• Florianópolis,  Por aí,  RECEITAS,  Santa Catarina

    Sardinha do Pântano, a Sardinha Fresca na Pressão

    Nem só de roupas e protetores solares vivem as nossas malas quando viajamos. Panela de pressão, frigideira antiaderente, colheres de pau preferidas e temperos são itens que também levamos na bagagem. Meu marido e eu cozinhamos todos os dias no nosso dia a dia e adoramos cozinhar nas férias. É uma maneira muito especial de conhecermos um lugar, uma cultura. Inclusive, faz a gente se sentir morador pois frequentamos feiras, conversamos com produtores e vendedores, trocamos receitas. E em Pântano do Sul, a colônia de pescadores artesanais mais antiga de Santa Catarina, cozinhar os pescados frescos é atividade turística.

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    A exuberante trilha de Naufragados no sul da ilha de Florianópolis

    Sou muito grata por ter conversado com o Antônio Luis, morador da Praia da Armação, que me sugeriu fazer a trilha para a Praia de Naufragados, ao sul da ilha de Florianópolis, em Santa Catarina. Foi uma experiência sensacional.

    Ela tem uma atmosfera incrível, que faz a gente se sentir dentro de uma floresta mesmo e tomar consciência da nossa pequenez diante da grandiosidade da natureza. Nem todas as trilhas provocam esse tipo de sensação, por mais que atravessem áreas de mata.

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    Eu e o meu pântano, meu pântano e eu

    Sou como o personagem do meu desenho computadorizado favorito, o Shrek: só quero saber de ficar sossegada no meu pântano. Sou encantada pelo sul da ilha de Florianópolis: praias tranquilas, algumas de difícil acesso e, por isso, de natureza intocada, comunidades de pescadores artesanais, trilhas, comida fresca, paisagens bucólicas, estilo de vida inspirador. E nesse pedaço de paraíso o meu canto é o Pântano do Sul. É onde jogo minha âncora nas férias e que, ao mesmo tempo, proporciona experiências incríveis em vários pontos da região.

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    O Salão de Festa das Bruxas de Itaguaçu em Florianópolis, SC

    É verão e começo a lembrar de lugares singulares que vi pelas minhas andanças por águas salgadas. Como o Salão de Festa das Bruxas, que fica em Itaguaçu, na parte continental de Florianópolis, Santa Catarina. Conhecida como Ilha da Magia, Floripa é envolta em lendas até mesmo fora da própria ilha, o que não poderia ser diferente com este lugar em que pedras enormes e trabalhosamente esculpidas pela ação das intempéries ficam dispostas como se estivessem em reunião, esperando por algo que estaria para acontecer.

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    O Barroco da Igreja de Santo Antônio de Lisboa, em Florianópolis

    Visitar igrejas, para mim, significa entender e conhecer sobre a origem e a história de um lugar. Estética e historicamente muito interessantes, sempre dou um jeito de incluir esses espaços nos meus roteiros de viagem, sejam catedrais majestosas ou capelas simplesmente belas. E eu adoro decoração e arquitetura, então intrinsecamente há um desejo de conhecer lugares assim. Faz tempo que prometo postagens especiais com detalhes das igrejas que visitei por aí, então agora é a hora de começar a cumprir.

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    Ribeirão da Ilha | Floripa

    A placa da praça diz “Antônio Antunes da Cruz tinha razão. Não há coisa mais linda que seu Ribeirão”. E eu também fiquei encantada com a região – pra manter a rima, claro. Ribeirão da Ilha foi mais um lugar histórico que eu quis conhecer em Florianópolis no ano de 2018, mais precisamente em maio. Gosto de conhecer os lugares em baixas temporadas. E bota baixa, parecia que não tinha mais ninguém por lá. O que eu adoro. Mas não é por mal, não, gente. É que ver pessoas jogando lixo no chão acaba com o meu dia. Fotografar as casas antigas com um caminhonetão estacionado em frente me deixa de mau humor. O pessoal que fica duas horas fotografando em frente a um monumento até o último fio de cabelo sair alinhado na foto, sem considerar que tem mais gente nesse mundo, também pode acabar com o clima de férias. Então, chegar em Ribeirão da Ilha e reparar que só tinha nós por ali foi uma sensação das boas. Como fica de frente para a baía sul, as ondas são pequenas e calmas. Oferecem aquele barulho de água quase como o das fontes que muita gente tem em casa para criar um clima de relaxamento e paz. Imagina um carro estacionado bem ali com o som alto, estourando as caixas? Se você também desmaiaria só de pensar em não poder ouvir o som do relaxamento e da paz, minha dica é: vá em maio.

     

    Além da tranquilidade, Ribeirão da Ilha tem não somente a beleza natural mas, também, aquela construída, que enche os olhos, pelo menos de gente como eu, que gosta de admirar as construções antigas, os detalhes da arquitetura açoriana e histórica. Dizem que foi em Ribeirão que os primeiros portugueses que chegaram à ilha de Floripa desembarcaram, em 1506. Um lugar com muita história pra contar, além da produção das melhores ostras – dizem os especialistas.

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    Santo Antônio de Lisboa | Floripa

    Dá pra acreditar que a história desse lugar começou em 1698? Se não, antes. Eu quero resgatar e registrar aqui na Casa Baunilha alguns lugares praianos que visitei em maio de 2018 em Florianópolis, já que é tempo de caloria, como diria minha vó, ou, pra quem não entendeu, é tempo de verão. Embora eu recomende muito visitar esses lugares em baixa temporada. Quer dizer, isso é muito relativo. Tem gente que gosta de agito, de gente. Muita gente. Eu adoro olhar para as estreitas e pacatas ruas de Santo Antônio de Lisboa e ver isso: ninguém. Adoro a paz, a tranquilidade, o barulho suave das pequenas ondas de baía que chegam na beira da praia.

     

    Acredito que não é novidade, pra muita gente, que as praias de Floripa são muito bonitas. Mas depois que as conhecemos, assim como qualquer outra beira de praia, não há mais o que decifrar por ali. Digo, turisticamente falando. Temos água à frente, cidade atrás, às vezes morros nas laterais. A configuração da beira mar se resolve em poucos instantes no seu entendimento consciente. Por isso eu fazia questão de conhecer e gastar meu tempo muito mais em lugares como Santo Antônio de Lisboa – e também Ribeirão da Ilha –, históricos e ricos em arquitetura e arte, do que nas praias mais populares.

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    Pôr do sol no Forte de São José | Floripa

     

    Este pôr do sol foi uma surpresa, o que soa até engraçado porque ele acontece todos os dias, quando há sol. Mas neste dia (de maio de 2018) já tínhamos ido a Santo Antônio de Lisboa, à praia Daniela e também nas duas Jurerês. Não achei que ainda daria tempo de conhecer a Fortaleza de São José da Ponta Grossa e acabou dando certo, bem no horário do sol se pôr. E que presente! Lugar bom para ver pôr do sol é o que tem de sobra em Florianópolis. Inclusive, Santo Antônio de Lisboa integra a chamada Rota do Pôr do Sol, no noroeste da ilha. Mas se eu pudesse indicar um lugar bem especial para assistir ao espetáculo da natureza, a Fortaleza de São José da Ponta Grossa é mais do que adequada. Além de ser um lugar diferenciado por oferecer um atrativo histórico, fica em um terreno elevado, o que nos proporciona uma vista incrível da Baía Norte da ilha.

     

    A Fortaleza data do ano distante de 1740. Foi projetada pelo engenheiro militar Brigadeiro José da Silva, respeitando as irregularidades da topografia do local. É Patrimônio Histórico Nacional.

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    A Figueira de 150 anos de Floripa

     

    Quando soube que na Praça XV de Novembro, no centro de Florianópolis, morava uma figueira muito, mas muito antiga, óbvio que fui visitá-la na minha passagem pela ilha em maio do ano passado. Agora que estamos no auge do verão, quero retomar alguns lugares praianos especiais que visitei por último e que merecem um destaque, uma lembrança e, quem sabe, uma indicação para você também conhecer e aproveitar.

    Ao pé da figueira, uma placa de agosto de 1976 diz assim: Muito tem sido decantada, em prosa e verso, a nossa tradicional figueira da praça “15 de novembro”, este majestoso pálio verdejante, cuja exuberante copa lhe dá cada vez mais graça e beleza, tornando-a sempre altaneira e esplêndida! Foi numa manhã de verão, cheia de sol e vida, do mês de fevereiro do ano de 1891, que a jovem figueira, contando, talvez, seus vinte anos, foi retirada do Jardim da Matriz, e aqui carinhosamente replantada.

    Ora, fazendo as contas, acrescentando os 20 anos à data do replantio, ela tem, hoje, 148 anos. Quase 150!

     

    Não é das árvores mais incríveis que podem existir? Olha toda essa longitude!

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    Um post sobre segurança ou, pelo menos, sobre a “sensação de”

     

    Faz alguns posts que venho compartilhando por onde andei em Florianópolis em maio deste ano. Foi uma viagem que eu costumo chamar de viagem de reconhecimento de território. E como em qualquer viagem, há sempre aquele momento que nos leva para além das belas paisagens e outras concretudes da cidade. O momento do choque de realidades.

    Quando meu marido e eu viajamos a gente sempre programa um dia, ou pelo menos um período, para fazermos uma caminhada em uma região específica, que seria o que nós faríamos na nossa cidade, sem nos preocuparmos com lugares para ver e conhecer, nada disso. Só para sentirmos como é estar ali, como seria pertencer àquele lugar. Uma coisa de feeling mesmo. Então, em Floripa, depois de conhecermos, no lado continental, a Praça de Coqueiros, o Salão de Festa das Bruxas de Itaguaçu e a Via Gastronômica de Coqueiros, estacionamos o carro pouco depois de passarmos por baixo da Ponte Hercílio Luz, ainda em restauro, e seguimos caminhando pela Av. Beira-Mar Continental. A minha intenção nem era ficar registrando, mas o desenrolar da coisa me surpreendeu tanto que não resisti.

    A sensação de segurança era muito forte. Na medida em que avançávamos, escurecia ainda mais – era fim de tarde e, ainda por cima, estava nublado – e mais gente surgia para caminhar e fazer atividade física. Famílias, casais, crianças, meninas andando de patins e sozinhas, pessoas com seus cachorros. Para mim, que vivo em Porto Alegre, onde todo mundo entra em cárcere privado depois das sete horas da noite, o que se mostrava diante dos meus olhos era algo inacreditável. Sobretudo porque no início fiquei um pouco receosa. Aquela área, por incrível que pareça, não tem muitos bares e restaurantes, ou outros estabelecimentos que pudessem estar abertos, que é o que a gente acha que vai encontrar quando se está numa orla, ainda mais em Florianópolis. Se trata de uma área mais residencial e já estava tudo fechado naquele horário, que flertava com as sete horas da noite.

    Ao final da pista para caminhada, há aquelas ilhas para exercício, as academias ao ar livre, junto a um parquinho onde muitas crianças aproveitavam. Era domingo e, quanto mais