• Espelho Meu,  Vida e Carreira

    Mulheres, precisamos falar sobre cistite

    Considerei que precisava falar abertamente sobre cistite porque gostaria que tivessem falado abertamente comigo quando eu sofria disso. E depois de muito tempo de crises, reunindo informações daqui e dali, aos trancos e barrancos percebi que sofri todo aquele tempo por causa da falta de informação.

    Porque quando é para falarmos sobre o corpo dos outros ou sobre nossas cirurgias, joelhos, rinite, coluna, catarata, refluxo, safenas e marcapassos entramos nos mínimos detalhes. Mas quando o assunto é a região íntima feminina e os acontecimentos nos arredores, como no sistema urinário, apenas meias palavras. Ninguém quer falar sobre o que acontece lá embaixo.

    Pois então, vamos falar sobre o que acontece lá embaixo e acabar com a desinformação sobre a cistite agora mesmo.

    Primeira coisa:

    Não se assuste. Meu urologista disse que TODA mulher terá infecção urinária uma vez na vida, pelo menos.

  • banheiro / lavabo,  DECORAÇÃO,  Reformar

    Reforma do banheiro: o que é melhor, cortina ou box de vidro?

    Não precisou de muito tempo de uso do meu banheiro reformado, em que instalei um box de vidro, para perceber que a cortina é a melhor opção.

    Sou eu quem limpo a minha casa e vou dizer a vocês: a limpeza do vidro dura somente até o próximo banho. Os componentes da água, o shampoo, os cremes, o sabão, a gordura corporal, ficam grudados no vidro. E o acúmulo disso tudo, banho após banho, vira um pesadelo na hora de limpar.

    Mas calma lá que ainda tem mais história antes dessa percepção ter acontecido.

    Como o box de vidro é uma ideia já socada pelo mercado na cabeça de quem reforma, como se ele fosse o upgrade da cortina, e como se esta fosse coisa do passado, não nos restava dúvidas de que instalaríamos um box de vidro. Eu queria um com efeito jateado para ter um pouco de privacidade – durante aquele banho de cachorro em que a gente dá uma leve chorada e não quer ficar dando satisfação a ninguém ou durante o momento dos cuidados femininos – além de ajudar a esconder a sujeira do “box por limpar”. Mas meu marido queria enxergar o banheiro como um todo. Dizia “eu tô reformando o banheiro então quero ver o banheiro bonito por inteiro depois”. Como já tinha decidido sobre muitas coisas, decidi que desta vez ele iria decidir. Box de vidro transparente, então.

  • Crônicas,  Vida e Carreira

    Comer fora de casa: precisamos nos dar ao respeito

    Há muito acompanhava os preparativos para a abertura de um lugar aqui em Porto Alegre que vou chamar de restaurante, embora seja um empreendimento daqueles que reúnem características diversas, de bistrô, bar, lancheria, casa de tapas, set pra foto no Instagram, etc. A estratégia do estabelecimento foi compartilhar, via redes sociais, tudo que já acontecia a portas fechadas, somente para os mais chegados. Se por um lado isso criou expectativas positivas em alguns, por outro, confesso, iniciou um pequeno ranço em mim, como dizem hoje. Mas vamos lá, vamos mostrar um pouco de disposição (mais do que já demonstro?) para com a nossa capital, que tenta ser um lugar para empreender, embora os fatos e seus respectivos números demonstrem o contrário.

    Finalmente, o espaço abre para o público e sem nem precisar me deslocar, chega até mim a informação de que quatro petit brusquetas custavam mais de 40 reais. No palavreado da minha avó materna, petit seria traduzido para cachochinha, aquela porçãozinha minguada que não tapa nem o buraco do dente. Então, quatro cachochinhas subtrairiam quarenta e mais alguns reais da sua, da minha, da nossa carteira. E isso seria só a entrada.

  • DECORAÇÃO,  Por aí,  São Paulo

    Onde comprar fio de fada e bijus inusitadas na 25 de Março em São Paulo

    É de utilidade pública saber onde conseguimos fio de fada para criar iluminações mil na nossa casa. Eu fiz meu rack da sala com um e queria mais outro para criar uma luminária. E como foi difícil encontrar na 25 de Março, a rua onde se você não encontra é porque não existe, achei melhor compartilhar onde foi que consegui e por um preço até interessante perto do que já paguei. E, de quebra, vou indicar onde encontrei bijus diferentes, como aqueles pares de brincos que vem com uma peça diferente da outra. Adoro.

  • Por aí,  São Paulo

    3 exposições incríveis e gratuitas para ver em São Paulo

    O que será o vermelho vertical em Antropofagia? Que mistério é esse? Quem souber não me fale, por favor, adoro não saber. Que coisa que destoa e ao mesmo tempo parece que orna com todo o resto. Instigante até não poder mais. Enfim.

    No fim de semana do dia 22 de junho estive em São Paulo e fui a 3 exposições que me deixaram pulando em plena Paulista de tanta felicidade. Uma da artista que adoro de paixão, a Tarsila (do Amaral, para quem conhece mais de uma) e outras duas sobre assuntos que me interessam demasiadamente: ilustração, design gráfico e trabalho artesanal. Todas na Avenida Paulista

  • Por aí,  São Paulo

    Onde eu comi em São Paulo e fui muito, muito feliz

    Eu tenho um novo lema quando o assunto é escolher lugares para comer fora de casa que é “eu preciso me dar ao respeito”. Em breve, publicarei um texto falando mais especificamente sobre isso. Mas, resumindo, me recuso a pagar caro por comidas em que não vejo valor, apenas fotos bonitas no perfil do Instagram e ambiente de decoração descolada. Nesta vez em que estive em São Paulo, pesquisei tanto previamente, me dediquei tanto a encontrar lugares legais para comer, com preços honestos, para contemplar esse meu novo “mantra”, que não deu outra: fui muito feliz nas escolhas. Não teve um lugar de que não gostei. E os preços, em geral, bastante convidativos.

    Uma questão importante: eu praticamente nunca peço bebida porque tenho o costume de não tomar nada durante a refeição. É um hábito que tenho na minha casa e que naturalmente pratico na rua também. Pedi bebida em apenas três ocasiões, sendo que em uma fui meio que obrigada porque precisava tomar uma cápsula de vitamina durante a refeição. Em função disso, a conta acaba sendo sempre magrinha. Comprei um galão de água para deixar no apartamento e reabastecia a minha garrafinha menor sempre que fosse sair. Duas boas alternativas para economizar em São Paulo – e na vida: não sair comprando água por aí e não beber durante a refeição.

  • DECORAÇÃO,  Decorar,  jardim

    Abacateiro de apartamento

     

    Eu não faço de caso pensado. É totalmente instintivo terminar de comer o abacate e fazer brotar sua “sementinha”. Além disso, já parou pra pensar, enquanto pesa a fruta na balança do supermercado, que irá pagar bons dinheiros por algo que nem vai consumir? Mas longe de mim fazer da perda de alguns centavos de reais o foco deste texto. Sempre me indignei com tamanha semente ser descartada. Ela é tão volumosa que nem conseguimos chamar de semente. Caroço.

    Pobre semente.

    Então, decidi dar continuidade ao trabalho da natureza. Com quatro palitos de dente cravados nas quatro direções, equilibrei a semente sobre um vaso, preenchendo com água até que esta encostasse. Dali pra frente foi só assistir ao show da vida. Raízes se criaram e pequeninas folhas brotaram.

    Foi, foi que o projeto de abacateiro começou a espichar e ficar cada vez mais alto. A ponto de eu ter que deslocar o móvel da posição original para que o bebê não batesse nas prateleiras acima dele. Sabe como é, família em primeiro lugar. Depois, o layout da casa.

  • Dois Irmãos,  Por aí,  Rio Grande do Sul,  Serra Gaúcha

    Bate-volta Serra Gaúcha #3: salmão ao molho de nata e Cervejaria Hunsrück

    Não podemos “se” entregar pra chuva, de jeito nenhum, parafraseando a música gauchesca, aquela. Tanto é que, este bate-volta na serra gaúcha aconteceu debaixo de chuva. Saio de Porto Alegre com o céu apenas nublado e, mais tarde, a chuva começa a dar o ar da graça e o tempo oscila o dia inteiro entre chuviscos e chuva mais forte. Isso não pode afastar o desejo de dar um passeio num sábado friozinho. O Bate-Volta Serra Gaúcha de hoje passa pelos municípios de Novo Hamburgo e Dois Irmãos.

  • Crônicas,  Vida e Carreira

    Quem se comunica se complica

     

    Sou só eu ou vocês também não estão conseguindo se fazer entender? Às vezes tenho a sensação de que estamos em uma grande festa com música no volume máximo, em que um fala “Eu acho que o Clint Eastwood devia ter sido indicado ao Oscar” e o outro responde “Pois é, eu preferia o Bial apresentando”. O que se passa? O que eu perdi?

    Tenho certeza absoluta que, no ano de 1923, nenhuma pessoa reclamava do sistema de comunicação. Nenhuma. Eu garanto. Coloco a minha mão no fogo. A galera em 1923 marcando rolê via pombo correio, super feliz, e eu aqui, bem servida de tecnologia, apps e jogando a toalha já. É como estava escrito em um meme: nessas horas eu queria que a Terra fosse plana para eu poder pular da borda.

    Sério, o que está acontecendo? Gente que me conhece parece não saber mais quando estou brincando. Ainda mais agora que qualquer assunto se tornou politizado. Se você está descontente com alguma coisa, com o preço da batata, por exemplo, e comenta sobre isso, recebe uma resposta embalada pelo sentimento guardado da chinelada que a pessoa levou em 1980 do pai. Ou, eu posto sobre o vidro do meu carro quebrado por vândalos e as pessoas comentam “Linda”. Sério, vamos voltar à aula do ensino fundamental sobre interpretação de texto, a capacidade de compreender do que o outro está falando.

    O fato é que, no mundo da comunicação, ela não é o que você diz mas, sim, o que os outros entendem. E do jeito que a coisa vai, com as pessoas respondendo a outras doze ao mesmo tempo, enquanto curtem trinta e cinco fotos simultaneamente, no mesmo segundo em que dizem para o motorista “Pode ir pela Getúlio”, não vejo um futuro bonito à frente. E diante desse cenário, tenho duas alternativas: ou eu tento me comunicar com as pessoas ou eu fico em paz com elas. Já percebi que querer as duas coisas é muita ganância.

  • Por aí,  Porto Alegre,  Rio Grande do Sul

    Onde comer em Porto Alegre | Guia Rápido

     

    Onde comer em Porto Alegre? Onde você quiser, claro. Mas é sempre bom uma indicação de quem já está se alimentando na cidade há algum tempo, não é mesmo? É bem difícil elaborar uma lista como esta. Não somente pela questão do gosto pessoal mas, também e, sobretudo, porque há lugares que são icônicos, que o povo aclama mas que podem ter abandonado o apreço pela qualidade, seja da comida ou do serviço. Ainda bem que temos os velhos de guerra, lugares em que não importa se falta luz no bairro, se a crise aperta, se os caminhoneiros entram em greve: o serviço e a comida parecem inabaláveis. Também há os novos, abertos há pouco, que arregaçam as mangas e batalham para continuarem respirando. Ambos merecem toda a nossa admiração.

    Aqui segue uma lista curta, que chamei de guia rápido porque são muitos os lugares onde se come bem em Porto Alegre. Considerei os que eu gosto e que frequentei nos últimos tempos, garantindo uma avaliação recente. Lugares que, apesar da fama, apesar dos pesares, se esmeram sobre as chapas, os fogões e as facas na capital gaúcha.

     

    À la minuta

    • Dá Domingos. Mesmos proprietários do Tudo Pelo Social, só que menos filas por ser menos conhecido. Na Rua Domingos Crescêncio.
    • Cozinha da Bento. Perto do Hospital Hernesto Dorneles – já fica a dica para quem tem que fazer hora nos arredores, eu sei como é. Pedi a de frango. E a salada que acompanha é de tomate e cenoura cozida, picados e fresquinhos – nada daquelas folhas de alface encostando na mesa e rodelas de tomate opacas que ninguém come.