• RECEITAS

    Farofa de casca de banana: de novo e para todo o sempre

     

    Eu disse no post da receita de farofa de casca de banana que faço ela sempre. E pra não ficar parecendo papo furado, resolvi registrar mais essa vez que eu fiz a farofa – na verdade, antes dessa vez eu fiz mais duas vezes. Sério, sério mesmo, eu faço sempre. Ela já faz parte do nosso cardápio rotineiro. Pode crer, e pode fazer que eu sei que você vai adorar. Esta foi feita com as cascas das bananas que eu comi no café da manhã.

     

    No primeiro post eu não tinha mostrado o momento do preparo. Estas são as cascas de banana picadinhas e é só refogar junto com cebola, alho, pimenta dedo-de-moça, enfim, com o que você quiser adicionar para dar aquele gostinho a mais. Você pode, inclusive, refogar com a banana junto. Quer ver uma outra vez em que eu fiz com a banana junto?

  • Pela web,  Vida e Carreira

    Pela web #5 | Nosso poder de cura, minimalismo, sua altura e a make certa

     

    O Pela Web de número 5 tá todo trabalhado na autoajuda. Vamos celebrar o mundo da colaboração e do compartilhamento de informações. Aqui seguem 4 vídeos muito especiais – entre novos e seminovos – que podem te ajudar, de um jeito ou de outro, como fizeram comigo.

    O poder é nosso | Achei o vídeo da Yasmin Brunet muito do inspirador. Com base na medicina ayurveda, no documentário Heal da Netflix, numa experiência pessoal e em pesquisa, ela fala do poder que existe em nós mesmos de nos organizarmos como seres biológicos que somos para conseguirmos nos curar dos males que nos afligem. Fique curado clicando aqui.

    50 coisas a menos | A Sarah Therese conta quais são os 50 itens que ela deixou de comprar, já que se preocupa em fazer compras éticas, o que leva à economia de dinheiro e uma casa menos entulhada. Algumas ações eu já faço, como não pagar para fazerem minha sobrancelha e minhas unhas. Outras eu simplesmente não consigo deixar de fazer, como comprar livros. Alguns, claro. Outros eu leio a versão online. Ah, recentemente ela gravou um vídeo raspando a cabeça, a quem interessar possa. Ela disse que com três filhos não tem mais tempo para o cabelo. Clique aqui e livre-se de 50, 100, 200 coisas, ou 10. 

  • Ivoti,  Por aí,  Rio Grande do Sul,  Serra Gaúcha

    Um passeio pelo Conjunto Histórico Feitoria Nova em Ivoti | RS

     

    Num dia de forte nevoeiro na estrada da serra gaúcha, na BR 116, desisti de chegar ao meu destino (mais no alto) por questões de segurança e aproveitei para conhecer Ivoti, mais ao pé da serra – confira mais sobre este dia clicando aqui. E foi uma surpresa mais do que especial descobrir um tour histórico por um bairro da cidade chamado Feitoria Nova, que fica na parte baixa da cidade, à beira de um rio e que resgata a história de imigrantes alemães que com muita coragem e esperança trabalharam duro para sobreviver e prosperar por ali, quando o que havia era nada, somente mato. O tour guiado é maravilhoso, recomendo, pois há muito para saber sobre a história que, na verdade, é a história de muitos de nós.

     

  • Crônicas

    A gente vive a vida com o que sabemos dela até agora

     

    Esta é a minha caixa de costura. E quando tive de recorrer a ela para fazer o forro da almofada de tricô, lembrei de um fato curioso. Enquanto passava uns dias na casa de uma amiga, fiquei encarregada de costurar as capas das almofadas dela. Na verdade era apenas fechar uma das laterais das capas já prontas. Ela tinha trazido os tecidos do Peru, lindos, e a mãe dela, uma artesã de primeira (e professora que, aliás, me alfabetizou), fez as capas. Então eu fiquei com a parte mais fácil.

    O fato é que, quando pedi a linha e a agulha, minha amiga apareceu com apenas uma (01) agulha e duas (02) opções de linha, preta ou branca. Simples assim. Ela não tinha uma caixa de costura ocupando espaço no apê. Ela tinha apenas esses três (03) básicos e já muito dos suficientes do mundo da costura.

    Considerei que a linha preta era a mais adequada. E lá pelas tantas, talvez na terceira almofada, estava quase acabando. Avisei minha amiga e ela, ocupada com algum cabo de celular enroscado, do outro lado da sala, responde: Vamos ter que continuar com a branca, então.

    Vamos ter que continuar com a branca, então.

    Aquilo me fez pensar tanto. Em tantas coisas. Na maneira como vivemos. Na maneira diferente como cada um vive. No meu desejo de conseguir viver com menos. No meu sonho de viver, também, com apenas uma agulha e duas linhas em casa, afinal de contas, eu não sou costureira. Achei tão… forte e lindo. Usar o que se tem e pronto. Fim de papo.

    Juro que voltei de São Paulo pensando em não ter mais essa caixa que vocês vêem agora. Mas não foi bem isso que aconteceu. Chegando e olhando para ela, eu me dei conta

  • DECORAÇÃO,  DIY

    DIY: Forro para almofada de tricô

     

    Minha avó Glaci criou, em tricô, esta capa de almofada lindona. Adoro essas caseirices que transformam uma casa em um lar, com aquele aconchego que só as tramas do feito à mão proporcionam ao nosso bem estar. E, além disso, eu também adoro me cercar desse referencial e dessa lembrança, pois apesar de estarmos resgatando o faça você mesmo hoje em dia e valorizando os trabalhos artesanais, essa almofada foi feita por uma mulher nascida e criada na roça, que fazia tudo – e tudo é tudo mesmo – de forma artesanal, como o próprio sabão, as próprias cobertas, além de plantar o próprio alimento,  bem como criar e preparar os animais para as refeições. Por isso e, mais uma vez, adoro me cercar desse referencial e de lembranças das pessoas da minha vida.

     

    E em se tratando de tricô, dependendo do ponto usado, a trama pode ficar bem aberta, com “furos” por toda a extensão, que foi o que apresentou a capa da almofada que a minha avó fez. Como o enchimento de almofada que eu tinha era aquele que vem pronto da loja em um quadrado de TNT branco, eu não queria que a cor clara ficasse visível sob a trama aberta do tricô. Então eu criei, à mão, um forro com tecido de tonalidade próxima à da lã. Este forro poderia muito bem ser a própria capa da almofada, dependendo do tecido, se estampado ou de uma cor que você goste. Por isso, o passo a passo a seguir pode te ajudar a criar capas de almofada também.

  • Dois Irmãos,  Morro Reuter,  Por aí,  Rio Grande do Sul,  Serra Gaúcha

    Bate-volta serra gaúcha #1: orgânicos da Helga, Xis do Isa e Chocolates Plátanos

     

    Para quem mora em Porto Alegre, fazer um bate-volta na serra gaúcha pode ser uma opção de passeio quando a vontade de sentir novos ares fica mais forte que a gente. E quando eu digo serra gaúcha você precisa abrir a cabeça e se libertar da dobradinha Gramado-Canela, até porque, a viagem ficaria mais longa e mais cara. As cidades mais ao pé da serra, como Dois Irmãos e Morro Reuter – assim como tantas outras, como Ivoti – ficam perto da capital. Bom, elas ficam perto quando você está muito a fim de fazer um programa diferente. E elas podem ficar muito longe caso você tenha de ir por obrigação, ainda mais no horário do rush da região metropolitana. Depende do contexto. Bom, o contexto que me dá prazer é, sem compromisso, acordar no sábado, ir até Morro Reuter para comprar alguns produtos orgânicos na banca da Helga e, depois, almoçar em algum lugar que ainda não conheço. Assim, devagar e sempre, eu vou descobrindo esse pedaço do Rio Grande.

  • RECEITAS

    Farofa de casca de banana

     

    Gostosa que é uma coisa de louco! E dá para fazer com a banana também. Mas sabe como é, a gente come a banana, ou faz alguma receita com ela e a casca fica ali, esperando a vez de brilhar também. A farofa de casca de banana eu faço sempre na minha casa. Seja porque eu quero comer essa farofa específica mesmo, seja porque eu quero muito comer farofa e não é a falta de bacon que vai impedir ou, ainda, seja porque quero dar um tempo no consumo de carne e priorizo receitas mais leves. Ou seja, uma farofa digna de todos os prêmios. Desperdício zero, saudável e contribui para a variação da nossa dieta alimentar.

     

    I N G R E D I E N T E S

    • 1 banana catarina bem lavada e picada com a casca, ou somente a casca
    • 1 cebola
    • pimenta dedo de moça picada, a gosto
    • farinha de mandioca flocada, tipo biju, a gosto
    • manteiga, a gosto
    • sal, a gosto
  • Florianópolis,  Por aí,  Santa Catarina

    A Figueira de 150 anos de Floripa

     

    Quando soube que na Praça XV de Novembro, no centro de Florianópolis, morava uma figueira muito, mas muito antiga, óbvio que fui visitá-la na minha passagem pela ilha em maio do ano passado. Agora que estamos no auge do verão, quero retomar alguns lugares praianos especiais que visitei por último e que merecem um destaque, uma lembrança e, quem sabe, uma indicação para você também conhecer e aproveitar.

    Ao pé da figueira, uma placa de agosto de 1976 diz assim: Muito tem sido decantada, em prosa e verso, a nossa tradicional figueira da praça “15 de novembro”, este majestoso pálio verdejante, cuja exuberante copa lhe dá cada vez mais graça e beleza, tornando-a sempre altaneira e esplêndida! Foi numa manhã de verão, cheia de sol e vida, do mês de fevereiro do ano de 1891, que a jovem figueira, contando, talvez, seus vinte anos, foi retirada do Jardim da Matriz, e aqui carinhosamente replantada.

    Ora, fazendo as contas, acrescentando os 20 anos à data do replantio, ela tem, hoje, 148 anos. Quase 150!

     

    Não é das árvores mais incríveis que podem existir? Olha toda essa longitude!

  • Crônicas

    No céu, somos todos robôs

     

    Aquela hora do voo em que todas as pessoas abrem os salgadinhos e doces ao mesmo tempo, e mordem ao mesmo tempo, e mastigam ao mesmo tempo, e engolem ao mesmo tempo, e criam massas estomacais ao mesmo tempo e, acho que vocês já sabem o caminho aonde eu quero chegar. Não, não é esse não. A hora do lanchinho em voos curtos é bizarra. Todo mundo dançando uma coreografia. Um cheiro quase que mecanicamente asfixiante de biscoito Bauducco sequestra o ar – cheiro de qualquer coisa em quantidade aos montes, em lugar fechado, a onze mil metros de altitude, enjoa. Ainda bem que é só abrir um pouco a janela para ventilar.

    Eu sempre pego a opção dos biscoitinhos de polvilho. E uma água. Mas não como. O salgado é para depois, em terra firme, porque nunca estou com fome na hora em que a tripulação diz que eu tenho de estar com fome. E a água, bem, eu também só tomo quando estou com sede. E na verdade não tomo nem quando estou com sede, porque faço qualquer negócio para não usar o banheiro do avião. No máximo, tomo pequenos goles para hidratar os lábios e a boca. Gosto de posicionar o copo sobre a mesinha e observar o quão alinhado o avião está. Se ele não estiver, eu simplesmente guardo o copo porque não sou obrigada a ficar sabendo, ok?

    Uns vão dizer que eles têm que recolher o lixo todo de uma vez. Outros, que se cada um pedisse o lanche na hora que quisesse viraria uma baderna. E com razão. Mas a questão do lixo é que, se eu fosse diabética e precisasse de uma dose de glicose eu teria de abrir uma embalagem no instante que fosse. E vocês acham que eu a largaria no chão?

  • DECORAÇÃO,  Decorar,  home office

    Organizando cabos no home office

     

    Às vezes, contrariando os nossos esforços, temos de nos render a algumas exceções no que se refere à organização da casa. Quem diria que eu, no eterno exercício de eliminar o que não uso em busca de uma casa mais organizada e com menos objetos, tive de selecionar um a mais para ficar na mesa do home office só para guardar cabos. Para mim, cabos não merecem aparecer no nosso campo de visão. Eles enfeiam o visual, contribuem para a desordem, se enroscam em outros objetos. Cabos: socorro! Só que por mais que eu pense que eles deveriam ficar escondidos na gaveta, dependendo do cabo, se bastante usado, ele necessariamente precisa ficar sobre a mesa. Como o da máquina fotográfica e o do celular. Toda hora é hora de usar os tais cabos.