• DECORAÇÃO,  Reformar

    Escolhendo a cor do rejunte

    O rejunte é o responsável por impermeabilizar a área em que ele é aplicado. O porcelanato e o azulejo fazem escorrer a água e é o rejunte de boa qualidade e bem colocado que deve evitar que a água se infiltre entre as placas. Só que uma vez que inventaram o rejunte pigmentado, ou seja, colorido, temos mais decisões a tomar.

    Parece uma bobice que você tenha de se preocupar com isso – claro, se você curte escolher os materiais e participar ativamente do processo. Mas acredite, ele faz toda a diferença no quesito qualidade e no quesito cor também. Afinal, vamos olhar pra ele tipo, por quase o resto das nossas vidas. Visualmente falando, ele pode colocar tudo a perder se não der match com o material que você escolheu para revestir piso e paredes.

    Em termos de cores, eu vejo 3 aspectos que podem influenciar na escolha: luminosidade, efeito visual e manutenção.

     

    L U M I N O S I D A D E

    Observem comigo este antes e depois do meu banheiro, durante o processo de reforma.

     

     

    À esquerda, as placas de porcelanato estavam assentando e o rejunte ainda não tinha sido colocado. Na direita, o rejunte já aplicado. Notem como o ambiente clareou bastante apenas com a aplicação do rejunte. Então podemos concluir que o espaço ficaria mais escuro com um rejunte escuro. Ou seja, pessoal, precisamos avaliar se o espaço necessita de mais luminosidade ou não para, então, escolher a coloração do material.

     

    E F E I T O  V I S U A L

    Separação | Quando se aplica um rejunte de cor contrastante com a da placa (por exemplo: azulejo preto e rejunte claro, ou o contrário), o que acontece é a separação dessas peças. Passamos a enxergar cada placa como uma unidade separada das placas vizinhas. É o que dá aquele efeito tijolinho no caso de peças menores como os azulejos.

  • Florianópolis,  Por aí,  Santa Catarina

    Praia Daniela sob a sombra | Floripa

    Se eu consegui escrever um texto sobre a poesia visual e a beleza do mar chocolate das praias do sul (leia aqui), nada, mas nada mesmo me impediria de registrar as impressões sobre uma praia quase sem ninguém em dia nublado na ilha de Florianópolis.

    Em maio deste ano, a Praia Daniela estava no meu roteiro e, nele, também faria sol, o mar estaria calmo e a água de coco e o milho verde seriam liberados. Mas sabe como é a criação de um roteiro, tem sempre um cara acima de você barrando as coisas, o produtor.

     

     

    Eu sempre registro essa vista de quase chegada a uma praia. Adoro a moldura que as plantas fazem e a paisagem que se revela aos poucos. As várias camadas dos morros em frente, após o mar, sob a névoa, deixam a cena mais dramática ainda –  e mais bonita. Meu longa não tinha verba pra dia de sol e open bar de água de coco mas tinha para aroma de chá nesta pequena trilha que dá acesso à Daniela. Nesta praia, o verde nativo que habita as areias da beira mar foi preservado. É preciso estacionar na rua que antecede o mato e acessar a praia por essas trilhas. Esta que o destino nos ofereceu tinha um cheiro de chá muito forte. Uma mistura deles. A verdade é que eu levei um tempo até chegar na praia porque o cheiro estava incrível. Todo mundo diz que eu tenho um super nariz, mas a verdade é que as pessoas esquecem de respirar às vezes.

  • antes e depois,  banheiro / lavabo,  DECORAÇÃO,  Decorar,  Reformar

    Antes e depois: meu banheiro reformado

    Meu banheiro, depois de anos de infiltração – somando os que eu aluguei o apê e mais alguns como proprietária – não pode escapar de uma reforma total. Eu sou muito a favor das obras limpas (conceito que estou aplicando na minha cozinha), que reaproveitam os materiais e quebram menos possível ou nada. Mas o meu querido aqui estava literalmente caindo aos pedaços, principalmente na parte do box. Os azulejos, estufados em ângulos de quase 45 graus, podiam cair a qualquer momento. E os dois ambientes que dividem as paredes com ele sofriam com as infiltrações e o mofo.

     

     

    Antes de qualquer coisa, preciso dizer que eu tinha uma ideia visual para o banheiro que acabou não acontecendo. Então ele ficou assim, como estamos vendo mas que, de qualquer forma, gostei do resultado também. Eu explico. Eu queria um banheiro super urbano, com cara de ambiente reaproveitado e com mix de texturas. Imaginem, no lugar dos azulejos verdes, textura de cimento queimado, bem manchado, tipo um viaduto mesmo. Era essa a minha ideia inicial: de um lado, porcelanato que imitasse pedra (pois verba para pedra de verdade não trabalhamos) e, do outro, na parte das louças e do espelho, a textura de cimento, bem manchado.

    Acontece que o pedreiro que contratamos não apareceu no dia combinado porque tinha pego uma outra obra. E depois disso, conforme eu falava com outros profissionais eles me desencorajavam ou diziam que pela umidade do banheiro não seria o ideal, ou eu mesma não levava fé que fariam direito. Algo que parece ser tão simples, um concreto aparente, sem a parte de assentar os azulejos. Bom, quem nunca teve que partir para o plano B ou até outras letras seguintes do alfabeto em se tratando de obra, não é mesmo? Eu comprei o material para a reforma em 2015

  • Crônicas

    Isso explica tudo

    Eu rodei a cidade inteira atrás de um protetor labial incolor com fator de proteção 15 que não deixa gosto de protetor solar na boca. Não é coisa da minha cabeça, ele existe. Eu uso faz muitos anos. Só que aconteceu que ele não está mais entre nós, pelo menos fisicamente, porque seu espírito acusa 04 unidades numa loja, 01 unidade na outra mas, quando chegava lá, não passava de uma pegadinha do sistema.

    Eis que na trigésima loja o vendedor, vindo do estoque, me dá o golpe de misericórdia e, sem querer, mas acredito que sem querer mesmo, ele acabou por explicar quem somos, de onde viemos e pra onde vamos e, de quebra, se aquela fumaça que sai dos aviões a jato é ou não é veneno para acabar com a humanidade. Com um sorrisinho que dizia “se toca, moça”, ele solta: É que ele é um produto que vem no verão…

  • Pela web,  Vida e Carreira

    Pela web #3 | Reforma, porta-copos, Roberta Sá e o que não dizer antes do primeiro encontro

     

    Reforma | A Emma reformou o banheiro dela e postou o “depois” que ficou lindo e que você pode conferir clicando aqui. Mais pra baixo, no blog dela, tem o “antes” do espaço. Adorei a sutileza da transformação.

    DIY de porta-copos | Eu fiquei passada a ferro de carvão com os porta-copos que simulam um tapete de pele clássico. Vocês não precisam esperar mais nenhum segundo pra saber como são feitos. É só clicar aqui.

  • Por aí,  Porto Alegre,  Rio Grande do Sul

    Revitalização da Orla do Guaíba | Usina do Gasômetro

     

    A passos envelhecedores, sem nenhuma pressa, vemos alguns melhoramentos sendo feitos na capital do Rio Grande do Sul. A obra de revitalização da Orla do Guaíba ainda não foi concluída, está mega atrasada, mas parte da área do Centro Cultural Usina do Gasômetro foi entregue à população.

    O pôr do sol no Rio Guaíba é patrimônio daqui. É motivo de orgulho para nós termos um dos pores de sol mais lindos e, não poderia ser diferente, é uma das atrações turísticas da capital. Portanto, ter um lugar para usufruir desse espetáculo com segurança e conforto é claro que é tudo de bom. Isso significa, também, usufruir do fato da cidade ser costeada por um rio – quem acompanha o blog já notou que eu me irrito em ver Porto Alegre não aproveitar esse recurso. Em todas as cidades deste mundo que ficam à beira de rios, baías e praias, a área mais valorizada é a região da orla. Menos em Porto Alegre. E esse não é um problema que envolve somente questões políticas. O porto-alegrense em geral não gosta de mudanças. Para conseguirmos aprovar melhorias nos espaços é um deus nos acuda.

    Mas um fato que nós não podemos negar é: gente atrai gente. Se ao menos os próprios moradores da região da orla frequentassem a área, isso atrairia mais gente. Só que a orla de Porto Alegre é assim, digamos… uma terra sem lei. Abandonada, sem estrutura nem segurança, não há movimento e, então, como os moradores fariam suas atividades por ali? Atraindo espaços de lazer, comércio e até mais empreendimentos imobiliários, tornaríamos a área mais habitável e, portanto, mais usável, durante todos os dias da semana e, inclusive, nos horários noturnos. Teríamos mais pessoas trabalhando – olha a geração de emprego aí, gente. E outras tantas morando na região que, ao retornarem para casa após o trabalho, ainda teriam segurança para realizar suas atividades na rua, seja uma caminhada ou ir ao supermercado. Faríamos circular vida pela área atraindo até pessoas de outros bairros. Isso nos tornaria mais interessantes inclusive para o turismo, outro ponto no qual o porto-alegrense não está muito interessado.

    Não estou falando de um trecho específico. Estou falando de mais de setenta quilômetros de orla, gente.

    Pois bem. Dito isso – pois Porto Alegre precisa desse debate e também de um resgate, urgente – eu compartilho aqui meus registros das novas instalações, que fiz quando estive por lá há algumas semanas, pouco depois da entrega. Uma tarde daquelas, com um céu daqueles, com o pôr do sol sensacional de sempre.

     

  • Florianópolis,  Por aí,  Santa Catarina

    Palácio Cruz e Souza em Floripa

    Uma das coisas mais lindas que você pode ver na Ilha da Magia não requer banho de protetor solar e nem vai te encher de areia. O Palácio Cruz e Souza é uma das belezas arquitetônicas, decorativas e históricas da ilha, de uma riqueza de detalhes e materiais inacreditável, que conta a trajetória da ocupação de Florianópolis. É aquela espécie de lugar que quem gosta de antiguidade fica de boca aberta do instante que entra até a saída.

     

     

    Eu já fiquei boquiaberta com a obrigatoriedade do uso destas pantufas para não estragarmos o piso. Lamentei não ter isso em outros tantos lugares que já visitei.

     

    O piso em madeira, com quase duzentos anos de vida, foi criado com a técnica da marchetaria que consiste em formar, por meio de materiais de colorações diferentes, desenhos belíssimos como estes.

  • Florianópolis,  Por aí,  Santa Catarina

    Onde comer em Floripa

    Em maio passado fui à Ilha da Magia fazer um tour de reconhecimento do território. Registrei muito da arquitetura e decoração históricas, pois a ilha guarda essa herança açoriana, e que, claro, quero dividir tudo com vocês. Mas comida é um negócio que mexe com a gente, não é mesmo? E nada mais correto e até ético da minha parte do que começar por ela. Então, aqui vai a lista de alguns lugares e suas delícias (e tem de tudo, de ostra ao melhor alfajor da face da Terra), que talvez possa ser útil pra você numa próxima viagem a Florianópolis.

     

    PASTEL DE CAMARÃO

    Box 32 do Mercado Público | Centro

    Olha essa. Peguei a dica de onde comer o melhor pastel de camarão de Floripa em uma postagem de 2012 de um blog. Arriscado, não? Mas e não é que ele continua sendo?! Quer dizer, eu não tenho como afirmar que ele é o melhor da cidade mas é, certamente, o melhor que eu já comi. Nunca vi tanto camarão junto em um pastel e, ainda por cima, graúdos. Tenho provas visuais:

     

    Eu acho muito mais clima comer na área central do Mercado, que é aberta para a rua. Mas, se preferir, tem Box 32 na parte interna dele também. Espaço bem charmoso, por sinal. Esse pastel farto, de R$14, foi o nosso almoço assim que pisamos na ilha. Adoro conhecer o mercado público assim que chego em um lugar. É sempre o melhor ponto de partida.

  • Morro Reuter,  Por aí,  Rio Grande do Sul,  Serra Gaúcha

    O planeta singular da Anelise Bredow

    A Anelise Bredow é uma dos vários artistas que se estabeleceram na cidade de Morro Reuter, na serra gaúcha, e que integra o Caminho das Artes da região, com vários ateliês que podem e devem ser visitados. Em breve, farei um guia do que fazer na cidade pois não é pouca coisa, não.

     

     

    As peças da Anelise carregam um estilo bem próprio. Singular é a palavra. Quando criança, Anelise era fascinada pelas pequenas pecinhas que existiam dentro dos aparelhos de rádio e TV que o pai consertava. Tinham formas estranhas e eram coloridas. A partir daí, um mundo de experimentações se abriu diante dela e então surgiu essa linguagem interessante com seres de formas e cores bem características de sua assinatura.

     

    Adoro os enfeites com palavras. Perfeitos para pendurar no puxador do guarda-roupa, na fechadura da porta e como presentes também. 

  • DECORAÇÃO,  Decorar,  Ideias mil,  quarto

    Antes e depois: guarda-roupa novo com troca de puxadores, apenas

    Eu até não me incomodei com a imitação da aparência de madeira no guarda-roupa que consegui por um preço bem em conta no mostruário da loja. Mas aqueles puxadores de plástico prateado eram um veneno para o meu humor matinal, que já não é um arco-íris brilhando a glitter. Antes mesmo de cogitar adquirir um guarda-roupa eu planejava: a primeira coisa que vou fazer é consumir com os puxadores de plástico. Depois eu monto o guarda-roupa.

    Na verdade, qualquer coisa no lugar dos puxadores originais ficaria melhor. Como adoro misturar elementos e também adoro ficar em dúvida sobre o que levar quando me deparo com muitas opções, escolhi 4 modelos de puxador, variando entre vidro, cerâmica e madeira.

    Dar tchau aos puxadores de plástico prateado teve um resultado tão bom que os novos puxadores até ajudam o laminado a se passar por madeira. O plástico deixava tudo ainda mais falso.

     

     

     

    Para trocar, não tem mistério. É só desaparafusar os puxadores originais e aparafusar os novos (me senti numa aula de conjugação de verbo agora).