Pela web,  Vida e Carreira

Sobre silêncio, torcida de remédio e leitura da mídia

Como de costume, seguem aqui, em mais uma publicação Pela Web, as leituras que fiz nos últimos tempos e que considero pertinente dividir com vocês. E por leitura não me refiro ao ato de ler um texto, mas o de decodificar a realidade e a vida ao nosso entorno, seja por meio de vídeos, infográficos, filmes ou textos propriamente.

Para começar, retire os filtros dos olhos que possam te impedir de aproveitar as palavras do Cardeal Robert Sarah sobre o silêncio, mostradas neste vídeo. Pouco importa se você segue alguma religião ou não, se tem fé ou não. A visão dele sobre o silêncio é satisfatoriamente sofisticada. E, mais do que nunca, em tempos de pandemia, temos a oportunidade de nos conectarmos com esse estado de ser e de estar substancial, que tantas leituras sobre a vida pode nos proporcionar, assim como inúmeros ganhos.

Essa visão sobre o silêncio me fez lembrar deste texto que diz que os maiores avanços e inovações que a pandemia exige, dos quais só teremos conhecimento daqui a algum tempo, estão ocorrendo em silêncio, em detrimento da barulheira e do caos provocados por falsas polarizações – como a economia versus a saúde. Um texto interessante que lembra as descobertas científicas de Isaac Newton e que traz as ideias da falsa defesa da ciência e da criação das “torcidas de remédios”, coisa que a gente só encontra no Brasil mesmo.

Falando em pandemia, para encontrar dados atualizados eu acesso este link da Johns Hopkins e este também. Claro que é necessário olhar para os números tendo em mente a noção de que, provavelmente, a realidade seja bem mais ampla, uma vez que não há teste para toda a população e que muitos se recuperam em casa, muitas vezes sem ter a noção de que estavam infectados com a Covid-19.

A minha formação é em Comunicação Social, e considero de extrema importância que cada indivíduo tenha o mínimo de conhecimento para conseguir ler e interpretar a mídia com o devido distanciamento e segurança. Neste texto, há alguns exemplos de distorção de informações fornecidas pela ciência em prol da defesa de um lado político defendido por determinados veículos. Mais uma vez seria interessante você retirar as lentes polarizadoras, ou os óculos do extremo que podem estar diante de teus olhos, para entender que nem tudo que é embalado e entregue a você condiz com a realidade, seja para que lado for.

Estas são as minhas indicações de leitura. E se tu tiveres interesse em aprofundar mais a tua pesquisa sobre comunicação, interpretação da mídia e pensamento crítico, há este vídeo sobre uma aula/palestra muito interessante, de um antropólogo, sobre essa distorção da realidade por meio das manchetes. Não esqueça, novamente, de retirar os filtros dos olhos para assistir ao conteúdo, porque uma mídia que distorce os fatos, seja para que lado for, para que ideologia for, para que partido for, não é ideal, não é correta, não é ética. Não idolatro políticos, não sou extremista, apenas gostaria de te indicar um conteúdo para abrir teus olhos quanto ao que você lê e ouve nos noticiários.

Foto: Reprodução/Retirada do vídeo da Universidade de Toronto | Texto de minha autoria, Juciéli Botton, para a Casa Baunilha.

2 Comentários

  • Mayara de Oliveira

    Li o post, muito bem pensado! Infelizmente não tenho inscrição na Gazeta, não pude ler alguns dos links.
    Contando sobre o meu lado da história, morando na Alemanha, foi e ainda é impressionante ver a diferença com que os dois países trataram esse vírus.
    Não quero entrar em detalhes econômicos ou coisa parecida, porque sim, sabemos que a Alemanha dá de 10×0 no Brasil nesse e em todos os quisitos.
    Eu vou me focar na MATURIDADE que o povo alemão lidou com essa situação (óbvio, aqui também temos uma porcentagem de pessoas – jovens- que quebraram todas as regras), mas ainda assim o CONJUNTO foi muito bonito de ver.

    O jornalismo aqui foi impecável em todos os momentos: imparcial, objetivo, ilustrativo, explicativo. O que resultou num povo que entendeu o perigo do vírus, entendeu as medidas que precisavam ser tomadas, entenderam que não era necessário criar pânico, mas que era preciso seguir à risca todas as medidas pra combater o vírus.
    O serviço dos correios, mercado, padarias, farmácias, drogarias, transporte continuaram iguais, mantendo todas as regras de distanciamento entre uma pessoa e outra, e agora, com a nova lei, só se pode entrar em lugares fechados de máscara.

    Tudo diferente, mas normal dentro do possível.

    Restaurantes fecharam? Sim, mas a maioria manteve as portas abertas para que o cliente fizesse o seu pedido e pudesse levar pra casa.

    Não existiu pânico.
    Não existiu um povo desunido.
    Não existiu briga política.

    Foi basicamente o contrário do que aconteceu aí.
    Foi difícil ver, mesmo de longe, o Brasil se dividir e usar esse vírus como uma forma de criar caos e manipular a opinião política. Fez-se mais alarde mesmo tendo menos casos que aqui. Disseminaram medo e (pelo menos pra mim) o mais absurdo foi chegar ao ponto de prender as pessoas por causa disso.
    Juro, se isso não é loucura eu definitivamente não sei o que significa sanidade.

    A moral de tudo isso é que tristemente o brasileiro, como ser humano, precisa evoluir MUITO pra elevar o país e talvez algum dia chegar aos pés da Alemanha.
    Eu ainda rezo pra que isso aconteça em breve

    Parabéns pelo post!

  • Juciéli

    May, muito obrigada por ter lido o post e pelo teu depoimento, uma vez que tu tens a oportunidade de viver em uma outra cultura. Há muito concluí que o brasileiro, em geral (e generalizar, em geral, nunca é bom), não quer que o Brasil dê certo. Mas torço para que a situação melhore. Sabe como é, jamais vou entrar em um avião torcendo para que o piloto erre.

    Mais uma vez, obrigada!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *