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    Abacate para um café da manhã sem a margarina: sobre hábitos e culturas

    Fico maravilhada com o quanto somos capazes de mudar nosso gosto por comida, nosso paladar. Vocês também sentem isso? Na verdade, acho que o que se encaixa adequadamente no pensamento que vou elaborar é mais a cultura, a educação, do que o gosto, pura e simplesmente. Por exemplo, enquanto morei na casa dos meus pais, comia o que tinha sobre a mesa da maioria das casas brasileiras: margarina, passada no pão do café da manhã. É assim que somos criados, é assim que somos ensinados, é quase que natural.

    No momento em que fui morar sozinha e, depois, com o meu marido, na medida em que tive mais acesso a informações sobre alimentação, passei a substituir muitos ingredientes e a eliminar alguns de vez. Como a margarina. Não compro margarina no supermercado. Maionese, então, nunca fui fã do gosto da industrializada, o que faz dela um item que nunca entrou na minha casa. Inclusive, tem um episódio com relação a isso. Uma amiga levou torta fria para a hora do café no ateliê que frequentamos, e que estava maravilhosa. Elogiei perguntando se ela mesma tinha feito a maionese, ao que ela me responde que não, era a pronta de supermercado, “daquela marca famosa” disse ela. Fiquei chocada com o fato de que a maionese não tinha gosto de industrializada, e todos ao redor imediatamente: “faz tempo que ela não tem mais esse gosto!”. Ou seja, reparem na minha desatualização quanto a maioneses prontas.

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    Hambúrguer de porco com beringela na cachaça e maionese de leite e alho

     

    Já leu a postagem sobre comer fora de casa? Então, dá uma conferida pra entender porque me dá tanto gosto preparar lanches na minha própria casa. Outra coisa: adoro compartilhar receitas que considero fáceis, com preparos que exigem apenas técnicas a que estamos acostumados e ingredientes que conseguimos encontrar por aí. O que é difícil pra mim é transformar o que invento na cozinha em uma receita propriamente, isto é, estabelecer quantidades. Como invento muito, geralmente adiciono os ingredientes “no olho”.

    Faço bastante hambúrgueres que não possuem o tradicional disco de carne bovina que dá nome ao prato. Sempre acabo trocando por recheios variados, como iscas de frango, cogumelos, linguicinha, porco etc. Este hambúrguer leva fatias de filezinho suíno combinadas com rodelas de beringela feitas na cachaça, abençoadas por queijo colonial e maionese de leite e alho.

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    Quiabo na manteiga

     

    Depois que o meu marido comprou quiabo na feira achando que estava levando aspargo, o quiabo nunca mais saiu do cardápio da nossa casa. Simplesmente adoramos. Tanto é que, às vezes, ele é preparado como aperitivo. Enquanto fazemos a janta, beliscamos quiabo tostadinho, feito na manteiga apenas com sal. Que eu me lembre, oficialmente, antes disso eu tinha comido quiabo apenas uma vez, numa receita feita pela Dona Teresa, mineira e mãe da minha tia. Eu nunca mais esqueci daquele prato porque tinha ficado sensacional. Que trem bom! Só que achava que era um daqueles ingredientes que exigiam técnicas difíceis de dominar. E quando me vi diante de um punhado de quiabo, tive de me virar. Pesquisando daqui e dali, entendi que o segredo para evitar que a baba se manifeste, digamos assim, é impedir que o interior do quiabo entre em contato com a água.

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    Pão na chapa pós folia – que eu queria todo dia

     

    Eu não pulei o carnaval mas senti necessidade de curar a ressaca de olhar os outros pulando com um café da manhã bem bom, bem reforçado, bem derretido, bem queijo. Na verdade não precisa ter chapa de lanchonete nem nada para fazer.

    Na frigideira antiaderente mesmo, um pouco de manteiga, espera derreter e deita o pão sobre ela. O pão que você tiver. Quando a manteiga for absorvida e o pão tostar levemente nas beiradas, é hora de virar e colocar o queijo, o que você tiver, mas que derreta. Quando a parte em contato com a frigideira também estiver tostada um pouco e absorvido o restante da manteiga, vire a parte do queijo para baixo. Quando o queijo estiver derretido e dourado, está pronto. Lembre de usar um talher que não arranhe sua frigideira. Eu costumo usar uma colher grande de bambu.

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    Chimia de banana

     

    Aqui no Sul nós temos as chimias, uma preparação trazida pelos imigrantes alemães para ser passada sobre pães e outros alimentos. Geralmente são doces, feitas com frutas e até algumas leguminosas, como a abóbora. Acho que se fosse para fazer uma comparação com a geléia, a chimia não leva aqueles espessantes e nem tem gosto muito doce. A base é feita, praticamente, com a fruta. A chimia fica mais espessa, enquanto a geléia se caracteriza por uma textura mais líquida, com uma calda extremamente doce. Eu prefiro as chimias. Esta receita, em especial, porque pode ser feita com açúcar mascavo, o que deixa tudo um pouco mais no nível do saudável.

     

    I N G R E D I E N T E S

    • 5 bananas maduras esmagadas
    • 1/2 xícara de açúcar mascavo
    • 1 canela em pau
    • 2 cravos
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    Carne de panela em 20 minutos: marmita para a semana inteira

     

    Meu amigos e minhas amigas, vou falar sério agora com uma urgência que acho que nunca falei aqui no blog. Esta receita possibilita que a gente se programe para comer comida de verdade durante a semana inteira. Comida de verdade é aquela que a gente mesmo prepara com os alimentos que saem da natureza e que são pouco processados até chegarem na nossa casa.

    Se você tirar o final de domingo, ou mesmo o almoço de domingo para fazer esta panelada, você terá marmita para o resto da semana – até fotografei a receita numa marmita mesmo para mostrar que vale a pena sair para trabalhar com a consciência tranquila e nutrida. E ainda, de bônus, ao final desta postagem, vou sugerir outras receitas para fazermos a partir desta, pois todos os ingredientes já estarão cozidos, então fica tudo muito-muito-muito fácil. É pra facilitar, de verdade, a rotina.

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    Tapioca aberta

     

    Quando comecei a comer tapioca na minha vida, eu comia sempre. Adotei como uma alternativa para não fazer refeições pesadas, cheias de gordura e refinados. Só que tinha alguma coisa que não me deixava cem por cento satisfeita. A goma da tapioca não me agradava nenhum pouco. Então simplesmente parei de comer. Mas não me contentava em ter de retirar da minha alimentação uma alternativa tão saudável. Até que um dia, pensei: e se eu deixasse ela bastante tempo na frigideira, secando ao máximo? Talvez resolvesse o problema. E resolveu. Ela ficou tostadinha, crocante e, por causa disso, não pôde ser dobrada. Então foi só colocar a cobertura por cima e estava criada a tapioca aberta – ou, ainda, a pizza de tapioca. Dessa forma, eu consegui manter a minha alimentação do jeito que eu queria. Como é um prato leve, no verão eu praticamente só janto a tapioca aberta.

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    Farofa de casca de banana: de novo e para todo o sempre

     

    Eu disse no post da receita de farofa de casca de banana que faço ela sempre. E pra não ficar parecendo papo furado, resolvi registrar mais essa vez que eu fiz a farofa – na verdade, antes dessa vez eu fiz mais duas vezes. Sério, sério mesmo, eu faço sempre. Ela já faz parte do nosso cardápio rotineiro. Pode crer, e pode fazer que eu sei que você vai adorar. Esta foi feita com as cascas das bananas que eu comi no café da manhã.

     

    No primeiro post eu não tinha mostrado o momento do preparo. Estas são as cascas de banana picadinhas e é só refogar junto com cebola, alho, pimenta dedo-de-moça, enfim, com o que você quiser adicionar para dar aquele gostinho a mais. Você pode, inclusive, refogar com a banana junto. Quer ver uma outra vez em que eu fiz com a banana junto?

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    Farofa de casca de banana

     

    Gostosa que é uma coisa de louco! E dá para fazer com a banana também. Mas sabe como é, a gente come a banana, ou faz alguma receita com ela e a casca fica ali, esperando a vez de brilhar também. A farofa de casca de banana eu faço sempre na minha casa. Seja porque eu quero comer essa farofa específica mesmo, seja porque eu quero muito comer farofa e não é a falta de bacon que vai impedir ou, ainda, seja porque quero dar um tempo no consumo de carne e priorizo receitas mais leves. Ou seja, uma farofa digna de todos os prêmios. Desperdício zero, saudável e contribui para a variação da nossa dieta alimentar.

     

    I N G R E D I E N T E S

    • 1 banana catarina bem lavada e picada com a casca, ou somente a casca
    • 1 cebola
    • pimenta dedo de moça picada, a gosto
    • farinha de mandioca flocada, tipo biju, a gosto
    • manteiga, a gosto
    • sal, a gosto
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    Lasanha de pão de fôrma com o que tiver na geladeira

    Esta é uma receita ótima para aproveitarmos o que temos na geladeira. No meu caso, para dar fim a produtos que há muito eu tinha banido da minha vida e que por motivo de força maior foram parar na minha cozinha. Como o pão de fôrma industrializado, ou pão de sanduíche, como também é chamado. Faz tantos anos que deixei de comer que nem lembro direito. E o presunto também.

    Foi só dar a primeira mordida no pão de fôrma para me lembrar porque tinha banido ele. Então foi um tal de “preciso dar um jeito de consumir esse pão de uma maneira mais atrativa, disfarçando o gosto e usando muitas fatias de uma só vez”. Não deu outra: criei uma lasanha usando o pão de fôrma como se fosse a massa.

    E você, abra a cabeça e substitua os ingredientes conforme o que você tiver em casa.

     

    I N G R E D I E N T E S

    • 1 tomate
    • 1 abobrinha pequena (a minha era meio grandinha e não usei toda)
    • Mussarela fatiada
    • Presunto fatiado
    • Fatias de pão de fôrma
    • Dois ovos
    • Creme de leite (caixinha)
    • Noz moscada para ralar na hora
    • Azeite de oliva extravirgem
    • Sal
    • Azeite/óleo para untar