• Crônicas,  Vida e Carreira

    2 filmes que valem a pena e 1 que não

    Este post contém spoiler. Claro. Não há como ser crítico sem revelar alguns pormenores. Assisti a três filmes nos últimos tempos e gostaria de recomendar dois deles. E se me dá alegria sugerir coisas boas, igualmente me alegra alertar sobre as que não valem a pena o investimento. A foto é do filme Dor e Glória.

  • Espelho Meu,  Vida e Carreira

    Mulheres, precisamos falar sobre cistite

    Considerei que precisava falar abertamente sobre cistite porque gostaria que tivessem falado abertamente comigo quando eu sofria disso. E depois de muito tempo de crises, reunindo informações daqui e dali, aos trancos e barrancos percebi que sofri todo aquele tempo por causa da falta de informação.

    Porque quando é para falarmos sobre o corpo dos outros ou sobre nossas cirurgias, joelhos, rinite, coluna, catarata, refluxo, safenas e marcapassos entramos nos mínimos detalhes. Mas quando o assunto é a região íntima feminina e os acontecimentos nos arredores, como no sistema urinário, apenas meias palavras. Ninguém quer falar sobre o que acontece lá embaixo.

    Pois então, vamos falar sobre o que acontece lá embaixo e acabar com a desinformação sobre a cistite agora mesmo.

    Primeira coisa:

    Não se assuste. Meu urologista disse que TODA mulher terá infecção urinária uma vez na vida, pelo menos.

  • Crônicas,  Vida e Carreira

    Comer fora de casa: precisamos nos dar ao respeito

    Há muito acompanhava os preparativos para a abertura de um lugar aqui em Porto Alegre que vou chamar de restaurante, embora seja um empreendimento daqueles que reúnem características diversas, de bistrô, bar, lancheria, casa de tapas, set pra foto no Instagram, etc. A estratégia do estabelecimento foi compartilhar, via redes sociais, tudo que já acontecia a portas fechadas, somente para os mais chegados. Se por um lado isso criou expectativas positivas em alguns, por outro, confesso, iniciou um pequeno ranço em mim, como dizem hoje. Mas vamos lá, vamos mostrar um pouco de disposição (mais do que já demonstro?) para com a nossa capital, que tenta ser um lugar para empreender, embora os fatos e seus respectivos números demonstrem o contrário.

    Finalmente, o espaço abre para o público e sem nem precisar me deslocar, chega até mim a informação de que quatro petit brusquetas custavam mais de 40 reais. No palavreado da minha avó materna, petit seria traduzido para cachochinha, aquela porçãozinha minguada que não tapa nem o buraco do dente. Então, quatro cachochinhas subtrairiam quarenta e mais alguns reais da sua, da minha, da nossa carteira. E isso seria só a entrada.

  • Crônicas,  Vida e Carreira

    Quem se comunica se complica

     

    Sou só eu ou vocês também não estão conseguindo se fazer entender? Às vezes tenho a sensação de que estamos em uma grande festa com música no volume máximo, em que um fala “Eu acho que o Clint Eastwood devia ter sido indicado ao Oscar” e o outro responde “Pois é, eu preferia o Bial apresentando”. O que se passa? O que eu perdi?

    Tenho certeza absoluta que, no ano de 1923, nenhuma pessoa reclamava do sistema de comunicação. Nenhuma. Eu garanto. Coloco a minha mão no fogo. A galera em 1923 marcando rolê via pombo correio, super feliz, e eu aqui, bem servida de tecnologia, apps e jogando a toalha já. É como estava escrito em um meme: nessas horas eu queria que a Terra fosse plana para eu poder pular da borda.

    Sério, o que está acontecendo? Gente que me conhece parece não saber mais quando estou brincando. Ainda mais agora que qualquer assunto se tornou politizado. Se você está descontente com alguma coisa, com o preço da batata, por exemplo, e comenta sobre isso, recebe uma resposta embalada pelo sentimento guardado da chinelada que a pessoa levou em 1980 do pai. Ou, eu posto sobre o vidro do meu carro quebrado por vândalos e as pessoas comentam “Linda”. Sério, vamos voltar à aula do ensino fundamental sobre interpretação de texto, a capacidade de compreender do que o outro está falando.

    O fato é que, no mundo da comunicação, ela não é o que você diz mas, sim, o que os outros entendem. E do jeito que a coisa vai, com as pessoas respondendo a outras doze ao mesmo tempo, enquanto curtem trinta e cinco fotos simultaneamente, no mesmo segundo em que dizem para o motorista “Pode ir pela Getúlio”, não vejo um futuro bonito à frente. E diante desse cenário, tenho duas alternativas: ou eu tento me comunicar com as pessoas ou eu fico em paz com elas. Já percebi que querer as duas coisas é muita ganância.

  • Crônicas,  Vida e Carreira

    Um produto é um produto. Sobre carnaval, consumo e consciência

     

    Uma amiga estava decepcionada porque “teria de poluir” o planeta para pular o carnaval brilhosa, pois os glitters ecológicos estão muito caros. Ela tinha pesquisado e, avaliando as poucas ofertas no mercado, não conseguiria bancar. Daí, tentando consolar minha amiga, eu disse “tudo bem, tu vai usar um pouquinho só, tem gente que praticamente se deita em banheira de glitter antes de sair de casa. E também tem outra”, segui dizendo, “tu tem tantas atitudes não poluentes que eu sei que tu faz. Elas só não estão registadas e disseminadas no Instagram, só isso”. O que fez ela se dar conta que nunca foi uma pessoa do glitter efetivamente. Ela sempre preferiu colocar uma fantasia e caprichar na maquiagem. E só começou a cogitar usar o produto depois de ficar exposta a tantas imagens lindas de foliões felizes, cobertos com glitter ecofriendly.

    Então, a partir disso, comecei a pensar que uma parte do movimento lixo zero vem atrelada, sim, ao consumo. A indústria do lixo zero way of life atua da mesma forma que a indústria tradicional, fazendo a gente consumir esses produtos para nos sentirmos parte, nos fazendo achar que estamos por fora se não temos, nos induzindo à compra de produtos que talvez não consumíssemos nem na versão tradicional. A indústria de um modo geral, seja ela de que bandeira for, trabalha com o desejo das pessoas, com o status social, com o sentimento de pertencimento.

    Prova disso é que há uma série de atitudes amigas do planeta que não são louvadas porque não estão atreladas a produtos. Pessoas que optam por não ter filhos – seja lá pelo motivo que for e só cabe a elas – e que, por consequência, não estão poluindo nem extraindo recursos do planeta, não são ovacionadas, postadas, entrevistadas, vestidas por grandes estilistas e premiadas porque não há produtos atrelados a elas. Não existe Ei, você, que não tem filhos, compre o maravilhoso…”. Não há.

    Outro exemplo: pessoas que não usam qualquer tipo de canudo também não são destaque nas mídias. Porque bom para o planeta, mesmo, é não comprar o de plástico, nem o de vidro, nem o de inox, nem o de papel. O legal é não consumir. Os canudos de vidro, de inox e de papel precisam

  • Crônicas,  Vida e Carreira

    Livro infanto-juvenil dos anos 80 sobre o carnaval

     

    Este livro me acompanhou pela infância. Minha mãe, professora de alfabetização, levava à escola para contar a história às crianças. E isso aconteceu até o dia em que reconheci a riqueza artística dele e resolvi guardá-lo para o momento de compartilhá-lo no meu blog na grande rede mundial de computadores – imagina!, não tinha nenhuma perspectiva disso tudo acontecer naquela época. E agora, que estamos esquentando os tamborins para a época em que podemos respirar um pouco para conseguir continuar vivendo, nesse país que podia ser tão melhor mas que em apenas poucos dias de 2019 tem oferecido muita tristeza, achei que era a hora de compartilhar o livro. Fiquemos com a alegria das crianças, então, e com a história de união, amizade e as ilustrações incríveis de Tenê.

     

    O livro que tenho em mãos é a quarta edição da história A Fantasia, de 1983, integrante da série Um, Dois, Feijão com Arroz, de 10 livros, da Editora Ática, São Paulo. Algumas páginas estão faltando e, em minha defesa, declaro: não fui eu! Mas a falta delas não compromete em nada a compreensão da história.

  • Pela web,  Vida e Carreira

    Pela web #6 | Quatro perfis de trabalhos artesanais incríveis

     

    Dizem que não há nada mais artesanal do que a tecnologia. E o pior é que é verdade. O homem teve de fazê-la do zero. Porém, os trabalhos manuais como o bordado, a pintura, a costura e a carpintaria (assim como a cerâmica) nunca estiveram tão em alta. Eis uma seleção de 4 perfis do Instagram, dentre milhares, de artistas que resgatam a magia do artesanal só que em níveis que ultrapassam o capricho.

    Maré do reaproveitar | O primeiro post que vi de uma arte da @kirstyelson eu achei que se tratava de uma paisagem real à beira mar, uma vila de pescadores. Até que fui entendendo que se tratavam de miniaturas feitas de madeiras e outros materiais reaproveitados, que ela também usa para criar animais marinhos, entre outros. Adoro o entusiasmo dela a cada postagem, como quando descobriu que conseguia fazer uma foca com madeiras reaproveitadas.

    Bordado “não acredito”| Foi o que pensei quando vi o trabalho da @eira_teufel. “Não acredito nesse nível de detalhamento”. Ela borda os rostos de pets a pedido dos donos, claro. Tem gente que usa como pingente. E tem tantas outras coisas “não acredito” lá.

  • Pela web,  Vida e Carreira

    Pela web #5 | Nosso poder de cura, minimalismo, sua altura e a make certa

     

    O Pela Web de número 5 tá todo trabalhado na autoajuda. Vamos celebrar o mundo da colaboração e do compartilhamento de informações. Aqui seguem 4 vídeos muito especiais – entre novos e seminovos – que podem te ajudar, de um jeito ou de outro, como fizeram comigo.

    O poder é nosso | Achei o vídeo da Yasmin Brunet muito do inspirador. Com base na medicina ayurveda, no documentário Heal da Netflix, numa experiência pessoal e em pesquisa, ela fala do poder que existe em nós mesmos de nos organizarmos como seres biológicos que somos para conseguirmos nos curar dos males que nos afligem. Fique curado clicando aqui.

    50 coisas a menos | A Sarah Therese conta quais são os 50 itens que ela deixou de comprar, já que se preocupa em fazer compras éticas, o que leva à economia de dinheiro e uma casa menos entulhada. Algumas ações eu já faço, como não pagar para fazerem minha sobrancelha e minhas unhas. Outras eu simplesmente não consigo deixar de fazer, como comprar livros. Alguns, claro. Outros eu leio a versão online. Ah, recentemente ela gravou um vídeo raspando a cabeça, a quem interessar possa. Ela disse que com três filhos não tem mais tempo para o cabelo. Clique aqui e livre-se de 50, 100, 200 coisas, ou 10. 

  • Crônicas,  Vida e Carreira

    Por que ainda jogamos lixo no chão?

     

    Eu fiquei paralisada ao ver as imagens da Orla do Guaíba, em Porto Alegre, na manhã seguinte à festa de fim de ano. Vocês também viram? O que era aquilo? E o tanto de garrafas quebradas e cacos de vidro espalhados? Adeus canga-sobre-gramado para contemplar o pôr do sol.

    Como aqui no blog eu vou além da decoração e escrevo, também, sobre o morar, eu me senti na obrigação de abordar isso – e na vontade de desabafar. Porque ver pessoas jogando lixo no chão está no topo da lista das situações revoltantes.

    Olha, vou dizer pra vocês, eu nunca joguei lixo no chão. E dar cabo do lixo que eu gero não é nenhum fim de mundo pra mim. Se eu abro uma bala, coloco o papel na minha bolsa, ou no bolso da calça. Quando chego em casa, coloco no lixo. É simples e é automático. Não é um sofrimento ficar com a embalagem. E isso é educação. Se você joga lixo no chão, sinto muito, mas, você não tem educação. Se o seu filho joga lixo no chão, você não o educou. Não há como colocar a culpa em mais ninguém.

    Ah, a questão é o lixo de volume maior e não um simples papel de bala? Então aqui vai mais um pouco de educação: eu cresci vendo a minha família levar sacolas plásticas para a praia para que a gente pudesse colocar as embalagens e os palitos de picolé, as garrafas, os copos plásticos, as latinhas, as espigas de milho, todo o resíduo gerado a partir do que viéssemos a consumir. Então, ser responsável pelo lixo que produzi nunca foi uma situação sem saída pra mim a ponto de ter que jogar o lixo no chão. É uma situação de educação, pois cresci vendo exemplos, e, também, de responsabilidade. Você é responsável pelo lixo que você resolveu, por algum motivo, gerar.

    Sem contar o fato de que eu não quero ver um espaço sujo e feio. Vou apelar para as tão multiplicadas fotos nas redes sociais. Você já se deparou numa situação em que estava viajando e quis fotografar um lugar lindo e tudo o que você acabou vendo na foto era lixo espalhado pelo espaço? Nunca tirou uma foto na beira da praia que você acreditou ter ficado perfeita e, quando foi ver, tinha uma garrafa pet sobre a areia que acabou deixando a sua foto um lixo?

  • Beleza,  Vida e Carreira

    Spray caseiro com soro fisiológico para modelar os fios

     

    Eu tenho um produto de estimação para aplicar nos cabelos depois de lavá-los, ou até mesmo quando secos, para modelar e deixar os fios comportados, tipo um finalizador – e acredito que muitas pessoas também tenham esse produtinho de estimação que dá o maior help com a juba. E ainda tem um cheiro que eu amo. Só que ele é tão espesso, tão concentrado que, por vezes, deixa o cabelo pesado. Então, eu quero compartilhar com vocês o que eu fiz para deixar esse hidratante modelador de cabelo menos concentrado, mais leve e mais fluido: diluindo em soro fisiológico e utilizando em spray.

    Veja bem, esse procedimento simples proporciona:

    • economia de produto
    • fios com mais movimento
    • cabelo não oleoso por mais tempo
    • fios menos pesados
    • melhor distribuição do produto
    • facilidade de aplicação

    Mas por que no soro fisiológico? Porque ele oferece muitos benefícios ao cabelo. Deixa macio, brilhoso, hidratado, entre outros. Faça uma pesquisa e você encontrará vários dermatologistas e especialistas confirmando a boa fama do sorinho.