• Dois Irmãos,  Morro Reuter,  Por aí,  Rio Grande do Sul,  Santa Maria do Herval,  Serra Gaúcha

    Bate-volta serra gaúcha #2: buffet Schuh, Balneário Amizade e mais

     

    Este bate-volta eu fiz no final de 2018, em um sábado, e faço questão de compartilhar na série Bate-Volta Serra Gaúcha para mostrar como é possível fazer um bocado de coisas em um dia, em cidades próximas, claro. Neste caso: Morro Reuter, Santa Maria do Herval, rota da VRS 873 e Dois Irmãos. Alguns lugares eu já conhecia, outros eu acabei descobrindo e para onde possivelmente voltarei para aproveitar mais. O roteiro geralmente começa com algum lugar já conhecido, como a Feira do Produtor Rural, e no restante do tempo andamos pelas ruas e cidades desconhecidas, descobrindo novos destinos.

  • Ivoti,  Por aí,  Rio Grande do Sul,  Serra Gaúcha

    Um passeio pelo Conjunto Histórico Feitoria Nova em Ivoti | RS

     

    Num dia de forte nevoeiro na estrada da serra gaúcha, na BR 116, desisti de chegar ao meu destino (mais no alto) por questões de segurança e aproveitei para conhecer Ivoti, mais ao pé da serra – confira mais sobre este dia clicando aqui. E foi uma surpresa mais do que especial descobrir um tour histórico por um bairro da cidade chamado Feitoria Nova, que fica na parte baixa da cidade, à beira de um rio e que resgata a história de imigrantes alemães que com muita coragem e esperança trabalharam duro para sobreviver e prosperar por ali, quando o que havia era nada, somente mato. O tour guiado é maravilhoso, recomendo, pois há muito para saber sobre a história que, na verdade, é a história de muitos de nós.

     

  • Dois Irmãos,  Morro Reuter,  Por aí,  Rio Grande do Sul,  Serra Gaúcha

    Bate-volta serra gaúcha #1: orgânicos da Helga, Xis do Isa e Chocolates Plátanos

     

    Para quem mora em Porto Alegre, fazer um bate-volta na serra gaúcha pode ser uma opção de passeio quando a vontade de sentir novos ares fica mais forte que a gente. E quando eu digo serra gaúcha você precisa abrir a cabeça e se libertar da dobradinha Gramado-Canela, até porque, a viagem ficaria mais longa e mais cara. As cidades mais ao pé da serra, como Dois Irmãos e Morro Reuter – assim como tantas outras, como Ivoti – ficam perto da capital. Bom, elas ficam perto quando você está muito a fim de fazer um programa diferente. E elas podem ficar muito longe caso você tenha de ir por obrigação, ainda mais no horário do rush da região metropolitana. Depende do contexto. Bom, o contexto que me dá prazer é, sem compromisso, acordar no sábado, ir até Morro Reuter para comprar alguns produtos orgânicos na banca da Helga e, depois, almoçar em algum lugar que ainda não conheço. Assim, devagar e sempre, eu vou descobrindo esse pedaço do Rio Grande.

  • Morro Reuter,  Por aí,  Rio Grande do Sul,  Serra Gaúcha

    16 motivos para você conhecer Morro Reuter | RS

     

    Eu já comentei algumas vezes que adoro sair sem rumo pela serra gaúcha, entrar em cidades em que eu nunca fui e conferir o que elas reservam. Foi assim com Morro Reuter e, desde então, é uma das cidades da serra gaúcha pelas quais eu tenho o maior carinho. Embora uma cidade relativamente pequena, ela foi se revelando aos poucos. A cada visita eu descobria um lugar, uma celebração e até melhorias na cidade. Porque se tem algo que admiro em Morro Reuter é o senso de comunidade que existe nos seus habitantes, preocupados com espaços limpos, agradáveis e bonitos. Morro Reuter é bonita. Então, esta é a minha seleção de 16 motivos (e contando) para você passear por ela também.

     

    1. L A V A N D A

    Alguns produtores experimentaram plantar a lavanda e ela respondeu muito bem ao clima e ao solo, se tornando uma alternativa de cultivo. Logo, a cor lilás tomou conta da cidade. Em todo o canto, desde o pórtico até as calçadas, há um canteiro de lavandas. Em 2017 eu conversei com o pessoal do turismo que contou que o campo de lavanda que muitas pessoas procuravam, na verdade, era uma plantação privada, que lá pelas tantas tinha de ser colhida. Então, como as pessoas manifestaram interesse, o município iria providenciar uma plantação exclusiva para visitação, que talvez ficasse disponível em 2018. Mas não fiquei sabendo de nada durante o ano passado. Estou no aguardo. Por enquanto, os visitantes podem admirar a lavanda no pequeno terreno que fica logo atrás do pórtico, à direita, quando entramos na cidade. Quando florido, rende boas fotos.

    Não há como não visualizar a entrada da cidade na BR 116. O pórtico é pintado com a cor luminosa da flor.

  • Morro Reuter,  Por aí,  Rio Grande do Sul,  Serra Gaúcha

    O antigo Armazém Klauck em Morro Reuter | RS

     

    Eu não sei vocês mas, pra mim, quanto mais tinta descascada, madeira antiga e história pra contar uma construção tem, melhor. Com um cusco querido no pátio, então, está completo o cenário. O Armazém Klauck chama a atenção de quem passa na paisagem da beira da BR 116, tanto para quem sobe a serra gaúcha quanto para quem volta dela. Fica bem numa curva e é o tipo de construção que captura a minha atenção mesmo sem eu saber do que se trata. Quando eu me aproximei da fachada, fotografando, o Roberto apareceu e disse que era 50 centavos cada foto. Ao que respondi que ele ficaria rico. É com esse bom humor e simpatia que ele recebe os visitantes e clientes, mantendo viva a memória do espaço deixado pelo pai.

     

    A construção, de 1920, sempre esteve ativa como armazém. Há grandes armários e balcões, todos originais, onde há muitos produtos à venda, de todo tipo. O espaço é bastante comprido e o Roberto conta que a viga de madeira que sustenta o teto é uma peça única, sem emendas.

  • Morro Reuter,  Por aí,  Serra Gaúcha

    A fortaleza de cores de Flávio Scholles

     

    Tive muita sorte neste último sábado pois o artista Flávio Scholles estava em seu arteliê, como costuma chamar a sua galeria. Enquanto admirávamos seus quadros espalhados pelas quatro pontas da construção, acompanhados pela guia, ouvíamos sua voz vinda do segundo piso. De repente, ele surge, vestindo sua capa e seu chapéu clássicos. A simpatia em pessoa, já perguntando se éramos da área das artes, ao que respondi que passava um pouco perto, era diretora de arte publicitária, e foi assim que ele contou da sua breve atuação em uma agência de publicidade em São Paulo, como ilustrador. “Naquela época eu ainda não era artista” ele conta. Falou dos ateliês que já teve em outros países e que só no ano passado pintou 300 quadros, ou seja, quase um por dia. Há 8 mil deles colorindo paredes mundo afora e, somente ali na galeria, 2 mil, entre outros produtos como canecas e almofadas.

    O Flávio nasceu por ali mesmo, em São José do Herval, e no seu livro ele conta que realizou um sonho estabelecendo seu ateliê-galeria na região, no topo de um elevado, há 11 anos já, de onde se pode avistar Porto Alegre e Caxias do Sul. Em suas obras, Flávio sempre retratou o Rio Grande do Sul, suas paisagens e sua gente, em especial os imigrantes colonos, desde sua vinda para o Brasil, semeando e colhendo nas lavouras, até o êxodo para trabalharem nas indústrias. Entre uma pincelada e outra, há sempre espaço para questionamentos sobre o mundo moderno.

     

    O céu é quase um personagem em suas obras, sempre cúmplice dos colonos na lida da lavoura, aquelas figuras pequenas na base dos quadros, como podemos observar

  • Dois Irmãos,  Gramado,  Por aí,  Serra Gaúcha

    Serra Gaúcha: nevoeiro nas estradas. Como lidar?

     

    Você está subindo a serra gaúcha com o objetivo de conhecer Gramado, Canela e tudo que os altos campos de cima da serra têm a oferecer. Só que quando começa a subir mesmo, um nevoeiro, uma espécie de cerração, te impede de enxergar a um palmo diante do nariz. É o que acontece, e muito, na região, principalmente nesta época do ano.

    Não bastasse o nevoeiro, as estradas que te levam morro acima são de mão dupla, com curvas sinuosas, estreitas, com trechos beirando os barrancos e tráfego até de carretas, sem mencionar os motoristas altamente confiantes, que descem lomba abaixo em velocidades inacreditáveis.

    A melhor coisa que você pode fazer por você, pela sua família e pelas pessoas ao redor é dar um tempo. Volte uma casa no jogo da vida e você estará colocando a segurança para vencer. Mas nem por isso sua viagem ficará menos interessante. Aqui vão algumas opções do que fazer para não perder tempo e aproveitar do mesmo jeito o período da nuvem branca, com dicas em duas cidades: Ivoti e Dois Irmãos.

    Geralmente, para quem sobe pela BR 116, a névoa começa a ficar mais densa na altura do município de Morro Reuter. Então, volte um pouco no mapa (ilustrado ao final do post).

     

    > IVOTI

    Não faltam espaços que tentam te conquistar, e conseguem com sucesso, nesta cidade que é pura história, também conhecida como a Cidade das Flores.

     

    Faça um tour histórico guiado – na parte baixa da cidade

     

    Gente, vale muito a pena, não demora nadinha e você ainda vai chegar em Gramado sabendo tudo: da arquitetura das casas alemãs ao modo de vida dos imigrantes. Vá até o Bairro Feitoria Nova e solicite uma visita guiada no setor de

  • Morro Reuter,  Por aí,  Rio Grande do Sul,  Serra Gaúcha

    O planeta singular da Anelise Bredow

    A Anelise Bredow é uma dos vários artistas que se estabeleceram na cidade de Morro Reuter, na serra gaúcha, e que integra o Caminho das Artes da região, com vários ateliês que podem e devem ser visitados. Em breve, farei um guia do que fazer na cidade pois não é pouca coisa, não.

     

     

    As peças da Anelise carregam um estilo bem próprio. Singular é a palavra. Quando criança, Anelise era fascinada pelas pequenas pecinhas que existiam dentro dos aparelhos de rádio e TV que o pai consertava. Tinham formas estranhas e eram coloridas. A partir daí, um mundo de experimentações se abriu diante dela e então surgiu essa linguagem interessante com seres de formas e cores bem características de sua assinatura.

     

    Adoro os enfeites com palavras. Perfeitos para pendurar no puxador do guarda-roupa, na fechadura da porta e como presentes também. 

  • Morro Reuter,  Por aí,  Rio Grande do Sul,  Serra Gaúcha

    O mundo encantado da Claudia Sperb

    “Se viver é dor, eu quero o meu troco em poesia.” Foi parafraseando o cantor Itamar Assumpção que a Claudia começou a conversa com nosso grupo de visitantes em seu atelier e, então, naquele momento, eu não queria saber de mais nada. Nem de fazer a atividade com os mosaicos que ela tinha proposto. Eu queria era passar o dia ouvindo ela falar.

     

     

    A Claudia Sperb é um tipo de artista que ela própria é a obra em si. Ela é uma poesia ambulante. É puro coração. E essa poesia e esse coração parece que explodiram na casa-parque-instalação-atelier dela. O lugar é lindo, o verdadeiro país das maravilhas. Fica em uma área de mata atlântica onde podemos ver macacos saltando entre as copas das árvores, enquanto a Claudia olha e diz: Não é melhor eles assim? Livres?

    Passeando pelo parque, a gente enxerga a Claudia em tudo. No lúdico, nas brincadeiras, no feminino, na força que é esta mulher enquanto criadora e guardiã de tudo aquilo e, ao mesmo tempo, nos gestos delicados e na sensibilidade para as questões da vida. Os mosaicos, tão naturais no nosso dia a dia que nem notamos. Como nosso sorriso, um conjunto de várias pecinhas, ou mesmo o teclado em que digito este texto, um mosaico de teclas, ou até mesmo nosso mural virtual de fotos nas redes sociais, aquele mosaico sem fim. As várias pessoas da nossa vida formam um mosaico. Na infância mesmo, quantas brincadeiras envolvendo mosaicos, o próprio Lego ou aquelas pecinhas em madeira com telhados vermelhos, para construirmos cidades inteiras. A própria ideia que ela propôs ao nosso grupo, de criarmos peças para um grande mosaico, em que muitas mãos já são um mosaico de colaboração em si. Mosaicos são o coletivo, o junto, o de pouco em pouco. São a vida.

    E as serpentes são um capítulo à parte na história da sensibilidade da Claudia. Quando criança, perguntou à avó o que eram as flores.

  • Farroupilha,  Por aí,  Rio Grande do Sul,  Serra Gaúcha

    Parque do Salto Ventoso em Farroupilha – As ruínas e os pets

     

    No primeiro post sobre o Parque do Salto Ventoso eu mostrei a cachoeira e outras belezas naturais encontradas por lá – cactos ♥. Se você ainda não leu, clique aqui para conferir, porque hoje eu quero mostrar os registros que fiz das ruínas de uma casa construída nos anos 50 por uma família chamada Aguiar, que ficam ali mesmo, no parque.

    Parece que ela tinha cinco quartos e dois salões de festa, um deles com cozinha e banheiro próprios. Adorei o jeito que a natureza decorou o que sobrou de, suspeito eu, um banheiro, emoldurando a parede de azulejos azuis com espécies de samambaias e eras.

     

     

    A casa foi construída numa área que já foi a maior sesmaria do Rio Grande do Sul, por volta de 1885. Sesmaria era a área não ocupada, por vezes até abandonada, que era repassada do Império para os colonizadores. Um hábito trazido de Portugal para facilitar a “domesticação” de um território tão gigantesco como o do Brasil. A área também já pertenceu a um vice cônsul da França no Rio de Janeiro.

    Bom, independente de quem tenha morado ou a quem tenha pertencido,