Por aí,  Porto Alegre,  Rio Grande do Sul

Centro de Porto Alegre | Guia prático

Quando alguém diz que não gosta do centro de Porto Alegre sinto como se estivessem falando do meu melhor amigo. O centro é tão generoso com a gente. Se existisse somente a Rua dos Andradas nós já resolveríamos a vida toda só por ali. Mas o centro é tão mais, e cabe todo mundo. Quando alguém espeta a ponta do guarda-chuva no teu olho, tu sabe: o centro já abraçou todos. Mas sempre cabe mais um e, provavelmente, vai ser aquele que vai caminhar de costas e não vai te ver na direção contrária. Viu? Só quem gosta do centro pode falar do centro.

Quantas vezes atravessei a cidade no minguado horário de almoço para ir até o centro resolver alguma coisa. Tirar fotos 3×4, comprar potes, vinho, ver arte, fugir. Ache o seu centro no centro. E na volta, já sem tempo, passava na Galeria do Rosário e pegava um cachorro do Bigode pra levar. Voltava, no ônibus, com a caixinha no colo e aquele cheirinho que atiçava ainda mais a fome. E engolia em poucos minutos num canto da copa da agência.

O antigo Cinema Imperial, que já cheirava a mofo, salvou eu e meu marido de um dilúvio certa vez. Entramos para ver o que estivesse passando, pelo menos para não ficarmos doentes com tanta chuva (se bem que o cinema estava úmido, escuro e mofado) e, pra nossa alegria, passava Procurando Nemo, um dos meus preferidos de animação até hoje.

O Cinema Imperial não existe mais, assim como muita coisa no centro. Mas o centro mesmo continua lá, sempre nos esperando, sempre te oferecendo alguma coisa. Uma lajota solta com barro embaixo, arquiteturas históricas, crianças te pedindo dinheiro, engraxates pela Praça da Alfândega – que eu ainda quero experimentar porque tenho uma botinha que está pálida, coitada – iguarias gastronômicas, pingos de ar condicionado (ou não), espaços culturais.

 

Pensando nessa legalzice toda do centro de POA, resolvi reunir em um guia prático os lugares a que eu costumo ir e coisas que adoro ver para compartilhar com vocês e trocar ideias sobre endereços úteis e bacanas. Desenhei este mapa para ilustrar melhor a distribuição espacial dos pontos. É um mapa do centro do dia a dia, ou seja, ele nem mostra toda a área correspondente à região central.

Vamos lá, centro querido!

 

1. Igreja Nossa Senhora das Dores. Icônica que só ela. Não vou à igreja mas ela arrebatou meu coração pela arquitetura e história. Acho lindas as fotos antigas de Porto Alegre (em preto e branco) em que ela era a única construção alta de toda a cidade na época. Ainda hoje, suas torres altíssimas roubam a cena na metrópole. Não é sempre que passo por ela quando vou ao centro mas, se estou lá na ponta da Andradas, sempre espio, tiro uma selfie, peço a “bença”, essas coisas. Rua dos Andradas, 587 embora o Instagram marque como Rua Riachuelo (não aguento isso).

2. Beco dos Livros. Precisa fazer hora e já viu tudo que tinha nos museus? As dezenas de sebos do centro vão te ajudar. Uma vez comprei um livro por 5 reais muito do interessante que foi meu companheiro da tarde, do ônibus de volta pra casa e para o resto da semana. Andradas, 697.

3. Casa de Cultura Mario Quintana. O prédio rosa mais famoso do Rio Grande do Sul é um grande centro cultural e abriga o Museu de Arte Contemporânea (MAC). Relíquia arquitetônica, o antigo Hotel Magestic ainda preserva o quarto onde morou o poeta Mario, com todas as coisinhas dele – não sei até que ponto – que a gente olha através de uma parede de vidro. Tem o espaço dedicado a Elis Regina, cinema com películas respeitáveis, cursos, oficinas (eu já fiz uma de Pinhole, gratuita), shows, pôr do sol com vista para o Rio Guaíba (clica aqui para o post sobre a golden hour no Mario), sem contar que o prédio ainda abriga feiras de antiguidades e moda e muitos outros eventos. Mencionei o jardim do quinto andar? Então… pega bastante sol, é lindo e altamente fotografável, com vista para as torres da Nossa Senhora das Dores. Estar na companhia do Mario num fim de semana, durante a semana ou quando a chuva aperta no centro, é estar em boa companhia. Andradas, 736.

4. Boteko Andradas. Pizza deliciosa servida na pedra, ou seja, fica quentinha até o último pedacinho de bacon solto na forma. Falando nele, recomendo a de bacon porque o bacon é pura carne. Ótima pedida para encerrar o dia depois de um programa cultural no Mario. Andradas, 741.

5. Restaurante Quintanilha. Buffet livre delicioso no almoço, com sobremesa incluída e suco natural à vontade. No segundo sábado do mês, tem feijoada com música ao vivo. Tá bom pra ti? R. Gen. João Manoel, 201.

6. Museu da Comunicação. Mais uma opção cultural em prédio histórico. Andradas, 959.

7. Cais Mauá. Está detonado? Está. Está largado? Está. Mas é o nosso velho cais. Às vezes com atrações interessantes como navios abertos para visitação. As criança pira. Clica aqui para conferir o post especial que fiz sobre o nosso querido cais. Av. Mauá, 1050.

8, 9 e 10. Museus da Praça da Alfândega. Das praças mais culturais do Brasil, abriga 3 museus além da Feira do Livro. 8. MARGS: Museu de Arte do Rio Grande do Sul: acervo lindo e exposições das mais inspiradoras. Tem café dentro e fora com mesinhas ao ar livre – o quindim do de dentro é delicioso, recomendo. Tem lojinha, tapete vermelho, obras do Xico Stockinger, uma loucura. 9. Memorial do Rio Grande do Sul: resgate histórico do estado além de exposições contemporâneas. 10. Santander Cultural: possui um café no antigo cofre, com aquela porta grossa e pesada de cofre mesmo, além do espaço que conta a história do antigo banco. Tem loja Koralle e uma área aconchegante para leitura, a da biblioteca, com poltronas fofas, móveis antigos e até um espaço para as crianças. Está na correria e ainda com uma criança pequena? Leva ela lá que vocês vão curtir e descansar. Os 3 museus abraçam a programação da Feira do Livro.

11. Poetas da Praça. Sempre que passo por ali dou uma espiada para ver se o Drummond está com seu livro em mãos. Mas é difícil isso acontecer. Os vândalos precisam desistir para que a gente possa ver a escultura dele e do Mario Quintana completas. Andradas, Praça da Alfândega.

12. Feira do Livro. Não sei se ainda é a maior feira a céu aberto da América Latina, mas podemos afirmar que é uma das. Geralmente em novembro. Adoro o clima da feira. Porém, eu sempre vou pelas palestras, oficinas, bate-papos e apresentações artísticas. Dificilmente vamos encontrar livros com preços de feira mesmo. A não ser os dos balaios. Já encontrei num deles a primeira edição do Antologia Poética, da grande Cecília Meireles, por cinco reais. Clique aqui e depois aqui para sentir o clima dessa celebração literária. Praça da Alfândega.

13. Almoço no Clube do Comércio. Buffet livre. Eu gosto de poder olhar a comida que já está pronta e então escolher o que quero comer. Na maioria das vezes prefiro assim do que pedir algo numa rede e sabe-se lá como vai vir, quando vai vir, se vai vir. Andradas, 1085.

14. Bar Chopp Tuim. Tomar um chope geladinho com uma boa conversa no deck do Tuim é muito centro de POA, é muito “eu mereço esse happy hour”, é a melhor coisa que você pode fazer por você no final de tarde. R. General Câmara, 333.

15. Talismã de Cristal. Só adentrar essa loja já vale a pena pois você toma um banho de boas energias. Pedras, cristais, tudo relacionado. No subsolo, trabalhos de artistas de todo Brasil e peças para criação de joias e bijus. Adoro comprar pedras para polir minhas peças de cerâmica. R. General Câmara, 353.

16. Theatro São Pedro. O xodó do porto-alegrense. Lindo, histórico, shows e espetáculos arrebatadores. Ele também abraça a programação da Feira do Livro. Praça Marechal Deodoro que atende mais por Praça da Matriz.

17. Catedral Metropolitana. Mais um ícone de Porto Alegre, talvez o mais forte pra mim. Sempre que venho da região metropolitana, passando pelas pontes sobre as ilhas antes da Ponte do Guaíba, eu avisto sua cúpula. Me transmite um conforto como quem diz “bem vinda de volta ao lar”. Quando estou em frente à Fundação Iberê Camargo, lá longe, também avisto ela. Avisto de todos os pontos da cidade e me sinto em casa. R. Duque de Caxias, 1047.

18. Centro Cultural CEEE Erico Verissimo. Mais um espaço cultural pra gente se esbaldar no centro de Porto. Também sempre abraçando a programação da Feira do Livro com oficinas, palestras, e exposições. Eu só tiraria das paredes aquelas obras que, se você olhar de perto, enxerga um certo bicho ao qual tenho verdadeiro asco. Sério, nunca vou esquecer o dia em que me dei conta de que aqueles grandes círculos, criados pela Lia Menna Barreto, eram, na verdade, milhares de lagartixas – fakes. Tive um mini ataque cardíaco. E aquela fila não andava nunca e eu parada bem em frente. Mas fiquei olhando para o outro lado. Andradas, 1223.

19. Biblioteca Pública do Estado do RS. Também conhecida como Biblioteca Pública de Porto Alegre. Já escrevi um post sobre a história da sua arquitetura com fotos do interior que é sensacional, como a Sala Egípcia, decorada do chão ao teto com a temática faraônica. Mais um refúgio para leitura, estudo e pausa na correria. R. Riachuelo, 1190.

20. Lojas Americanas. Para emergências de chocolate e é, também, onde compro o kit dos 3 Minutos Milagrosos da Pantene. Acesso pela Andradas, 1305 e também pela rua de trás Gen. Andrade Neves, 130.

21. Odeon. Bar tradicional de Porto Alegre, o estreito Odeon vale pela música ao vivo que é nada mais, nada menos que jazz. Amo. R. Gen. Andrade Neves, 81.

22. Sebos. Esta parte da Rua Riachuelo é povoada de livrarias. Usados, novos… tem de tudo e para todos os bolsos. Adoro passar um tempinho garimpando.

23. Pépe Lanches. (Pépe, já tirei a vela) Quando preciso resolver muita coisa no centro e bate aquela gastura depois de tanto caminhar, o suco de laranja desse lugar, pequeno e aconchegante, é tipo soro direto na veia. Fica numa travessa que eu chamo de rua coberta, porque ela é coberta mesmo. Travessa Eng. Acilino de Carvalho.

24. Cia das Lâmpadas. Dá para encontrar de um tudo na rua coberta, como essa lojona de iluminação. Fios, soquetes, luminárias, pendentes, abajures, pantalhas. Acesso pela mesma travessa do Pépe ou pela Av. Borges de Medeiros, 475.

25. Passeio de barco Catamarã e Cisne Branco. A oportunidade de admirar Porto Alegre sob o ponto de vista do Rio Guaíba, além de curtir passeios diferentes e incríveis. No post que você confere clicando aqui (parte 1) e aqui (parte 2), eu mostro mais do passeio de barco Catamarã e de como pode ser agradável passar o domingo tomando um chimarrão na orla da cidade de Guaíba. Já o Cisne Branco é um clássico da capital, com passeios contornando as ilhas do Rio Guaíba, passando pela dos pescadores. Lindo demais. Av. Mauá, 1050.

26. Mercado Público. Olha, já estive em outros mercados públicos (ou centrais como alguns são chamados) de outras capitais e, não é por nada não mas, o clima do Mercado Público de Porto Alegre não tem igual. Amado pelos gaúchos de alma e coração, tem de tudo. Da forminha de papel para os docinhos da festa do seu filho até o vinho importado que você não vai levar, só olhar. Adoro comprar nuts a granel, antepastos e queijos na Banca do Holandês e também na Banca 38, os preços são praticamente os mesmos. Adoro a geleia de pimenta, a salada russa e a caponata de beringela da Banca do Holandês, e as opções de cervejas e vinhos da Banca 38. Panos de todo tipo para a casa, como os de prato (copa) e os de chão, na Banca 13. Erva-mate à granel (a Amizade moída tradicional é a minha preferida) e chá de casca de noz-pecã que eu amo (Camila, amiga, obrigada!) na Ponto do Chimarrão – Banca E. Café moído na hora no Café do Mercado. Eu também só compro peixe no Mercado, mas a parte de verduras acho muito cara. Também adoro visitar as feiras de antiguidades com louças, gibis e discos (LPs). Faz cinco anos desde o incêndio e estamos até hoje esperando a reforma e reabertura do segundo andar, com os saudosos restaurantes, bares e feiras. Ao lado do prédio do mercado há um terminal de ônibus para ir a qualquer lugar, como Ipanema e Nova Yorque, juro pra você.

27. Café do Porto no antigo prédio da Livraria O Globo. Ela nada tinha a ver com a Globo TV, até eles comprarem. Se o prédio falasse, teria muita história pra contar da trajetória jornalística/literária/ilustrada do Rio Grande e da capital. Hoje é uma Lojas Renner e, no terceiro andar, há o charmoso Café do Porto e Memorial Livraria O Globo, ótimo refúgio para reabastecer as energias. Andradas, 1416.

28. Galeria Chaves. Um pequeno mundo, eu diria. Abriga várias lojas e serviços como estúdio de tattoo, gravações em placas, Correios, salões e estéticas, médicos, dentistas, caixas eletrônicos, além de várias opções para comer. Recomendo muito o tradicional Café Chaves, também bistrô. Adoro sentar fora do café e observar o movimento na galeria. Acesso tanto pela Andradas, 1444 quanto pela rua de trás, a José Montaury, 129.

29. Belshop. Pegar uma cestinha e fazer o rancho do seu salão de beleza caseiro = daqueles pequenos prazeres da vida. Andradas, 1454.

30. Lojão Oba Oba. Muitos itens para a casa. É aqui que você vai encontrar o ralinho para lacrar a pia, o pote para levar a marmita pra firma e até uma panela de inox, fundo triplo. Aqui também vende aquele tipo de coisa que quando você menos espera, precisa, mas não tem ideia de onde encontrar, como aquelas tampinhas para potes de vidro de conserva. E da última vez que vi, elas tinham estampa de toalha de piquenique, xadrez ♥. Praça Quinze de Novembro, 24. Tem outro dele na R. José Montaury, 101.

31. Cachorro do Bigode. Simplesmente o melhor cachorro-quente. Eu peço sempre o Supercão. Eles usam uma maionese de leite de passar nos cabelos de tão boa. Nunca vou esquecer da primeira vez que comi um Bigode. Eu estava faminta, já tinha passado da hora do almoço e, atravessando a Galeria do Rosário, me deparo com esta cena: um bando de gente em pé, em frente a um balcão, devorando um cachorro-quente. Tudo caindo pelo chão. Pensei: deve ser muito bom! Galeria do Rosário com acesso pelas ruas Mal. Floriano Peixoto, 38 e Vigário José Inácio, 371.

32. Galeria Malcom. Mais uma galeria com muitas opções de lojas e serviços, inclusive nos seus muitos andares. Andradas, 1546.

33. Ferragem Gerhardt. Tradissionalíssima. Tem tudo. Tu-do. Se não tiver ali não existe, é um delírio seu. E o atendimento é nota 10. Existe desde o descobrimento do Brasil e, no atual endereço, desde 1927, bicho. R. Voluntários da Pátria, 120.

34. Rua Vigário José Inácio. Neste trecho, artigos para casa e papelaria com preços em conta.

35. Quinto andar da Lojas Renner. É lá que estão as peças com verdadeiros preços promocionais e é o endereço pra onde vão os saldos de toda a rede da capital. Obrigada, de nada. Av. Otávio Rocha, 184.

36. América Bazar e Papelaria. Faz tempo que eu conheço o América. Sempre me salvou com utilidades domésticas como cestos para organizar, potes e muitas outras coisinhas. Andradas, 1650.

37. Loja Riachuelo. Por mais que se trate de uma rede, os preços de algumas peças da loja do centro são absurdamente mais baratos do que a do shopping. Mas o que eu gosto de ver ali, mesmo, são as camisas de botão. É uma peça que adoro e as da Riachuelo têm uma certa qualidade e são baratas. E é para este endereço que vão os saldos das outras lojas da capital. Av. Otávio Rocha, 236.

38. Rua Senhor dos Passos. Endereço das fantasias, miçangas, lantejoulas, materiais para bijus e artesanato. Uma das portas da loja Linna fica ali.

39. Confeitaria Princesa. Pena que já inflacionou, mas o hotdog dela is the best! O pão é feito ali e muito diferente de qualquer pão. O molho é demais, meio picantezinho. Dos deuses. Da última vez que fui era R$9,00. Impossível comer um só, então, tu acaba gastando no mínimo 18 pilas nessa brincadeira, sem tomar nada! Mas eu amo. Obrigada, vó Ignez, por recomendar. Quem ainda não conhece nem vá por esse caminho. Detalhe: não aceita cartão. Andradas, 1812.

40. Sul Center: Lojão de roupas super em conta, perfeito para comprar aquela saída de praia (sorry, mas não gasto numa roupa que vou engordurar de protetor solar), aquela t-shirt low que você vai usar por baixo da sua jaqueta de couro high ou customizar para o carnaval. Acesso tanto pela R. Voluntários, 328 quanto pela Av. Júlio de Castilhos, 307.

41. Empório de Sedas. Não há o que não haja nessa loja em termos de paninhos para blusinhas, almofadas, estofar móveis, casar, debutar, fazer a fralda de bebê aquela que quase ninguém mais usa… É tecido que não acaba mais. R. Voluntários, 341.

42. Sebo Só Ler. Tem revistas de decoração e, ainda, gibis e LPs antigos. R. Senhor dos Passos, 266.

43. Rua Pinto Bandeira. Endereço oficial das casas de aviamentos e armarinhos. Um paraíso para quem pira no artesanato e adora um faça você mesmo.

44. Severo Roth. Tudo para iluminação e eletrônicos. Lá eu encontrei o cabo fonte para o meu notebook Dell depois que o original começou a falhar. E do outro lado da rua tem mais lojas deste tipo. Av. Alberto Bins, 468.

45. Casa do Papel. Adoro papelaria. Adoro. Bato ponto. Entro mesmo sem ter o que comprar. R. Voluntários, 547.

46. Restaurante Shanda. Buffet livre ideal para montar aquele famoso prato amarelo (mas atenção, não faça isso), com lasanha (de frango ou legumes, pra minha sorte), aipim frito, pastel… adoro porque servem goiaba já picada (entendedores entenderão). Nas sobremesas, doces bons, incluindo máquina de sorvete. Recomendo o sorvete de creme e, por cima, colocar uma colher de merengue cremoso. É como dizem, já que está no inferno, abrace o capeta. R. Coronel Vicente, 383.

47. Rua Coronel Vicente. Endereço das lojas especializadas em instrumentos musicais. É lá que eu compro as cordas da minha guitarra. Brincadeira, não toco guitarra. Infelizmente.

48. Arecouros. Sapataria que faz conserto de mochilas, malas, e que vende retalhinhos de couro que eu adoro. Atendimento nota 10 que eu também adoro. R. Coronel Vicente, 524.

49. Av. Senador Salgado Filho. De sex shop, passando por um Cachorro do Bigode, a ônibus para todos os destinos.

50. Atelier de Massas. Como explicar? Simplesmente dos lugares mais  sensacionais de Porto Alegre. Massas maravilhosas, vinhos vários, lugar aconchegante. Moraria fácil ali. R. Riachuelo, 1482.

51. Produtos para salão de beleza. Esta ponta da Rua Riachuelo tem tudo para salões de beleza, inclusive o seu, caseiro. Encontramos até móveis para salão que podem ser muito úteis na organização e décor da nossa casa, como armários pequenos e carrinhos que podem ficar no banheiro. Geralmente começo minha peregrinação pela Coprobel.

52. Bar Chopp Petiscos. Segundo lugar no Comida di Buteco em 2017 e, por mim, teria sido vencedor máster de 2018 (ficou em segundo novamente) com seu bolinho de moranga cabotiá recheado com charque e radicci, acompanhado de pinhões flambados na cachaça – socorro! O dono, Paulo, te atende como se você já fosse da família. O bar existe há mais de 20 anos e é daqueles que ficam um degrau abaixo do nível da rua. Os melhores. Serve almoço, vários pratos deliciosos e chopp geladinho. Recomendo muito. Só o centro de Porto Alegre nos reserva essas pérolas. Eu amo o centro. Já falei isso? R. Mal. Floriano Peixoto, 387.

53. Del Barbiere Café e Bistrô. Eu soube do trabalho do chef Marcelo Schambeck assistindo a um documentário sobre chefs brasileiros e tomei uma nota mental que tinha de conhecer seu restaurante. Tempos depois, uma amiga me convida para almoçar e eu, com meu jeito despreocupado de “não sei pra onde vamos mas eu confio” só reconheci que era o tal restaurante quando cheguei na porta. Obrigada, May, por me proporcionar esse encontro! Comida delícia que valoriza o ingrediente regional e respeita a sua sazonalidade, ou seja, o cardápio muda sempre. São servidos couvert, petiscos, entrada, prato principal e sobremesa. O lugar é um charme só e preserva a história do antigo espaço, onde funcionava uma barbearia. Das vezes em que fui, ainda funcionava durante a semana. Agora abre somente aos sábados. R. Jerônimo Coelho, 188. / ATUALIZANDO: O restaurante fechou e o chef abriu um novo, chamado Capincho, em outro endereço.

54 e 55. Samba e delícias sobre o Viaduto da Borges. 54. Bar Tutti Giorni com roda de samba de raiz às terças à noite. 55. Bar Justo, com duas sobremesas que me desalinham: La Guapa e 3 Leches. Ambos ficam sobre o viaduto, na parte das escadarias, um de cada lado da rua – bem como ilustrei no mapa. Um apelo: Pelamor! Vamos dar um jeito na situação dessa obra arquitetônica maravilhosa que está jogada? Diria até que ela é uma obra artística. Vocês já viram as esculturas que tem bem no meio do viaduto, em ambos os lados da rua? Coisa de louco. Bom, passado o apelo, quero registrar que ele ainda abriga algumas lojas de vinis antigos e outras lojinhas. Embora atenda por Viaduto da Borges, porque está sobre a Av. Borges de Medeiros, seu verdadeiro nome é Viaduto Otávio Rocha (que nada tem a ver com a Av. Otávio Rocha), e a rua que passa sobre ele é a Duque de Caxias. Prazer.

56. Caminho dos Antiquários. Não se assuste. À primeira vista, muitas esculturas em pedra e espelhos vitorianos que custam o olho da cara. Mas, se você for uma pessoa garimpeira como eu, encontrará óculos vintage deslumbrante por R$65, ou reproduções de mapas ilustrados de Porto Alegre, da época de 1900, por R$37,90. Com a moldura certa, na parede da sua casa, fica um luxo. Além de muitas outras coisas legais para decorar a casa. Tem também o Bistrô do Caminho. Conversei esses tempos com o dono que morou na Itália e noutros lugares da Europa e, de lá, trouxe vários itens dos mercados de pulgas que decoram e estão à venda no bistrô. Eu ainda quero voltar para provar a comida mas o atendimento já considerei muito simpático. A partir deste trecho da rua, marcado no mapa, até a praça Daltro Filho acontece a Feira de Antiguidades aos sábados. Imperdível. R. Mal. Floriano Peixoto, última quadra.

 

Gente, espero que tenham gostado, que este guia possa ser útil, que troquemos informações sobre lugares especiais desse centro tão querido de Porto Alegre e que vocês curtam ele tanto quanto eu.

 

Mapa ilustrado e texto: Juciéli Botton para Casa Baunilha

2 Comentários

  • Sophia Catalogne

    Será esse o melhor post de todos os tempos? Acho que sim!
    Vontade de imprimir e colar na porta da geladeira, vontade de fazer com que todos os moradores e visitantes da capital gaúcha leiam esse post do início ao fim!

    Porto Alegre agradece por tanto!

    • Juciéli

      Sophi ♥… tu é muito generosa. Obrigada por tanto carinho e apoio! ♥ Eu é que tenho que agradecer! E o nosso centro tá merecendo um abraço. Porto Alegre, como um todo, tá precisando disso. Muito obrigada!

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