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Mandacaru, o primeiro cacto resgatado do sítio – e que floresceu

Por enquanto, física e espacialmente falando, o sítio é um terreno. Mas embora não haja uma casa, há muito que podemos fazer nele, mesmo sem conforto. A construção do braseiro é uma delas. Porém, antes de iniciar o que chamei de primeira grande intervenção no sítio, minha principal atividade por lá era observar as espécies de plantas existentes, as condições em que elas estavam crescendo e como eu poderia melhorar a situação delas.

Antes de assumirmos o sítio, uma máquina escavadeira passou por lá para fazer algumas intervenções, o que gerou a derrubada de várias espécies. Dentre elas, cactos. Alguns, enormes.

Eu não resisto a um cacto – quer dizer, meu santo não bate apenas com aqueles pequenos e peludos, cujos espinhos voam sobre a nossa mão e ficam cravados, machucando por dias.

Poderia dizer que é pecado ver um cacto caído no chão e ficar indiferente. Resgatá-lo é, no mínimo, uma obrigação.

O primeiro cacto que resgatei no sítio foi um de porte mediano. Ele estava, inclusive, com alguns botões de flor brotados.

Um registro de quando ele ainda estava caído no sítio, coberto de plantas, folhas e gravetos e com dois botões de flor, voltados para onde o sol se punha, único horário de luz sobre o lugar onde ele estava.

Levei para a casa dos meus pais e minha mãe plantou em um vaso próximo a outro cacto. Fazem companhia um ao outro.

Ele se adaptou muito bem por lá. Tanto é que floresceu. Um dos cuidados que tivemos foi colocar bastante pedra no fundo para a boa drenagem da água e não regar após o plantio pois, dizem os especialistas, a umidade pode criar bactérias que fazem ele apodrecer. Só não entendo como funciona em casos de chuva. Mas, enfim, seguimos direitinho as dicas que encontramos pela internet e ele está super bem.

Minha mãe fez estes registros da flor que abriu à noite e que durou apenas um dia.

Há mais cactos no sítio para serem resgatados. Mas tudo a seu tempo.

Fotos e texto de minha autoria, Juciéli Botton, para a Casa Baunilha.

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