• Guarda-roupa,  Por aí,  Porto Alegre,  Rio Grande do Sul,  Vida e Carreira

    Comprinhas pelos brechós da João Pessoa em Porto Alegre

    Brechó, pra mim, é aquele que vende roupa BARATA. E em Porto Alegre é na Avenida João Pessoa que se concentram muitos deles. Eu noto que são meio desacreditados por uma parcela da população e por isso quero trazer, nesta postagem, as peças que eu garimpei nesses brechós bons e baratos. Além da oferta incrível de boas peças e preços daqueles com que a gente sonha, a maioria ainda aceita negociar preços (com exceção de um).

    E como se não bastasse, ainda nos deixam bastante à vontade para olhar e provar as peças. Nada mais chato e frustrante do que entrarmos em uma loja que se auto-intitula brechó, descobrir que os preços são salgados e ainda por cima o vendedor fica em cima da gente, abrindo a cortina do provador, muito invasivo, querendo entrar junto e saber como a roupa ficou, insistindo para levarmos algo a todo custo. Repito: sempre fico bastante à vontade nos brechós da João Pessoa, e em alguns ainda me divirto muito com o humor dos vendedores.

     

    • BRECHÓ LE REJI | Av. João Pessoa, 1244

    As gurias são muito queridas e me deixaram muito à vontade. Ninguém abriu a cortina do provador, ninguém quis ver como ficou, nada.

    B L U S A  D E  V E L U D O | R$ 20 | Eu não resisto a uma peça de veludo e ainda adorei a estampa. Não sou uma pessoa de roupas rosas, mas este rosa antigo específico achei que ficou muito incrível como fundo para as plantas. Gosto de usar por dentro da minha calça jeans velha de cintura alta, fazendo um visual high-low. Desapego: uma vez que esta blusa entrou no meu guarda-roupa, outra saiu para ser doada. No meu armário é assim: só entra peça nova se uma outra sair.

  • Canela,  Por aí,  Rio Grande do Sul,  Serra Gaúcha

    Cascata do Caracol em Canela com chuva? Vai ser lindo igual

    É tempo de chuva, muita chuva, aqui no Rio Grande do Sul. Então não fique frustrado se chover no dia em que você estiver se dirigindo à Serra Gaúcha para ver a maravilhosa Cascata do Caracol. Principalmente porque ela fica linda igual.

    Eu sei, ninguém quer viajar ou simplesmente fazer um passeio no fim de semana e, na hora h, chover. Porém, em se tratando de lugares a céu aberto, no que diz respeito à mãe natureza, é melhor aceitar que dói menos, como dizem. Só que aí é que está. Não deveria doer pois é lindo igual. A natureza só mudou de traje, sabe? Digamos que um dia de sol é quando ela veste sua roupa mais social, aquela com a qual será bem aceita em qualquer situação. Já a chuva e o céu cinza indica que está mais à vontade, com aquele moletom super confortável de andar em casa.

  • Morro Reuter,  Por aí,  Rio Grande do Sul

    Aproveitando a 4ª Festa Nacional da Lavanda em Morro Reuter | RS

    No final de semana passado aconteceu a 4ª Festa Nacional da Lavanda, em Morro Reuter, entre os dias 18 e 20 de outubro – sexta a domingo. Eu fui no sábado e vou contar para vocês o que vi por lá.

    A Festa Nacional da Lavanda tem entrada gratuita (pagando apenas para assistir a um ou outro show) e possui uma programação bem sortida, incluindo várias atividades das quais adoraria participar, como a oficina para a extração do óleo essencial da planta, os passeios guiados pelos campos de lavanda e até uma caminhada de 10km pela região, passando também pelas plantações.

    Só que não consigo aproveitar muitas delas. Como a oficina que acontecia durante os 3 dias de festa, incluindo a sexta-feira. Já para a caminhada precisava ter me inscrito com antecedência e fiquei sabendo da festa um pouco em cima da hora. Outra questão é que estas atividades ao ar livre começam cedo da manhã, e para quem sai de Porto Alegre complica porque podemos pegar engarrafamento na estrada. Então acabo aproveitando a celebração circulando pela feira, olhando os estandes, comprando os produtos que me agradam (até porque adoro incentivar os produtores locais) e também provando a culinária.

    Morro Reuter é a única cidade do Rio Grande do Sul, e uma das três no Brasil ,a cultivar a planta comercialmente. A lavanda dentata veio da Europa há 20 anos e se adaptou muito bem ao solo e ao clima de Morro Reuter. Hoje, há 22 famílias que cultivam a planta no município. Na festa, podemos encontrar uma variedade enorme de produtos feitos com ela, indo além dos cremes e sabonetes, como cucas, biscoitos, chocolates e até cerveja. Ah, e a produção é totalmente feita no município.

  • Dois Irmãos,  Por aí,  Rio Grande do Sul,  Serra Gaúcha

    Bate-volta Serra Gaúcha #5: almoço no Spettacolo, colha e pague, sol no parque e aquele bolo

     

    Quando gosto, volto. Quando volto e vejo que a qualidade se mantém, vira parada obrigatória. O restaurante Spettacolo, o Colha e Pague Altes Haus e a padaria/café Produtos Becker com seu bolo molhado viraram pontos obrigatórios na minha rota para a serra gaúcha.

  • Dois Irmãos,  Por aí,  Rio Grande do Sul,  Serra Gaúcha

    Bate-volta Serra Gaúcha #4: melhor buffet, loja de decoração, parque lindo e bolo molhado

    Embora Novo Hamburgo e Dois Irmãos sejam municípios que integram a região metropolitana de Porto Alegre, sempre os considero nos meus roteiros de passeios pela Serra Gaúcha. Isso porque em Novo Hamburgo há o melhor buffet em que já comi e que virou parada obrigatória para almoçar no caminho para a serra. Já em Dois Irmãos há um colha e pague que abastece minha cozinha para a semana toda – embora eu não tenha passado por lá desta vez. Então há cidades que considero obrigatórias nos meus “bate-volta” pela Serra Gaúcha. E, se pensarmos bem, Dois Irmãos fica ali ao pé da serra, então está tudo integrado.

  • Dois Irmãos,  Por aí,  Rio Grande do Sul,  Serra Gaúcha

    Bate-volta Serra Gaúcha #3: salmão ao molho de nata e Cervejaria Hunsrück

    Não podemos “se” entregar pra chuva, de jeito nenhum, parafraseando a música gauchesca, aquela. Tanto é que, este bate-volta na serra gaúcha aconteceu debaixo de chuva. Saio de Porto Alegre com o céu apenas nublado e, mais tarde, a chuva começa a dar o ar da graça e o tempo oscila o dia inteiro entre chuviscos e chuva mais forte. Isso não pode afastar o desejo de dar um passeio num sábado friozinho. O Bate-Volta Serra Gaúcha de hoje passa pelos municípios de Novo Hamburgo e Dois Irmãos.

  • Por aí,  Porto Alegre,  Rio Grande do Sul

    Onde comer em Porto Alegre | Guia Rápido

     

    Onde comer em Porto Alegre? Onde você quiser, claro. Mas é sempre bom uma indicação de quem já está se alimentando na cidade há algum tempo, não é mesmo? É bem difícil elaborar uma lista como esta. Não somente pela questão do gosto pessoal mas, também e, sobretudo, porque há lugares que são icônicos, que o povo aclama mas que podem ter abandonado o apreço pela qualidade, seja da comida ou do serviço. Ainda bem que temos os velhos de guerra, lugares em que não importa se falta luz no bairro, se a crise aperta, se os caminhoneiros entram em greve: o serviço e a comida parecem inabaláveis. Também há os novos, abertos há pouco, que arregaçam as mangas e batalham para continuarem respirando. Ambos merecem toda a nossa admiração.

    Aqui segue uma lista curta, que chamei de guia rápido porque são muitos os lugares onde se come bem em Porto Alegre. Considerei os que eu gosto e que frequentei nos últimos tempos, garantindo uma avaliação recente. Lugares que, apesar da fama, apesar dos pesares, se esmeram sobre as chapas, os fogões e as facas na capital gaúcha.

     

    À la minuta

    • Dá Domingos. Mesmos proprietários do Tudo Pelo Social, só que menos filas por ser menos conhecido. Na Rua Domingos Crescêncio.
    • Cozinha da Bento. Perto do Hospital Hernesto Dorneles – já fica a dica para quem tem que fazer hora nos arredores, eu sei como é. Pedi a de frango. E a salada que acompanha é de tomate e cenoura cozida, picados e fresquinhos – nada daquelas folhas de alface encostando na mesa e rodelas de tomate opacas que ninguém come.
  • Por aí,  Porto Alegre,  Rio Grande do Sul

    A trilha sonora de Porto Alegre: Ramilonga de Vitor Ramil

    Contagiada pelo aniversário de 247 anos da capital gaúcha, fiquei lembrando de suas músicas. Há muitas canções que cantam Porto Alegre. Quando pensamos no assunto, as que geralmente vem à cabeça dos gaúchos é Deu pra ti, de Kleiton e Kledir, ou a Porto Alegre é demais, eternizada na voz de Isabela Fogaça. A Horizontes, criada por Flávio Bicca Rocha para a peça Bailei na Curva também acabou caindo no coro dos porto-alegrenses. Não nos esqueçamos da história contada em Amigo Punk, da banda Graforréia Xilarmônica, e do grande Teixeirinha com a música Porto Alegre. E tantas outras.

    Mas a que me provoca uma saudade embrulhada em lágrimas, aquela que combina perfeitamente com o frio que é só nosso, com o vento que corre sobre o Guaíba, com as ruas vazias do Centro Histórico, aquela que dói é: Ramilonga, de Vitor Ramil. É das coisas mais lindas. Apenas violão e voz. Precisa mais? Aperta o play enquanto eu me encarrego do visual, com algumas fotografias que fiz ao longo dessa vida porto-alegrense.

  • Por aí,  Porto Alegre,  Rio Grande do Sul

    Porto Alegre: 247 anos

    A capital dos gaúchos, a minha cidade do coração, completa 247 anos hoje. Aproveitei os festejos e fui ali no menu do blog, na categoria Por Aí, e cliquei em Porto Alegre, of course, para recordar o que eu já tinha escrito sobre ela. Rolar a barra para baixo foi como ver passar aquele filme da vida. Muitas homenagens, recordações, indicações de endereços legais, reverências a espaços simbólicos da capital e, também, algumas críticas a quem não trata muito bem a menina moça dos pampas. Porque se tem algo que acho que nós podemos fazer, enquanto viventes em uma cidade, seja qual for, é olhar para ela com olhos críticos, para elogiar e prestigiar o que está muito bom obrigado e, também, para nos indignarmos e tornarmos urgente alguma mudança. Não esquecendo que nós também fazemos parte do fazer a mudança.

    Tão bonito ver a própria comunidade se organizando e colocando a mão na massa para revitalizar a escadaria General João Manoel, por exemplo, no Centro. Não só revitalizando como, também, tornando possível que pessoas passem por ali. É incrível o poder que esse tipo de iniciativa tem porque o fato não é que há policiamento por lá, garantindo a segurança. Na verdade, não há ninguém lá. A escadaria apenas foi limpa, restaurada e pintada, colorida, na verdade, o que a torna um lugar favorável à passagem de pessoas. Com o movimento, pessoas atraem mais pessoas e, assim, a sensação de segurança é transmitida à população que precisa transitar por ali. Isso é transformador. Outro exemplo é o investimento de alguns empresários e chefs que decidiram abrir seu negócio na Escadaria da Borges, por onde não temos mais medo de passar, muito menos de estar. As próprias feiras, de produtos orgânicos e de artesanato, espalhadas pela capital em lugares que há muito não sabiam do que se tratava a presença humana, tornam esses espaços aprazíveis. Eu adoro isso, pois só comprova que a cidade está sempre pronta para ser parceira, de forma bonita, útil e segura. A cidade não tem culpa de nada. Nós é que precisamos nos organizar, tomar para si a responsabilidade, não somente da cidade mas, também, do nosso próprio crescimento que, dessa forma, a cidade cresce junto. Em beleza, em movimento, em convívio, em oportunidade, em segurança, em prosperidade.

    Então, retomando, vou listar as postagens que fiz sobre Porto Alegre aqui na Casa Baunilha, em ordem cronológica, isto é, da mais antiga para a mais recente. Clique nos títulos para acessar as publicações.

  • Por aí,  Porto Alegre,  Rio Grande do Sul

    O Mercado Público de Porto Alegre

    Já comentei aqui no blog que gosto de começar um roteiro por uma cidade, quando estou viajando, pelo seu mercado público, também chamado de mercado municipal em algumas localidades. Pois eu estava começando a me envergonhar de não ter uma postagem dedicada ao mais incrível dos mercados, o meu preferido, que é o Mercado Público de Porto Alegre, minha cidade. Eu não sei explicar por que acho ele tão sensacional. Talvez sua configuração, com um vão em forma de cruz, que faz a gente circular de forma mais prática entre as bancas. Talvez seja o fato de, em qualquer dia, a qualquer hora, ter sempre um povaréu. Calma, não a ponto de não conseguirmos nos mexer e não aproveitar o espaço como deveria, mas num nível mesa-de-família-italiana, capisce? Em janeiro e fevereiro, períodos de praia e carnaval, até que ele respira um pouco melhor. Mas em noventa por cento do tempo, suas veias bombeiam mais gente que uma ala de escola de samba. Isso é tão bonito e é exatamente o que faz do mercado público um mercado público: sua gente. Centenas de braços levantados sobre balcões por minuto. Sacolas e pacotes pra lá e pra cá. Pesagens mil em balanças digitais. Fichas e mais fichas aguardando atendimento. Relógios que não marcam a hora certa. Até o que já não funciona no Mercado faz parte de sua personalidade. Neste post, convido você a fazer um passeio por ele que completou, em 2018, 150 anos, e que há mais de 5 espera ter a saúde devidamente restaurada após um triste incêndio – o 4.º de sua história, fora as enchentes.