheira civil pioneira no planejamento urbano da cidade e na valorização da autoestima dos curitibanos.

  • Curitiba,  Paraná,  Por aí

    Roteiro de 4 dias em Curitiba | Dia 1

    Imagina a cena, eu debruçada sobre papeis e mais papeis, com anotações e listas, 23 abas abertas no computador, um pouco escabelada, tentando montar um roteiro para “conhecer” Curitiba em apenas 4 dias. Daí dou play no vídeo de um canal sobre viagens no Youtube, com milhares de seguidores, e a pessoa solta um “Curitiba dá pra ver em 1 dia”. Fiquei tão chateada que deixei de seguir o canal no Instagram. Sem contar que a pessoa achou que a estufa do Jardim Botânico era a Ópera de Arame.

    Eu estava com dificuldade de encaixar, no meu roteiro, os lugares históricos com as ruas icônicas, com os parques, com os pontos turísticos, com o Mercado Municipal, com os museus, com a gastronomia, com as feiras. Inconcebível conhecer Curitiba em 1 dia.

    É óbvio que isso é relativo e vai muito do gosto pessoal. Eu, por exemplo, gosto de saber sobre a história da cidade e de conhecer construções históricas, observar a arquitetura e a decoração. Por isso incluo no meu roteiro lugares que tenham isso. Mas, definitivamente, Curitiba tem muito a oferecer. Nesta série de 4 posts vou compartilhar algumas das atividades que fiz na capital do Paraná em outubro deste ano, em ordem cronológica, um dia por post. Depois, em outras postagens, trarei alguns lugares com um olhar mais aprofundado. Quero mostrar quanta coisa legal tem pra gente vivenciar e que, ainda assim, faltou dia pra eu ver tudo que queria. Mas melhor assim. Quero voltar em breve e então terei muita coisa ainda pra curtir.

     

    D I A  1  |  Q U I N T A – F E I R A

    Dia de Mercado Municipal e de fugir da chuva torrencial se deslocando a pé debaixo das marquises, entre lugares próximos.

     

    1. Almoço com pinhão no Mercado Municipal

    Cheguei em Curitiba já na hora do almoço e eu sempre gosto de começar a conhecer uma cidade pelo Mercado Público/Municipal. Muito se descobre sobre a cidade entre as paredes, os cheiros, os ruídos, a culinária e as pessoas do seu mercadão. Curitiba, na língua indígena, significa araucária, a árvore do pinhão. Ou seja, tem muita araucária e muito pinhão por lá. E prato com pinhão é o que não falta. Então, não poderia ser diferente, provei o pastel de pinhão com carne seca da Pastelaria Curitiba, cuja fama se dá pela quantidade generosa de recheio. Delicioso. O suco de laranja é fresco mesmo e não vem adoçado, o que eu adoro. A Pastelaria Curitiba abre, inclusive, aos domingos.

  • Morro Reuter,  Por aí,  Rio Grande do Sul,  Serra Gaúcha

    O antigo Armazém Klauck em Morro Reuter | RS

     

    Eu não sei vocês mas, pra mim, quanto mais tinta descascada, madeira antiga e história pra contar uma construção tem, melhor. Com um cusco querido no pátio, então, está completo o cenário. O Armazém Klauck chama a atenção de quem passa na paisagem da beira da BR 116, tanto para quem sobe a serra gaúcha quanto para quem volta dela. Fica bem numa curva e é o tipo de construção que captura a minha atenção mesmo sem eu saber do que se trata. Quando eu me aproximei da fachada, fotografando, o Roberto apareceu e disse que era 50 centavos cada foto. Ao que respondi que ele ficaria rico. É com esse bom humor e simpatia que ele recebe os visitantes e clientes, mantendo viva a memória do espaço deixado pelo pai.

     

    A construção, de 1920, sempre esteve ativa como armazém. Há grandes armários e balcões, todos originais, onde há muitos produtos à venda, de todo tipo. O espaço é bastante comprido e o Roberto conta que a viga de madeira que sustenta o teto é uma peça única, sem emendas.

  • DECORAÇÃO,  Reformar

    Escolhendo a cor do piso do banheiro: não vá de branco

    Bom, o título do post já disse tudo que eu tinha para falar sobre piso branco. Então, é isso, gente.

    Claro que estou brincando. Há muito o que ponderar e decidir sobre o revestimento do piso do banheiro, o que serve também para a cozinha em se tratando de piso frio. Pois bem, já vimos no post sobre espessura que precisamos escolher placas de qualidade e não muito finas a ponto de não oferecerem resistência. E também vimos no post sobre rejunte que podemos escolher placas que pedem o mínimo de rejunte possível, o que facilita e muito a vida no dia a dia.

     

     

    Agora, acompanhem comigo alguns caminhos que muitos de nós usualmente escolhemos:

    • “Vou usar o mesmo revestimento das paredes no piso, para padronizar e baratear”
    • “Vou fazer tudo branco, piso e paredes, para o espaço ficar amplo e claro”

    Vamos, então, por partes:

    No chão deve ser aplicado um revestimento próprio para pisos. Nem tudo que vai nas paredes vai bem também no piso. Azulejos de formato tradicional, por exemplo, não trarão resistência se aplicados no piso, onde há tráfego de pessoas e onde coisas pesadas caem. Acho que eles não aguentam nem a pressão de um salto alto caso o contrapiso não esteja bem nivelado.

    Seguindo o mesmo raciocínio, na parede deve-se aplicar revestimentos próprios para ela. Há porém, produtos que são colocados no piso e que também podem cobrir as paredes. Geralmente, na loja, o mostruário de revestimentos informa para que áreas o produto é indicado. Fique atento a essas informações.

    Você pode criar um banheiro branco, nas paredes e no teto, se assim desejar. Mas, para o piso, eu aconselharia qualquer outra cor, menos branco.

     

    Por que não branco?

    1) Porque qualquer fio de cabelo, um fiapo qualquer, fica totalmente evidente no piso branco e, mesmo que você tenha acabado de limpar, se cair um único cílio vai parecer que o banheiro todo está sujo.

    2) Porque qualquer pingo d’água, por menor que seja, dá início ao processo de transformação do seu banheiro numa poça de lama. Você pisa com um calçado num pingo d’água e pronto, tá feita a desgraça.

  • DECORAÇÃO,  Na varanda

    Na varanda | Entre o verde do Jardim Botânico do Rio de Janeiro

     

    Certa vez, mexendo nos meus arquivos, encontrei a foto de uma maçaneta feita de louça que era da porta de uma casa que ficava ao lado do Jardim Botânico do Rio. A casa parecia fazer parte do Jardim mas ficava do lado de fora do perímetro do parque e me impressionou bastante as maçanetas de louça branca ainda estarem lá, naquela casa tão antiga. Aliás, quando publiquei a foto da maçaneta no Instagram prometi que mostraria mais detalhes da casa aqui no blog.

    Então, agora vou ter a companhia de vocês num passeio por esta varanda aberta para o verde, para as ruas, para as pessoas.

     

  • Morro Reuter,  Por aí,  Serra Gaúcha

    A fortaleza de cores de Flávio Scholles

     

    Tive muita sorte neste último sábado pois o artista Flávio Scholles estava em seu arteliê, como costuma chamar a sua galeria. Enquanto admirávamos seus quadros espalhados pelas quatro pontas da construção, acompanhados pela guia, ouvíamos sua voz vinda do segundo piso. De repente, ele surge, vestindo sua capa e seu chapéu clássicos. A simpatia em pessoa, já perguntando se éramos da área das artes, ao que respondi que passava um pouco perto, era diretora de arte publicitária, e foi assim que ele contou da sua breve atuação em uma agência de publicidade em São Paulo, como ilustrador. “Naquela época eu ainda não era artista” ele conta. Falou dos ateliês que já teve em outros países e que só no ano passado pintou 300 quadros, ou seja, quase um por dia. Há 8 mil deles colorindo paredes mundo afora e, somente ali na galeria, 2 mil, entre outros produtos como canecas e almofadas.

    O Flávio nasceu por ali mesmo, em São José do Herval, e no seu livro ele conta que realizou um sonho estabelecendo seu ateliê-galeria na região, no topo de um elevado, há 11 anos já, de onde se pode avistar Porto Alegre e Caxias do Sul. Em suas obras, Flávio sempre retratou o Rio Grande do Sul, suas paisagens e sua gente, em especial os imigrantes colonos, desde sua vinda para o Brasil, semeando e colhendo nas lavouras, até o êxodo para trabalharem nas indústrias. Entre uma pincelada e outra, há sempre espaço para questionamentos sobre o mundo moderno.

     

    O céu é quase um personagem em suas obras, sempre cúmplice dos colonos na lida da lavoura, aquelas figuras pequenas na base dos quadros, como podemos observar

  • Florianópolis,  Por aí,  Santa Catarina

    Um post sobre segurança ou, pelo menos, sobre a “sensação de”

     

    Faz alguns posts que venho compartilhando por onde andei em Florianópolis em maio deste ano. Foi uma viagem que eu costumo chamar de viagem de reconhecimento de território. E como em qualquer viagem, há sempre aquele momento que nos leva para além das belas paisagens e outras concretudes da cidade. O momento do choque de realidades.

    Quando meu marido e eu viajamos a gente sempre programa um dia, ou pelo menos um período, para fazermos uma caminhada em uma região específica, que seria o que nós faríamos na nossa cidade, sem nos preocuparmos com lugares para ver e conhecer, nada disso. Só para sentirmos como é estar ali, como seria pertencer àquele lugar. Uma coisa de feeling mesmo. Então, em Floripa, depois de conhecermos, no lado continental, a Praça de Coqueiros, o Salão de Festa das Bruxas de Itaguaçu e a Via Gastronômica de Coqueiros, estacionamos o carro pouco depois de passarmos por baixo da Ponte Hercílio Luz, ainda em restauro, e seguimos caminhando pela Av. Beira-Mar Continental. A minha intenção nem era ficar registrando, mas o desenrolar da coisa me surpreendeu tanto que não resisti.

    A sensação de segurança era muito forte. Na medida em que avançávamos, escurecia ainda mais – era fim de tarde e, ainda por cima, estava nublado – e mais gente surgia para caminhar e fazer atividade física. Famílias, casais, crianças, meninas andando de patins e sozinhas, pessoas com seus cachorros. Para mim, que vivo em Porto Alegre, onde todo mundo entra em cárcere privado depois das sete horas da noite, o que se mostrava diante dos meus olhos era algo inacreditável. Sobretudo porque no início fiquei um pouco receosa. Aquela área, por incrível que pareça, não tem muitos bares e restaurantes, ou outros estabelecimentos que pudessem estar abertos, que é o que a gente acha que vai encontrar quando se está numa orla, ainda mais em Florianópolis. Se trata de uma área mais residencial e já estava tudo fechado naquele horário, que flertava com as sete horas da noite.

    Ao final da pista para caminhada, há aquelas ilhas para exercício, as academias ao ar livre, junto a um parquinho onde muitas crianças aproveitavam. Era domingo e, quanto mais

  • Florianópolis,  Por aí,  Santa Catarina

    Arante Bar e Restaurante | Floripa

    Lembro como se fosse hoje o professor de Literatura sendo bem assertivo: “Se no vestibular tiver uma questão perguntando qual é o personagem principal de O Cortiço, lembrem: é o cortiço!”. Eu poderia errar qualquer outra questão, menos essa. Porque era algo fora do comum o personagem de uma história, figura sempre associada a uma pessoa, ser um espaço, onde circulam tantas outras.

    Pois bem, o Arante é uma pessoa. O Arante é o personagem principal. Tem alma. Tem espírito. Tem família. Tem filhos. Tem legado. Tem um abraço quentinho depois de um dia chuvoso e frio. Tem empatia. Lê poesia de frente para o mar. Ouve a todos. Ombro amigo.

    Fui atrás da decoração com os milhares de bilhetinhos e acabei encontrando, acredito que como muitos, esse amigo. Eu tive sorte, acho, em conhecê-lo no dia em que tomei o banho de chuva da minha vida, pois se mostrou muito acolhedor.

     

     

     

    O Arante é aquele cara cuja vida “é um livro aberto”. Cada amigo que passa pela sua vida deixa uma história, que ele compartilha com todos. São pequenas tatuagens no corpo de um senhor muito jovem. Os garçons trazem uma pequena cesta com caneta, papel e fita para que possamos registrar nossa passagem. Quem quiser, claro.

  • DECORAÇÃO,  Decorar,  jardim

    5 ideias com plantas para você tentar hoje

    Adoro o trabalho da Monica Wang, fotógrafa de interiores. Ela consegue captar bastante luz e, ao mesmo tempo, suavizar as sombras. E de tanto admirar suas fotos, separei 5 delas que apresentam composições com plantas que, na verdade, carregam ótimas ideias para produzirmos nossos cantinhos verdes em casa.

     

    Algumas plantas aéreas, como a tillandsia, no vaso menor, à direita, não precisam de terra para viver. Pois é, evolução no nível máximo. Você já deve ter visto montes delas enquanto caminha pela sua cidade. São as que crescem em troncos de árvores, muros e até nos fios dos postes de eletricidade. Sempre encontro várias caídas na calçada. Ou seja, saem de graça e não vão te dar trabalho = sonho de consumo do mundo das plantas.