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    O melhor pé de moleque do mundo

    O melhor pé de moleque do mundo é feito, basicamente, de amendoim cru ainda com a casca, o que confere ao doce uma coloração da espécie de um rosa antigo, e leite condensado. Receita da Juçára, minha mãe.

    E aqui não tem essa de guardar segredo a sete chaves. Eu quero mais é que este jeito de fazer pé de moleque se espalhe para eu poder encontrar mais dessa versão por aí. Quer dizer, quando eu puder sair por aí em Festas Juninas alheias. Por enquanto, durante a pandemia, o Arraiá em Casa é a única opção.

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    Cachorrinho-chique para o arraiá

    É no mínimo curioso que uma avalanche de opções doces surja quando pensamos no cardápio para uma Festa Junina, em detrimento das salgadas. Na minha lista para o Arraiá em Casa já constavam o pé de moleque, o doce de abóbora, o bolo de milho e nada de uma opção salgada. É claro que o pinhão e o milho cozidos, além do amendoim torrado estariam presentes no festerê por serem tradicionais. Mas faltava um prato para, como falam na roça, encher o bucho.

    Pensei no cachorrinho-quente. Passa longe da comida típica de Festa de São João mas é prático e uma delícia. A imagem dos pãezinhos de leite e o molho de tomate com as salsichas veio de forma automática. Então teve início a releitura.

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    Beiju da roça com aipim ralado

    Minha avó, Glaci, é nascida e criada na roça. Para ela, fazer sabão com banha animal era como colocar o celular para carregar hoje: trivial. E todas as comidas eram feitas com o que crescia na roça – as únicas duas coisas que compravam era sal e querosene. Esta receita de beiju, ou beju como ela diz, que é uma delícia e feita apenas com aipim ralado, é perfeita para integrar o cardápio do Arraiá em Casa.

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    Quentão de pinga, bem caipira

    O nível de adoração que tenho por Festa Junina atingiu o grau máximo depois de elaborar uma opção de bebida quente diferente para o meu Arraiá em Casa: o quentão de pinga. Ele não somente se diferencia do quentão de vinho tinto usual como também faz jus à festa mais roceira de todas. “Marvada” é o que há em termos caipiras.

    A cachaça no Brasil tem seu universo próprio, destilando rótulos a perder de vista, incluindo aguardentes altamente sofisticadas. Este quentão feito com a bebida me surpreendeu, pois harmonizou de forma perfeita com os quitutes que preparei para o Arraiá em Casa, mais até do que o tradicional de vinho tinto. Então, alavantú e partiu experimentar esse quentão bão demais.

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    Minha ceia de ano novo 2019/2020 com costelinha de porco assada, batatas rústicas, molho especial, lentilha e sobremesa

    2020 já começou e, mesmo assim, considero interessante registrar os pratos que fiz para a virada de ano pois são receitas que podemos fazer, na verdade, em qualquer dia. Costelinha de porco assada, batatas rústicas, também assadas, acompanhadas de molho especial. O que não tenho sempre à mesa são os fios de ovos – e isso que adoro doces com ovos. Tem também uma receita de sobremesa e da tradicional lentilha, para trazer sorte e dinheiro no bolso. Pois é, mesmo com Porto Alegre pré-aquecida a quase 40 graus, fui para a cozinha fazer uma ceia para dois. Ah, comi tanta salada no almoço do dia 31 que não me preocupei em fazer uma à noite. Mas confesso que fez falta pra mim. Não adianta, tem que ter salada em todas as refeições. Na próxima, vou elaborar uma.

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    Abacate para um café da manhã sem a margarina: sobre hábitos e culturas

    Fico maravilhada com o quanto somos capazes de mudar nosso gosto por comida, nosso paladar. Vocês também sentem isso? Na verdade, acho que o que se encaixa adequadamente no pensamento que vou elaborar é mais a cultura, a educação, do que o gosto, pura e simplesmente. Por exemplo, enquanto morei na casa dos meus pais, comia o que tinha sobre a mesa da maioria das casas brasileiras: margarina, passada no pão do café da manhã. É assim que somos criados, é assim que somos ensinados, é quase que natural.

    No momento em que fui morar sozinha e, depois, com o meu marido, na medida em que tive mais acesso a informações sobre alimentação, passei a substituir muitos ingredientes e a eliminar alguns de vez. Como a margarina. Não compro margarina no supermercado. Maionese, então, nunca fui fã do gosto da industrializada, o que faz dela um item que nunca entrou na minha casa. Inclusive, tem um episódio com relação a isso. Uma amiga levou torta fria para a hora do café no ateliê que frequentamos, e que estava maravilhosa. Elogiei perguntando se ela mesma tinha feito a maionese, ao que ela me responde que não, era a pronta de supermercado, “daquela marca famosa” disse ela. Fiquei chocada com o fato de que a maionese não tinha gosto de industrializada, e todos ao redor imediatamente: “faz tempo que ela não tem mais esse gosto!”. Ou seja, reparem na minha desatualização quanto a maioneses prontas.

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    Hambúrguer de porco com beringela na cachaça e maionese de leite e alho

     

    Já leu a postagem sobre comer fora de casa? Então, dá uma conferida pra entender porque me dá tanto gosto preparar lanches na minha própria casa. Outra coisa: adoro compartilhar receitas que considero fáceis, com preparos que exigem apenas técnicas a que estamos acostumados e ingredientes que conseguimos encontrar por aí. O que é difícil pra mim é transformar o que invento na cozinha em uma receita propriamente, isto é, estabelecer quantidades. Como invento muito, geralmente adiciono os ingredientes “no olho”.

    Faço bastante hambúrgueres que não possuem o tradicional disco de carne bovina que dá nome ao prato. Sempre acabo trocando por recheios variados, como iscas de frango, cogumelos, linguicinha, porco etc. Este hambúrguer leva fatias de filezinho suíno combinadas com rodelas de beringela feitas na cachaça, abençoadas por queijo colonial e maionese de leite e alho.

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    Quiabo na manteiga

     

    Depois que o meu marido comprou quiabo na feira achando que estava levando aspargo, o quiabo nunca mais saiu do cardápio da nossa casa. Simplesmente adoramos. Tanto é que, às vezes, ele é preparado como aperitivo. Enquanto fazemos a janta, beliscamos quiabo tostadinho, feito na manteiga apenas com sal. Que eu me lembre, oficialmente, antes disso eu tinha comido quiabo apenas uma vez, numa receita feita pela Dona Teresa, mineira e mãe da minha tia. Eu nunca mais esqueci daquele prato porque tinha ficado sensacional. Que trem bom! Só que achava que era um daqueles ingredientes que exigiam técnicas difíceis de dominar. E quando me vi diante de um punhado de quiabo, tive de me virar. Pesquisando daqui e dali, entendi que o segredo para evitar que a baba se manifeste, digamos assim, é impedir que o interior do quiabo entre em contato com a água.

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    Pão na chapa pós folia – que eu queria todo dia

     

    Eu não pulei o carnaval mas senti necessidade de curar a ressaca de olhar os outros pulando com um café da manhã bem bom, bem reforçado, bem derretido, bem queijo. Na verdade não precisa ter chapa de lanchonete nem nada para fazer.

    Na frigideira antiaderente mesmo, um pouco de manteiga, espera derreter e deita o pão sobre ela. O pão que você tiver. Quando a manteiga for absorvida e o pão tostar levemente nas beiradas, é hora de virar e colocar o queijo, o que você tiver, mas que derreta. Quando a parte em contato com a frigideira também estiver tostada um pouco e absorvido o restante da manteiga, vire a parte do queijo para baixo. Quando o queijo estiver derretido e dourado, está pronto. Lembre de usar um talher que não arranhe sua frigideira. Eu costumo usar uma colher grande de bambu.

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    Chimia de banana

     

    Aqui no Sul nós temos as chimias, uma preparação trazida pelos imigrantes alemães para ser passada sobre pães e outros alimentos. Geralmente são doces, feitas com frutas e até algumas leguminosas, como a abóbora. Acho que se fosse para fazer uma comparação com a geléia, a chimia não leva aqueles espessantes e nem tem gosto muito doce. A base é feita, praticamente, com a fruta. A chimia fica mais espessa, enquanto a geléia se caracteriza por uma textura mais líquida, com uma calda extremamente doce. Eu prefiro as chimias. Esta receita, em especial, porque pode ser feita com açúcar mascavo, o que deixa tudo um pouco mais no nível do saudável.

     

    I N G R E D I E N T E S

    • 5 bananas maduras esmagadas
    • 1/2 xícara de açúcar mascavo
    • 1 canela em pau
    • 2 cravos