• Pela web,  Vida e Carreira

    Pela web #3 | Reforma, porta-copos, Roberta Sá e o que não dizer antes do primeiro encontro

     

    Reforma | A Emma reformou o banheiro dela e postou o “depois” que ficou lindo e que você pode conferir clicando aqui. Mais pra baixo, no blog dela, tem o “antes” do espaço. Adorei a sutileza da transformação.

    DIY de porta-copos | Eu fiquei passada a ferro de carvão com os porta-copos que simulam um tapete de pele clássico. Vocês não precisam esperar mais nenhum segundo pra saber como são feitos. É só clicar aqui.

  • Pela web,  Vida e Carreira

    Pela web #2 | Free fonts, samba de raiz, decoração e bolo

    É o segundo Pela Web e faz muito tempo desde o primeiro. Por isso eu caprichei bem caprichado!

    Confere aí:

    Free fonts | Os designers Nicolas Damiens e Julien Sens criaram fontes a partir dos manuscritos de Kurt Cobain, David Bowie John Lennon. São gratuitas e apenas para uso pessoal. Para ver e saber mais, clique aqui.

    Samba de raiz | Estou amando ouvir, uma vez atrás da outra, o samba Acreditar, criação primorosa de Dona Ivone Lara, na voz maravilhosamente brejeira de Vanessa da Mata. Clique aqui e seja feliz.

  • antes e depois,  Espelho Meu,  Guarda-roupa,  Vida e Carreira

    Antes e depois: casaco oitentinha revisitado

     

    Os anos oitenta foram um período nonsense em termos de vestimenta. É só observar os botões que eram encapados com o mesmo tecido da roupa ou no mesmo tom. O que era isso? A época do combinandinho.

    O que eu quero com este post, além de dizer que adoro os anos 80, pois nasci no meio deles e usei muita coisa que hoje rende muitos apelidos, é reforçar a ideia de que basta uma modificaçãozinha numa roupa pra gente voltar a gostar dela novamente. Isso implica em menos compra, o que joga menos poluentes na natureza (a indústria da moda é a segunda que mais polui, vejam clicando aqui), o que faz você economizar o seu suado dinheirinho, o que faz você vestir um casaco com cara vintage mas com um visual atualizado, o que não te deixa com jeito de esforçado para parecer algo pois ele parece seu desde sempre. E tudo isso faz de você uma pessoa super cool. Adoro roupa vintage, adoro brechó, adoro não parecer um cabide de loja.

    Para transformar o casaco, eu me inspirei nos trench coats que muito circulam por aí em cores “begesadas” e com aqueles botões pretos graúdos. Os botões pretos graúdos foram os responsáveis por ressuscitar o casaco

  • Entrevistas,  Vida e Carreira

    Entrevista com: Mayara Oliveira – A vida em aquarela

     

    Era madrugada e uma americana praticava desenho de letterings na cozinha do apartamento em Berlim. Mayara viu naquela cena uma liberdade e uma beleza que sua vida mudou definitivamente a partir dali. Publicitária desde a oitava série do colégio, como costuma brincar, sempre foi incentivada pela mãe a pensar desde cedo sobre a vida profissional. Depois de três estágios como diretora de arte – e eu tive a alegria de encontrar com ela durante um deles -, se formou em Publicidade e Propaganda e decolou para a terra do nunca dos criativos. Na Alemanha, viveu aquele tipo de experiência que nos deixa frente a frente com o que a gente realmente quer ser. Lá pegou uma caneta de caligrafia pela primeira vez e não parou mais de ilustrar. Aos 23 anos – até dezembro – e realizada como ilustradora, May me recebeu no seu lindo e aconchegante canto criativo, aqui em Porto Alegre, pra contar pra gente como foi desenhar esse novo caminho profissional, sobre as experiências na Alemanha, sobre trabalhar em estilo home office, sobre romper com um padrão de trabalho antigo e também sobre a dura, porém saudosa, volta ao Brasil.

     

     

  • Crônicas,  Vida e Carreira

    Contos de horror, belas ilustrações e muitos sentimentos

     

    Quando criança e, como podem ver, até os dias de hoje, eu tinha este livro, Os mais belos contos de fadas recontados por Lornie Leete-Hodge e ilustrados pela premiadíssima Beverlie Manson, de 1981 – sendo o primeiro de 1978. O que me encantou desde o começo foram as formas dos personagens. Eu era fascinada por aqueles seres diferentes de qualquer coisa que eu já tinha visto na minha vidinha. Eu já sabia das histórias, já haviam me contado, e mesmo quando aprendi a ler não me interessava o que diziam. Toda vez que eu abria o livro era pra me perder naquele primor gráfico, naquelas formas estranhas e, ao mesmo tempo, sedutoras.

    Estranhas, sedutoras e algumas também horripilantes. Com meus dedinhos, eu abria o livro bem pouquinho, de forma que segurasse a maior parte das páginas juntas, começando a folhear pelo fim porque era lá que morava o ser mais pavoroso já criado. Eu tinha verdadeiro horror àquele gigante da história do João e o Pé de Feijão.

    Eu nunca ia até aquela página quando abria o livro. Nem que me pagassem com um balde recheado de Playmobil – que nunca tive, brincava com os dos meus primos. Mas sempre chegava o dia em que eu dedicava um tempo especialmente ao ato de espiar a criatura horrorosa, levantando bem pouquinho as páginas, a fim de

  • Crônicas,  Vida e Carreira

    Anos luz pela fresta da sua janela

     

    Sabe aquelas persianas antigas de plástico com barras que quando fechadas se encaixam umas nas outras e quando abertas mostram furinhos da estrutura por onde passa luz?

    Sabe quando você fecha a persiana e fica aquela fresta entrando luz quando não é pra entrar luz?

    Sabe quando você sobe a persiana novamente e se esforça com toda a sua energia pra tentar fechar ao máximo e ela continua com as malditas frestas?

  • Beleza,  Espelho Meu,  Vida e Carreira

    Como eu salvei a minha pele

    Não é expressão popular. Eu realmente tive problemas com a minha pele do rosto a vida inteira e agora, depois de conseguir superar isso, espero ajudar outras pessoas com dramas parecidos por meio deste post de utilidade pública.

     

     

    O drama

    Eu nunca usufruí de uma pele sem espinhas e cravos e marcas dessas espinhas e cravos que eu nunca deixei em paz.

    Quando criança, não sabemos que temos e nem o que significa ter uma pele boa, para que ela serve e como usufruir disso. Já na adolescência, quando mais precisamos dessa pele boa… bom, preciso comentar? Só que quando entrei na fase adulta, as espinhas de outras áreas do rosto sumiram só que as do queixo sempre permaneceram, em ciclos, e isso sempre diagnosticado como de causa hormonal. A recomendação era trocar de anticoncepcional e, ainda assim, era só uma promessa de melhora. Acontece que eu cansei de ouvir sobre casos de mulheres que substituíram o remédio, a pele não mudou e ainda por cima engravidaram (e isso é um problema caso você não queira engravidar naquele momento).

    Então, eu continuei a viver de períodos alternados entre: Oba, as espinhas sumiram, tô com a pele ótima hoje! Só hoje mesmo, porque amanhã elas voltam. Mas daí tem o creme secante manipulado, indicado pela dermato, que seca as espinhas e também a sua vontade de viver, sua pele escama de tão ressecada que ela fica. E acrescenta a tudo isso a rotina de lavar o rosto com sabonete neutro

  • Mulheres que inspiram,  Vida e Carreira

    Mulheres que inspiram: Betty Davis

    O Google insiste que eu fale sobre a Bette Davis atriz branca dos anos 40. Mesmo quando eu procuro por Betty (com Y) Davis singing ele mostra a Bette atriz cantando. Chega a ser irritante. E só reforça a dificuldade que Betty Davis, cantora negra e primeira nasty gal que este mundo viu, enfrentou na sua época e que certamente, do jeito que a coisa anda hoje, continuaria a penar para ser quem ela é: ousada, inovadora no seu funk-rock, sem medo de expor sua sexualidade e de dizer o que pensa e o que quer. Como ela mesma disse um dia, “Sou muito agressiva no palco e os homens não gostam de mulheres agressivas. Eles gostam das submissas ou das que fingem ser submissas”. Que vontade de abraçar ela hoje e dizer “Betty, você não estava sendo agressiva, você estava sendo você, você estava sendo mulher, você estava sendo um ser humano”.

    Hoje, dia 26 de julho, a rainha do funk, essa mulher que quase não se explica, completa 72 anos e entra para a lista de Mulheres que Inspiram do blog.

     

     

    Ela era modelo e DJ muito antes de assinar com uma gravadora, mas sempre escreveu e gravou suas próprias músicas. Ela era realmente à frente do tempo. Uma personalidade hardcore pra época. Sua voz é tão poderosa que, segundo críticos, faz Janis Joplin parecer cantora de coral natalino. Ela definitivamente transformou

  • Crônicas,  Espelho Meu,  Guarda-roupa,  Vida e Carreira

    Só hoje! Lista de presentes que são uma pechincha

    Quem nunca foi interrogado sobre o que gostaria de ganhar de aniversário? Eu nunca sei o que responder porque, na verdade, fico constrangida em dizer no que as pessoas devem gastar. Ou pior, ter que reafirmar que elas tem que me dar alguma coisa. A verdade é que as coisas que eu mais gostaria de ganhar e que me fariam feliz ninguém considera como um presente. As pessoas geralmente acham que ele deve ser algo extraordinário, gastam muito e ainda por cima podem acabar comprando errado. E é mais ou menos como eu penso também quando vou comprar um presente pra alguém. Ou seja, é um mal que aflige a todos nós.

    Então, pra eu não perder a chance de fazer uma lista (adoro fazer listas) e me divertir um pouco com isso, montei um balaio de presentes-pechincha que me fariam muito feliz – com valores que podem variar, claro.

    Camiseta branca – R$ 20,00 | Gente, quem não quer uma camiseta branca? Ela é curinga. Vai com você pra cama na hora de dormir e também pra balada sob uma jaqueta de couro. Ela é a base do guarda roupa cápsula, que constitui o básico do básico do seu armário. Mas não precisa ser aquela baby look esturricada, não é mesmo? Um P, ou até um M, masculino tá ótimo. É vendida desde as Lojas do Aldo até a Hering.

    Buquê de flores – R$ 15,00 | Tem coisa mais linda que um belo arranjo de flores em casa, pra onde você olha toda vez que passa e fica feliz sempre que vê? “Ah, mas vai morrer logo.” Que nada! Será eternizado no Instagram da Casa Baunilha e aqui no blog também. Tá bom pra você? Nas feiras, eles ainda embrulham somente naquele papel pardo, sem aquelas frescuras plásticas. O buquê da foto eu comprei na tradicional feira orgânica de Porto Alegre, a do sábado na Redenção, e custou 15 reais. Amo esse mix com vários tipos de flor.

    Pacote de sabonetes Dov– R$ 12,90 | Ele já é caro por natureza. Nesse período de crise, então, é só isso que ele faz, ficar caro. Então eu adoraria ganhar, sim, com certeza. E rende que é uma beleza: primeiro vai pro guarda-roupa pra perfumar o espaço – sou dessas – e depois vai pro banho.

    r do sol no Guaíba – R$ preço da corrida ou carona | Seria um presentaço você me levar ou pagar o Uber/Cabify/ou o que você costuma usar pra gente ir curtir esse espetáculo da natureza juntos. Se for ali em frente

  • Crônicas,  Vida e Carreira

    Sobre tortas que desandam e decepções na vida

    Terça-feira de Carnaval, fui comer a minha sobremesa preferida no meu café preferido. Não foi bom. A torta de chocolate amargo me traiu. Ela não quis nem saber pra quantas pessoas mais eu falei que ela era a melhor da cidade. Fiquei me sentindo, além de caluniada, meio desamparada. Afinal, eu não tinha mais uma sobremesa preferida. Eu não tinha mais um destino certo nos finais de semana. Meu namorado provou um pedaço e comentou, nossa, tá estranho, não tá mais como era. E eu ainda tentei forçar uma mentira e disse, não, não achei. Achei sim. Não tava bom. A qualidade caiu. Até que lá pelas tantas eu admiti que ele tinha razão. Foi até um alívio poder dividir com alguém minha decepção. Orgulho de lado, aceitei a batalha já perdida.

    Essa história da torta é tão ridícula na sua insignificância perto de situações verdadeiramente graves na vida, que ela foi apenas uma faísca pra eu começar a pensar sobre o assunto.

    Decepções são uma certeza na vida. Seja lá em que área for. Seremos tirados, da zona de conforto, sempre. O que não é ruim quando se trata de uma decisão nossa. Mas comecei a pensar no campo de possibilidades que se abriu diante de mim a partir da situação. Provavelmente vou peregrinar por outros lugares agora, em busca de uma nova sobremesa. Será uma descoberta em todos os sentidos. Talvez a torta estivesse me mandando um recado, tipo, sai daqui e vai provar coisas novas, mulher!

    Talvez todo esse papo romântico seja só pra tentar camuflar o fato de eu estar muito decepcionada por uma sobremesa tão boa ter desandado. Por eu ter feito sua boa fama pra todo mundo, que agora vai ir lá provar e chegar à conclusão de que eu não sabia do que estava falando.

    Bom, entre ficar brigando com uma torta e seguir em frente dando o troco nela, eu prefiro, sem dúvida, seguir em frente dando o troco nela.

    Mas sou daquelas pessoas que oferece uma nova chance pra coisa provar que realmente errou. Vai que, naquele dia, a confeiteira teve que ficar em casa com uma virose enquanto outra mão se encarregou da torta? Vai que o estrelato dela já esteja escrito nas estrelas e ela vai, sim, voltar a brilhar?

    Acho que vou voltar, só pra ter certeza de que está tudo acabado entre nós, mesmo. Pra eu não olhar pra trás e pensar: e se…

    Torçam pra que o melhor aconteça. Seja uma reconciliação ou uma vida nova. Pra nós duas.

     

    Ilustração e texto: Juciéli Botton para Casa Baunilha