• Curitiba,  Paraná,  Por aí

    O décor do Botanique de Curitiba | PR

    Faz dois posts que eu venho compartilhando o meu roteiro turístico na cidade de Curitiba (clique aqui para o dia 1 e aqui para o dia 2). Mas agora, neste post, vamos ao que interessa: DECORAÇÃO.

    O que me atraiu no Botanique Bar Café Plantas foi a decoração. O estilo é bem o que eu gosto, uma mistura de itens vintages e elementos modernos com o verde e o frescor das plantas. O que eu ainda não sei fazer é combinar cores nas paredes tão bem assim. Como vocês poderão conferir, tem muitas tonalidades nas paredes e tudo parece que orna.

    As prateleiras do bar unem canos metálicos bem grossos com a textura da madeira. E por aqui já podemos visualizar três tonalidades quentes entre rosa, coral e cereja. O balcão com padrão de pedra e as frutas expostas trouxeram um arzinho de frescor, criando uma área fria, digamos assim, produzindo um contraponto às cores das paredes. Adorei a luminária. Aliás, a iluminação nesta parte da casa segue um padrão em metais dourados, mas em formatos variados.

  • antes e depois,  banheiro / lavabo,  DECORAÇÃO,  Decorar,  Reformar

    Antes e depois: meu banheiro reformado

    Meu banheiro, depois de anos de infiltração – somando os que eu aluguei o apê e mais alguns como proprietária – não pode escapar de uma reforma total. Eu sou muito a favor das obras limpas (conceito que estou aplicando na minha cozinha), que reaproveitam os materiais e quebram menos possível ou nada. Mas o meu querido aqui estava literalmente caindo aos pedaços, principalmente na parte do box. Os azulejos, estufados em ângulos de quase 45 graus, podiam cair a qualquer momento. E os dois ambientes que dividem as paredes com ele sofriam com as infiltrações e o mofo.

     

     

    Antes de qualquer coisa, preciso dizer que eu tinha uma ideia visual para o banheiro que acabou não acontecendo. Então ele ficou assim, como estamos vendo mas que, de qualquer forma, gostei do resultado também. Eu explico. Eu queria um banheiro super urbano, com cara de ambiente reaproveitado e com mix de texturas. Imaginem, no lugar dos azulejos verdes, textura de cimento queimado, bem manchado, tipo um viaduto mesmo. Era essa a minha ideia inicial: de um lado, porcelanato que imitasse pedra (pois verba para pedra de verdade não trabalhamos) e, do outro, na parte das louças e do espelho, a textura de cimento, bem manchado.

    Acontece que o pedreiro que contratamos não apareceu no dia combinado porque tinha pego uma outra obra. E depois disso, conforme eu falava com outros profissionais eles me desencorajavam ou diziam que pela umidade do banheiro não seria o ideal, ou eu mesma não levava fé que fariam direito. Algo que parece ser tão simples, um concreto aparente, sem a parte de assentar os azulejos. Bom, quem nunca teve que partir para o plano B ou até outras letras seguintes do alfabeto em se tratando de obra, não é mesmo? Eu comprei o material para a reforma em 2015

  • Por aí,  Rio de Janeiro

    O décor da Confeitaria Colombo: um caso de amor antigo

     

    Todo mundo tem um lugar que admira e adora mesmo sem nunca ter ido. Pois umas das confeitarias mais tradicionais e deslumbrantes do Brasil era um dos meus. Na verdade, ela continua sendo, mesmo depois de encontrar pessoalmente essa velha amiga que conheci pela internet. Bom, um espaço que une gostosuras pra comer a uma decoração histórica de encher os olhos, que acelera o coração e lota o cartão de memória da minha máquina só pode ser um dos mais queridos, mesmo.

     

     

    Pelo que li por aí, a Confeitaria Colombo foi fundada em 1894 por imigrantes portugueses e recebeu este nome para homenagear o grande navegador Cristóvão Colombo. Isso explica alguns detalhes do interior da confeitaria, como pinturas em painéis, desenhos em vitrais e convites com ilustrações de caravelas e navegações. Decorada em estilo art nouveau, a confeitaria é a prova viva do que foi a belle époque carioca

  • antes e depois,  Espelho Meu,  Guarda-roupa,  Vida e Carreira

    Antes e depois: casaco oitentinha revisitado

     

    Os anos oitenta foram um período nonsense em termos de vestimenta. É só observar os botões que eram encapados com o mesmo tecido da roupa ou no mesmo tom. O que era isso? A época do combinandinho.

    O que eu quero com este post, além de dizer que adoro os anos 80, pois nasci no meio deles e usei muita coisa que hoje rende muitos apelidos, é reforçar a ideia de que basta uma modificaçãozinha numa roupa pra gente voltar a gostar dela novamente. Isso implica em menos compra, o que joga menos poluentes na natureza (a indústria da moda é a segunda que mais polui, vejam clicando aqui), o que faz você economizar o seu suado dinheirinho, o que faz você vestir um casaco com cara vintage mas com um visual atualizado, o que não te deixa com jeito de esforçado para parecer algo pois ele parece seu desde sempre. E tudo isso faz de você uma pessoa super cool. Adoro roupa vintage, adoro brechó, adoro não parecer um cabide de loja.

    Para transformar o casaco, eu me inspirei nos trench coats que muito circulam por aí em cores “begesadas” e com aqueles botões pretos graúdos. Os botões pretos graúdos foram os responsáveis por ressuscitar o casaco

  • DECORAÇÃO,  Decorar,  Ideias mil,  Por aí,  Rio de Janeiro

    Alguma coisa acontece com as luminárias dos bares do Rio

    Foto de Shoptime

     

    Uma pesquisa realizada por mim com aproximadamente 20 estabelecimentos concluiu que 99,9% dos bares do Rio de Janeiro são iluminados com as cúpulas chamadas “escadinha”.

    A minha pesquisa falhou em não fotografar os participantes da amostra, o que já está na minha lista para uma próxima ida ao Rio.

    Tá, pra não dizer que não tirei uma foto sequer, aqui tem uma de um restaurante na Lapa, em que as cúpulas escadinha são usadas de acordo com a decoração do ambiente. O restaurante tem esse estilo destroyed e vejam acima do bar a grande placa de textura enferrujada. Essa mesma textura se repete nos acabamentos dos pendentes das luminárias. O teto arrebatou meu coração com a madeira reutilizada, de réguas desencontradas e respeitando a cor antiga. 

  • Crônicas,  Vida e Carreira

    Contos de horror, belas ilustrações e muitos sentimentos

     

    Quando criança e, como podem ver, até os dias de hoje, eu tinha este livro, Os mais belos contos de fadas recontados por Lornie Leete-Hodge e ilustrados pela premiadíssima Beverlie Manson, de 1981 – sendo o primeiro de 1978. O que me encantou desde o começo foram as formas dos personagens. Eu era fascinada por aqueles seres diferentes de qualquer coisa que eu já tinha visto na minha vidinha. Eu já sabia das histórias, já haviam me contado, e mesmo quando aprendi a ler não me interessava o que diziam. Toda vez que eu abria o livro era pra me perder naquele primor gráfico, naquelas formas estranhas e, ao mesmo tempo, sedutoras.

    Estranhas, sedutoras e algumas também horripilantes. Com meus dedinhos, eu abria o livro bem pouquinho, de forma que segurasse a maior parte das páginas juntas, começando a folhear pelo fim porque era lá que morava o ser mais pavoroso já criado. Eu tinha verdadeiro horror àquele gigante da história do João e o Pé de Feijão.

    Eu nunca ia até aquela página quando abria o livro. Nem que me pagassem com um balde recheado de Playmobil – que nunca tive, brincava com os dos meus primos. Mas sempre chegava o dia em que eu dedicava um tempo especialmente ao ato de espiar a criatura horrorosa, levantando bem pouquinho as páginas, a fim de

  • Por aí,  Rio de Janeiro

    Nozes de cima a baixo na Confeitaria Colombo do Forte de Copacabana

    Eis o post que eu falei que existiria um dia. Lembram que eu disse que indicaria um doce para saborear na Confeitaria Colombo do Forte de Copacabana?

    Então, era pouco antes da hora do almoço e nós ainda visitando o forte. Passando pela Confeitaria Colombo que fica ali mesmo, pensei: como ir embora sem comer um docinho?

     

     

    Escolhi esta muralha de nozes, na verdade, Tartelette de Nozes. Digo muralha porque era tanta noz que eu fiquei alimentada até o dia seguinte. Fui almoçar depois sem a menor fome. Na foto do doce cortado vocês vão entender. Pra quem é fã de noz, é um prato cheio, bem cheio mesmo. Pedimos também a cheesecake com goiabada. Boa, mas nada extraordinária. A estrela desse post é a Tartelette de Nozes.

    Mas Juci, porque tanto auê por causa de um doce? Meus amigos, se tem uma coisa certa nesta vida é que os doces sempre nos logram. Sempre vem mais massa que recheio, sempre vem mais creminho de maiseninha que os pedaços das coisas que dão nome ao doce, sempre vem mais gelatina

  • Por aí,  Rio de Janeiro

    Art Nouveau e belas paisagens ou sobre como vivia o povo do Forte de Copacabana

    Nunca que eu ia imaginar que conhecer o Forte de Copacabana significaria a retomada dos meus conhecimentos de design em relação a detalhes tão delicados de decoração. E, na verdade, não achei que o conheceria na minha primeira viagem ao Rio pois ele não estava na minha lista. Deixamos o último dia para caminharmos pelas ruas e praias e fazer o que quiséssemos na hora. Era quarta-feira, estava tão tranquilo próximo ao forte que resolvemos conhecer. Adoro esses programas espontâneos que, no final, se mostram um verdadeiro acerto.

     

     

     

    Vem comigo nesse passeio cheio de antiguidades, resquícios de movimentos artísticos mundiais e referências de decoração. 

  • Por aí,  Rio de Janeiro

    Feira do Rio Antigo ou Feira do Lavradio – Um desejo realizado

    Eu pesquisei muito sobre o Rio de Janeiro antes de conhecê-lo. Principalmente em se tratando de decoração, usados, antiquários, feiras ao ar livre, onde eu pudesse encontrar souvenirs interessantes e também… gente, muvuca. A Feira do Lavradio, também carinhosamente chamada de Feira do Rio Antigo, se tornou uma experiência pra se viver na minha lista de coisas do que fazer no Rio. E parecia que era pra ser mesmo, porque a feira acontece no primeiro sábado do mês, e eis que eu estava lá no primeiro sábado de maio.

     

     

    Superou tudo que eu tinha imaginado. A feira é tudo o que uma feira tem que ser, e é ainda melhor. Movimentada mas não a ponto de você não conseguir se locomover. Produtos maravilhosos, tanto da parte de artesanato – produtos novos – quanto dos itens de brechó e antiquário. Aliás, a Rua do Lavradio é uma rua de antiquários. Eles se misturam às barracas da feira. Estas, uma charme só, todas iguais, com um toldo em padrão estampado de listras vermelhas e brancas. Adorei. Mas continuando sobre o que a feira tem de bom, eu ainda destacaria as pessoas. Gente interessante e alegre. Deve ser por causa da música que fica tocando. A feira tem trilha, então todo mundo fica envolvido no clima de corpo e espírito. Samba, música brasileira. Imagina começar o sábado assim.

    Deixo aqui alguns dos meus registros sobre esse item que eu tive o enorme prazer em riscar da minha lista.

  • Morro Reuter,  Por aí,  Rio Grande do Sul,  Serra Gaúcha

    Alles Antiquário em Morro Reuter | RS

     

    Uma das coisas que eu adoro na serra gaúcha são os antiquários de beira de estrada. Não tem emoção que se iguale a de estar passando e, de repente, ver surgir um antiquário – pelo menos pra quem adora velharia e decoração como eu.

    Só que mais interessante do que os móveis e os objetos em si é a composição deles no espaço, em como eles estão arranjados em conjunto. O que é um prato cheio pra quem adora fotografar.

    O último antiquário que encontrei foi o Alles, que fica em Morro Reuter. E pelo que vi