• Dois Irmãos,  Por aí,  Rio Grande do Sul,  Serra Gaúcha

    Bate-volta Serra Gaúcha #3: salmão ao molho de nata e Cervejaria Hunsrück

    Não podemos “se” entregar pra chuva, de jeito nenhum, parafraseando a música gauchesca, aquela. Tanto é que, este bate-volta na serra gaúcha aconteceu debaixo de chuva. Saio de Porto Alegre com o céu apenas nublado e, mais tarde, a chuva começa a dar o ar da graça e o tempo oscila o dia inteiro entre chuviscos e chuva mais forte. Isso não pode afastar o desejo de dar um passeio num sábado friozinho. O Bate-Volta Serra Gaúcha de hoje passa pelos municípios de Novo Hamburgo e Dois Irmãos.

  • Por aí,  Porto Alegre,  Rio Grande do Sul

    Onde comer em Porto Alegre | Guia Rápido

     

    Onde comer em Porto Alegre? Onde você quiser, claro. Mas é sempre bom uma indicação de quem já está se alimentando na cidade há algum tempo, não é mesmo? É bem difícil elaborar uma lista como esta. Não somente pela questão do gosto pessoal mas, também e, sobretudo, porque há lugares que são icônicos, que o povo aclama mas que podem ter abandonado o apreço pela qualidade, seja da comida ou do serviço. Ainda bem que temos os velhos de guerra, lugares em que não importa se falta luz no bairro, se a crise aperta, se os caminhoneiros entram em greve: o serviço e a comida parecem inabaláveis. Também há os novos, abertos há pouco, que arregaçam as mangas e batalham para continuarem respirando. Ambos merecem toda a nossa admiração.

    Aqui segue uma lista curta, que chamei de guia rápido porque são muitos os lugares onde se come bem em Porto Alegre. Considerei os que eu gosto e que frequentei nos últimos tempos, garantindo uma avaliação recente. Lugares que, apesar da fama, apesar dos pesares, se esmeram sobre as chapas, os fogões e as facas na capital gaúcha.

     

    À la minuta

    • Dá Domingos. Mesmos proprietários do Tudo Pelo Social, só que menos filas por ser menos conhecido. Na Rua Domingos Crescêncio.
    • Cozinha da Bento. Perto do Hospital Hernesto Dorneles – já fica a dica para quem tem que fazer hora nos arredores, eu sei como é. Pedi a de frango. E a salada que acompanha é de tomate e cenoura cozida, picados e fresquinhos – nada daquelas folhas de alface encostando na mesa e rodelas de tomate opacas que ninguém come.
  • Por aí,  Porto Alegre,  Rio Grande do Sul

    A trilha sonora de Porto Alegre: Ramilonga de Vitor Ramil

    Contagiada pelo aniversário de 247 anos da capital gaúcha, fiquei lembrando de suas músicas. Há muitas canções que cantam Porto Alegre. Quando pensamos no assunto, as que geralmente vem à cabeça dos gaúchos é Deu pra ti, de Kleiton e Kledir, ou a Porto Alegre é demais, eternizada na voz de Isabela Fogaça. A Horizontes, criada por Flávio Bicca Rocha para a peça Bailei na Curva também acabou caindo no coro dos porto-alegrenses. Não nos esqueçamos da história contada em Amigo Punk, da banda Graforréia Xilarmônica, e do grande Teixeirinha com a música Porto Alegre. E tantas outras.

    Mas a que me provoca uma saudade embrulhada em lágrimas, aquela que combina perfeitamente com o frio que é só nosso, com o vento que corre sobre o Guaíba, com as ruas vazias do Centro Histórico, aquela que dói é: Ramilonga, de Vitor Ramil. É das coisas mais lindas. Apenas violão e voz. Precisa mais? Aperta o play enquanto eu me encarrego do visual, com algumas fotografias que fiz ao longo dessa vida porto-alegrense.

  • Por aí,  Porto Alegre,  Rio Grande do Sul

    Porto Alegre: 247 anos

    A capital dos gaúchos, a minha cidade do coração, completa 247 anos hoje. Aproveitei os festejos e fui ali no menu do blog, na categoria Por Aí, e cliquei em Porto Alegre, of course, para recordar o que eu já tinha escrito sobre ela. Rolar a barra para baixo foi como ver passar aquele filme da vida. Muitas homenagens, recordações, indicações de endereços legais, reverências a espaços simbólicos da capital e, também, algumas críticas a quem não trata muito bem a menina moça dos pampas. Porque se tem algo que acho que nós podemos fazer, enquanto viventes em uma cidade, seja qual for, é olhar para ela com olhos críticos, para elogiar e prestigiar o que está muito bom obrigado e, também, para nos indignarmos e tornarmos urgente alguma mudança. Não esquecendo que nós também fazemos parte do fazer a mudança.

    Tão bonito ver a própria comunidade se organizando e colocando a mão na massa para revitalizar a escadaria General João Manoel, por exemplo, no Centro. Não só revitalizando como, também, tornando possível que pessoas passem por ali. É incrível o poder que esse tipo de iniciativa tem porque o fato não é que há policiamento por lá, garantindo a segurança. Na verdade, não há ninguém lá. A escadaria apenas foi limpa, restaurada e pintada, colorida, na verdade, o que a torna um lugar favorável à passagem de pessoas. Com o movimento, pessoas atraem mais pessoas e, assim, a sensação de segurança é transmitida à população que precisa transitar por ali. Isso é transformador. Outro exemplo é o investimento de alguns empresários e chefs que decidiram abrir seu negócio na Escadaria da Borges, por onde não temos mais medo de passar, muito menos de estar. As próprias feiras, de produtos orgânicos e de artesanato, espalhadas pela capital em lugares que há muito não sabiam do que se tratava a presença humana, tornam esses espaços aprazíveis. Eu adoro isso, pois só comprova que a cidade está sempre pronta para ser parceira, de forma bonita, útil e segura. A cidade não tem culpa de nada. Nós é que precisamos nos organizar, tomar para si a responsabilidade, não somente da cidade mas, também, do nosso próprio crescimento que, dessa forma, a cidade cresce junto. Em beleza, em movimento, em convívio, em oportunidade, em segurança, em prosperidade.

    Então, retomando, vou listar as postagens que fiz sobre Porto Alegre aqui na Casa Baunilha, em ordem cronológica, isto é, da mais antiga para a mais recente. Clique nos títulos para acessar as publicações.

  • Por aí,  Porto Alegre,  Rio Grande do Sul

    O Mercado Público de Porto Alegre

    Já comentei aqui no blog que gosto de começar um roteiro por uma cidade, quando estou viajando, pelo seu mercado público, também chamado de mercado municipal em algumas localidades. Pois eu estava começando a me envergonhar de não ter uma postagem dedicada ao mais incrível dos mercados, o meu preferido, que é o Mercado Público de Porto Alegre, minha cidade. Eu não sei explicar por que acho ele tão sensacional. Talvez sua configuração, com um vão em forma de cruz, que faz a gente circular de forma mais prática entre as bancas. Talvez seja o fato de, em qualquer dia, a qualquer hora, ter sempre um povaréu. Calma, não a ponto de não conseguirmos nos mexer e não aproveitar o espaço como deveria, mas num nível mesa-de-família-italiana, capisce? Em janeiro e fevereiro, períodos de praia e carnaval, até que ele respira um pouco melhor. Mas em noventa por cento do tempo, suas veias bombeiam mais gente que uma ala de escola de samba. Isso é tão bonito e é exatamente o que faz do mercado público um mercado público: sua gente. Centenas de braços levantados sobre balcões por minuto. Sacolas e pacotes pra lá e pra cá. Pesagens mil em balanças digitais. Fichas e mais fichas aguardando atendimento. Relógios que não marcam a hora certa. Até o que já não funciona no Mercado faz parte de sua personalidade. Neste post, convido você a fazer um passeio por ele que completou, em 2018, 150 anos, e que há mais de 5 espera ter a saúde devidamente restaurada após um triste incêndio – o 4.º de sua história, fora as enchentes.

  • Dois Irmãos,  Morro Reuter,  Por aí,  Rio Grande do Sul,  Santa Maria do Herval,  Serra Gaúcha

    Bate-volta Serra Gaúcha #2: buffet Schuh, Balneário Amizade e mais

     

    Este bate-volta eu fiz no final de 2018, em um sábado, e faço questão de compartilhar na série Bate-Volta Serra Gaúcha para mostrar como é possível fazer um bocado de coisas em um dia, em cidades próximas, claro. Neste caso: Morro Reuter, Santa Maria do Herval, rota da VRS 873 e Dois Irmãos. Alguns lugares eu já conhecia, outros eu acabei descobrindo e para onde possivelmente voltarei para aproveitar mais. O roteiro geralmente começa com algum lugar já conhecido, como a Feira do Produtor Rural, e no restante do tempo andamos pelas ruas e cidades desconhecidas, descobrindo novos destinos.

  • Ivoti,  Por aí,  Rio Grande do Sul,  Serra Gaúcha

    Um passeio pelo Conjunto Histórico Feitoria Nova em Ivoti | RS

     

    Num dia de forte nevoeiro na estrada da serra gaúcha, na BR 116, desisti de chegar ao meu destino (mais no alto) por questões de segurança e aproveitei para conhecer Ivoti, mais ao pé da serra – confira mais sobre este dia clicando aqui. E foi uma surpresa mais do que especial descobrir um tour histórico por um bairro da cidade chamado Feitoria Nova, que fica na parte baixa da cidade, à beira de um rio e que resgata a história de imigrantes alemães que com muita coragem e esperança trabalharam duro para sobreviver e prosperar por ali, quando o que havia era nada, somente mato. O tour guiado é maravilhoso, recomendo, pois há muito para saber sobre a história que, na verdade, é a história de muitos de nós.

     

  • Dois Irmãos,  Morro Reuter,  Por aí,  Rio Grande do Sul,  Serra Gaúcha

    Bate-volta Serra Gaúcha #1: orgânicos da Helga, Xis do Isa e Chocolates Plátanos

     

    Para quem mora em Porto Alegre, fazer um bate-volta na serra gaúcha pode ser uma opção de passeio quando a vontade de sentir novos ares fica mais forte que a gente. E quando eu digo serra gaúcha você precisa abrir a cabeça e se libertar da dobradinha Gramado-Canela, até porque, a viagem ficaria mais longa e mais cara. As cidades mais ao pé da serra, como Dois Irmãos e Morro Reuter – assim como tantas outras, como Ivoti – ficam perto da capital. Bom, elas ficam perto quando você está muito a fim de fazer um programa diferente. E elas podem ficar muito longe caso você tenha de ir por obrigação, ainda mais no horário do rush da região metropolitana. Depende do contexto. Bom, o contexto que me dá prazer é, sem compromisso, acordar no sábado, ir até Morro Reuter para comprar alguns produtos orgânicos na banca da Helga e, depois, almoçar em algum lugar que ainda não conheço. Assim, devagar e sempre, eu vou descobrindo esse pedaço do Rio Grande.

  • Morro Reuter,  Por aí,  Rio Grande do Sul,  Serra Gaúcha

    16 motivos para você conhecer Morro Reuter | RS

     

    Eu já comentei algumas vezes que adoro sair sem rumo pela serra gaúcha, entrar em cidades em que eu nunca fui e conferir o que elas reservam. Foi assim com Morro Reuter e, desde então, é uma das cidades da serra gaúcha pelas quais eu tenho o maior carinho. Embora uma cidade relativamente pequena, ela foi se revelando aos poucos. A cada visita eu descobria um lugar, uma celebração e até melhorias na cidade. Porque se tem algo que admiro em Morro Reuter é o senso de comunidade que existe nos seus habitantes, preocupados com espaços limpos, agradáveis e bonitos. Morro Reuter é bonita. Então, esta é a minha seleção de 16 motivos (e contando) para você passear por ela também.

     

    1. L A V A N D A

    Alguns produtores experimentaram plantar a lavanda e ela respondeu muito bem ao clima e ao solo, se tornando uma alternativa de cultivo. Logo, a cor lilás tomou conta da cidade. Em todo o canto, desde o pórtico até as calçadas, há um canteiro de lavandas. Em 2017 eu conversei com o pessoal do turismo que contou que o campo de lavanda que muitas pessoas procuravam, na verdade, era uma plantação privada, que lá pelas tantas tinha de ser colhida. Então, como as pessoas manifestaram interesse, o município iria providenciar uma plantação exclusiva para visitação, que talvez ficasse disponível em 2018. Mas não fiquei sabendo de nada durante o ano passado. Estou no aguardo. Por enquanto, os visitantes podem admirar a lavanda no pequeno terreno que fica logo atrás do pórtico, à direita, quando entramos na cidade. Quando florido, rende boas fotos.

    Não há como não visualizar a entrada da cidade na BR 116. O pórtico é pintado com a cor luminosa da flor.

  • Morro Reuter,  Por aí,  Rio Grande do Sul,  Serra Gaúcha

    O antigo Armazém Klauck em Morro Reuter | RS

     

    Eu não sei vocês mas, pra mim, quanto mais tinta descascada, madeira antiga e história pra contar uma construção tem, melhor. Com um cusco querido no pátio, então, está completo o cenário. O Armazém Klauck chama a atenção de quem passa na paisagem da beira da BR 116, tanto para quem sobe a serra gaúcha quanto para quem volta dela. Fica bem numa curva e é o tipo de construção que captura a minha atenção mesmo sem eu saber do que se trata. Quando eu me aproximei da fachada, fotografando, o Roberto apareceu e disse que era 50 centavos cada foto. Ao que respondi que ele ficaria rico. É com esse bom humor e simpatia que ele recebe os visitantes e clientes, mantendo viva a memória do espaço deixado pelo pai.

     

    A construção, de 1920, sempre esteve ativa como armazém. Há grandes armários e balcões, todos originais, onde há muitos produtos à venda, de todo tipo. O espaço é bastante comprido e o Roberto conta que a viga de madeira que sustenta o teto é uma peça única, sem emendas.