• RECEITAS

    Chimia de banana

     

    Aqui no Sul nós temos as chimias, uma preparação trazida pelos imigrantes alemães para ser passada sobre pães e outros alimentos. Geralmente são doces, feitas com frutas e até algumas leguminosas, como a abóbora. Acho que se fosse para fazer uma comparação com a geléia, a chimia não leva aqueles espessantes e nem tem gosto muito doce. A base é feita, praticamente, com a fruta. A chimia fica mais espessa, enquanto a geléia se caracteriza por uma textura mais líquida, com uma calda extremamente doce. Eu prefiro as chimias. Esta receita, em especial, porque pode ser feita com açúcar mascavo, o que deixa tudo um pouco mais no nível do saudável.

     

    I N G R E D I E N T E S

    • 5 bananas maduras esmagadas
    • 1/2 xícara de açúcar mascavo
    • 1 canela em pau
    • 2 cravos
  • Por aí,  Porto Alegre,  Rio Grande do Sul

    O Mercado Público de Porto Alegre

    Já comentei aqui no blog que gosto de começar um roteiro por uma cidade, quando estou viajando, pelo seu mercado público, também chamado de mercado municipal em algumas localidades. Pois eu estava começando a me envergonhar de não ter uma postagem dedicada ao mais incrível dos mercados, o meu preferido, que é o Mercado Público de Porto Alegre, minha cidade. Eu não sei explicar por que acho ele tão sensacional. Talvez sua configuração, com um vão em forma de cruz, que faz a gente circular de forma mais prática entre as bancas. Talvez seja o fato de, em qualquer dia, a qualquer hora, ter sempre um povaréu. Calma, não a ponto de não conseguirmos nos mexer e não aproveitar o espaço como deveria, mas num nível mesa-de-família-italiana, capisce? Em janeiro e fevereiro, períodos de praia e carnaval, até que ele respira um pouco melhor. Mas em noventa por cento do tempo, suas veias bombeiam mais gente que uma ala de escola de samba. Isso é tão bonito e é exatamente o que faz do mercado público um mercado público: sua gente. Centenas de braços levantados sobre balcões por minuto. Sacolas e pacotes pra lá e pra cá. Pesagens mil em balanças digitais. Fichas e mais fichas aguardando atendimento. Relógios que não marcam a hora certa. Até o que já não funciona no Mercado faz parte de sua personalidade. Neste post, convido você a fazer um passeio por ele que completou, em 2018, 150 anos, e que há mais de 5 espera ter a saúde devidamente restaurada após um triste incêndio – o 4.º de sua história, fora as enchentes.

  • DECORAÇÃO,  DIY

    DIY: Tiara de estrelas para o carnaval

    Minha irmã, Cíntia, pediu ajuda para fazer a fantasia de carnaval. As amigas combinaram de se fantasiar de astros luminosos como o sol e as estrelas. Encontramos todos os materiais para o adereço de cabeça no centro de Porto Alegre, inclusive o tecido para a roupa. Minha irmã se dizia sem aptidão para trabalhos manuais. Mas fui deixando ela fazer a maior parte do trabalho e ver que conseguia sim. Qualquer pessoa, com muito querer e dedicação, consegue. Por várias vezes, e já era de se esperar, ela comentou que devia ter comprado pronta. Naqueles momentos em que queimamos as pontas dos dedos com a cola-quente, ou que a purpurina não está fixando, é sempre momento de desejar nunca ter começado um trabalho de faça você mesmo. Mas na real, na real mesmo, quatro coisas: 1) geralmente, o que queremos não existe pronto no mercado; 2) se existe, não é tão maravilhoso quanto o que podemos fazer; 3) usar algo que a gente mesmo fez não tem preço; 4) se ela tivesse comprado pronto, não teríamos tido um dia divertido juntas.

  • DECORAÇÃO,  Reformar

    Reforma da cozinha | Prateleiras de pínus

    Eu ainda vou compartilhar todo o processo de reforma da minha cozinha, como a pintura dos azulejos e o balcão sob medida. Mas como as prateleiras ficaram prontas, achei que já podia compartilhar essa transformação que tanto mudou a cara da minha cozinha e até o meu comportamento, me ajudando a ser mais organizada, mesmo que a reforma ainda não tenha terminado.

     

    Eu já tinha feito um test drive com prateleiras antes destas definitivas. Porque se tem uma coisa que morar em um apê pequeno me ensinou é que quanto mais espaço temos, mais acumulamos objetos. E quando escondidos em armários, nem lembramos que existem. Então eliminei o armário aéreo que existia e instalei prateleiras para que utensílios e mantimentos fossem visualizados.

  • RECEITAS

    Carne de panela em 20 minutos: marmita para a semana inteira

     

    Meu amigos e minhas amigas, vou falar sério agora com uma urgência que acho que nunca falei aqui no blog. Esta receita possibilita que a gente se programe para comer comida de verdade durante a semana inteira. Comida de verdade é aquela que a gente mesmo prepara com os alimentos que saem da natureza e que são pouco processados até chegarem na nossa casa.

    Se você tirar o final de domingo, ou mesmo o almoço de domingo para fazer esta panelada, você terá marmita para o resto da semana – até fotografei a receita numa marmita mesmo para mostrar que vale a pena sair para trabalhar com a consciência tranquila e nutrida. E ainda, de bônus, ao final desta postagem, vou sugerir outras receitas para fazermos a partir desta, pois todos os ingredientes já estarão cozidos, então fica tudo muito-muito-muito fácil. É pra facilitar, de verdade, a rotina.

  • Florianópolis,  Por aí,  Santa Catarina

    Santo Antônio de Lisboa | Floripa

    Dá pra acreditar que a história desse lugar começou em 1698? Se não, antes. Eu quero resgatar e registrar aqui na Casa Baunilha alguns lugares praianos que visitei em maio de 2018 em Florianópolis, já que é tempo de caloria, como diria minha vó, ou, pra quem não entendeu, é tempo de verão. Embora eu recomende muito visitar esses lugares em baixa temporada. Quer dizer, isso é muito relativo. Tem gente que gosta de agito, de gente. Muita gente. Eu adoro olhar para as estreitas e pacatas ruas de Santo Antônio de Lisboa e ver isso: ninguém. Adoro a paz, a tranquilidade, o barulho suave das pequenas ondas de baía que chegam na beira da praia.

     

    Acredito que não é novidade, pra muita gente, que as praias de Floripa são muito bonitas. Mas depois que as conhecemos, assim como qualquer outra beira de praia, não há mais o que decifrar por ali. Digo, turisticamente falando. Temos água à frente, cidade atrás, às vezes morros nas laterais. A configuração da beira mar se resolve em poucos instantes no seu entendimento consciente. Por isso eu fazia questão de conhecer e gastar meu tempo muito mais em lugares como Santo Antônio de Lisboa – e também Ribeirão da Ilha –, históricos e ricos em arquitetura e arte, do que nas praias mais populares.

  • Crônicas,  Vida e Carreira

    Livro infanto-juvenil dos anos 80 sobre o carnaval

     

    Este livro me acompanhou pela infância. Minha mãe, professora de alfabetização, levava à escola para contar a história às crianças. E isso aconteceu até o dia em que reconheci a riqueza artística dele e resolvi guardá-lo para o momento de compartilhá-lo no meu blog na grande rede mundial de computadores – imagina!, não tinha nenhuma perspectiva disso tudo acontecer naquela época. E agora, que estamos esquentando os tamborins para a época em que podemos respirar um pouco para conseguir continuar vivendo, nesse país que podia ser tão melhor mas que em apenas poucos dias de 2019 tem oferecido muita tristeza, achei que era a hora de compartilhar o livro. Fiquemos com a alegria das crianças, então, e com a história de união, amizade e as ilustrações incríveis de Tenê.

     

    O livro que tenho em mãos é a quarta edição da história A Fantasia, de 1983, integrante da série Um, Dois, Feijão com Arroz, de 10 livros, da Editora Ática, São Paulo. Algumas páginas estão faltando e, em minha defesa, declaro: não fui eu! Mas a falta delas não compromete em nada a compreensão da história.

  • antes e depois,  DECORAÇÃO

    Antes e depois: porta-tempero de vidro novo em folha

     

    Os vidros que possuem o sistema de fechamento hermético são muito úteis. Eles isolam o conteúdo do meio externo por meio da vedação da rosca e, dessa forma, conservam a textura e o sabor do alimento – seu biscoito parece recém saído do pacote. Outra característica muito valiosa de um pote de vidro hermético é a sua transparência, para que o conteúdo seja visto sem que precisemos abrir a tampa, o que reduziria a validade do conteúdo – ou seja, o biscoito ficaria murcho. Porém, alguns desses vidros vêm com um sistema metálico de fechamento que pode enferrujar com o tempo. Foi o que aconteceu com o meu. Mas em nenhum momento pensei em me desafazer dele. Com apenas a retirada das partes metálicas e do anel de borracha já ressecado, ele virou um porta-tempero excelente. A tampa ainda encaixou direitinho e, dependendo do que se guarda nele, não há tanta necessidade de vedação, como no caso das folhas de louro já secas.

     

    Eu adoro reaproveitar vidros. E, ainda por cima, não precisei comprar um porta-tempero.

  • Dois Irmãos,  Morro Reuter,  Por aí,  Rio Grande do Sul,  Santa Maria do Herval,  Serra Gaúcha

    Bate-volta serra gaúcha #2: buffet Schuh, Balneário Amizade e mais

     

    Este bate-volta eu fiz no final de 2018, em um sábado, e faço questão de compartilhar na série Bate-Volta Serra Gaúcha para mostrar como é possível fazer um bocado de coisas em um dia, em cidades próximas, claro. Neste caso: Morro Reuter, Santa Maria do Herval, rota da VRS 873 e Dois Irmãos. Alguns lugares eu já conhecia, outros eu acabei descobrindo e para onde possivelmente voltarei para aproveitar mais. O roteiro geralmente começa com algum lugar já conhecido, como a Feira do Produtor Rural, e no restante do tempo andamos pelas ruas e cidades desconhecidas, descobrindo novos destinos.

  • Pela web,  Vida e Carreira

    Pela web #6 | Quatro perfis de trabalhos artesanais incríveis

     

    Dizem que não há nada mais artesanal do que a tecnologia. E o pior é que é verdade. O homem teve de fazê-la do zero. Porém, os trabalhos manuais como o bordado, a pintura, a costura e a carpintaria (assim como a cerâmica) nunca estiveram tão em alta. Eis uma seleção de 4 perfis do Instagram, dentre milhares, de artistas que resgatam a magia do artesanal só que em níveis que ultrapassam o capricho.

    Maré do reaproveitar | O primeiro post que vi de uma arte da @kirstyelson eu achei que se tratava de uma paisagem real à beira mar, uma vila de pescadores. Até que fui entendendo que se tratavam de miniaturas feitas de madeiras e outros materiais reaproveitados, que ela também usa para criar animais marinhos, entre outros. Adoro o entusiasmo dela a cada postagem, como quando descobriu que conseguia fazer uma foca com madeiras reaproveitadas.

    Bordado “não acredito”| Foi o que pensei quando vi o trabalho da @eira_teufel. “Não acredito nesse nível de detalhamento”. Ela borda os rostos de pets a pedido dos donos, claro. Tem gente que usa como pingente. E tem tantas outras coisas “não acredito” lá.