• Farroupilha,  Por aí,  Rio Grande do Sul,  Serra Gaúcha

    Parque do Salto Ventoso em Farroupilha – A cachoeira

     

    Foi lendo o jornal no hall de entrada de um restaurante em Farroupilha que ficamos sabendo da cachoeira do Salto Ventoso. Só que conhecer ao vivo mesmo aconteceu muito depois, no verão deste ano. Estava absurdamente quente. Parecia que estávamos naqueles desenhos do Pica Pau, em que o jacaré tenta fazer uma sopa com ele, e começa a picar cenoura e o Pica Pau acha que é algum tipo de banho especial de spa. E, ainda por cima, estava nublado. Então, se você for conhecer essa beleza no alto verão, prepare-se para o forno pré aquecido a 40 graus e a umidade. Do local e sua. Prepare-se também para a pouca vazão na cachoeira, o que não reduz em nada a beleza dela. É tudo muito lindo. Não há o que supere as belezas naturais seja lá de onde for, não é mesmo?

    Mas nem só de cachoeira vive o parque. Há diferentes vistas que se tem a partir dali, como o vale verde à frente da cachoeira, lindo. Há trilhas que levam a vários pontos de visitação, como as ruínas de uma antiga casa, tomadas pela vegetação, que mostrarei em breve, em outro post. Além disso, o parque fica numa região que há muito foi habitada por tribos indígenas. E a gente fica sabendo disso por placas explicativas que muito me surpreenderam pelas informações, o que faz do Parque do Salto Ventoso diferente de outros locais que eu já visitei aqui no sul que serviram de residência para os índios. A escassez de informação parece ser um padrão. Então, fiquei positivamente surpresa. Porque turismo é isso, é também

  • Por aí,  Porto Alegre,  Rio Grande do Sul

    Meu Iberê

    A intenção aqui não é apresentar ou falar sobre o artista Iberê Camargo. Acho que ele dispensa isso. O que eu quero mostrar, como sempre faço aqui, é o meu olhar sobre o espaço que leva o nome do artista. Eu adoro aquele lugar, e acho que talvez eu consiga fazer vocês entenderem por que causa, motivo razão e circunstância eu adoro aquele lugar. Eu vejo arte pra qualquer canto que eu olho. Vocês vão ver que, literalmente, é qualquer canto. O canto da parede. O canto das vigas. O canto da janela. O canto das rampas. Retas, curvas, vincos, rasgos, luzes, tons, penumbras. Formas, formas e mais formas.

    Amo.

     

     

     

    Talvez, antes de continuarmos, caiba dizer que a Fundação Iberê Camargo foi desenhada pelo arquiteto português Siza Vieira, que arrebatou dois prêmios com ela. Está de portas abertas desde maio de 2008 e tem vista para o acontecimento natural que é patrimônio mundial: o pôr-do-sol no Guaíba. 

  • Morro Reuter,  Por aí,  Rio Grande do Sul,  Serra Gaúcha

    Alles Antiquário em Morro Reuter | RS

     

    Uma das coisas que eu adoro na serra gaúcha são os antiquários de beira de estrada. Não tem emoção que se iguale a de estar passando e, de repente, ver surgir um antiquário – pelo menos pra quem adora velharia e decoração como eu.

    Só que mais interessante do que os móveis e os objetos em si é a composição deles no espaço, em como eles estão arranjados em conjunto. O que é um prato cheio pra quem adora fotografar.

    O último antiquário que encontrei foi o Alles, que fica em Morro Reuter. E pelo que vi

  • Por aí,  Porto Alegre,  Rio Grande do Sul

    Pôr do sol no Mario Quintana: uma poesia visual

    Há muitos pontos interessantes em Porto Alegre de onde podemos contemplar o pôr do sol no Guaíba. Mas visto do sétimo andar do antigo Hotel Majestic, no centro histórico, tem um baita de um charme. Pra quem ama fotografar, então, é luz bonita que não acaba mais – quer dizer, na verdade, ela justamente tem hora pra acabar. A Casa de Cultura Mario Quintana se transforma na modelo perfeita, com suas imperfeições e marcas do tempo, além da inconfundível tonalidade rosada, só que com um tom mais quente graças ao brilho dourado do sol poente.

    Estes são os meus registros dessa hora formidável de todo dia, mas que nunca é igual.

     

     

    Tem vista para o Rio Guaíba e é possível ver o sol se pondo além da outra margem. Ou seja, um legítimo pôr do sol no Guaíba. Adoro os reflexos dourados nos prédios e os pontos de luz

  • Por aí,  Rio Grande do Sul,  Santa Maria do Herval,  Serra Gaúcha

    Sábado perfeito em Santa Maria do Herval | RS

     

    Santa Maria do Herval é um município do estado do Rio Grande do Sul que fica a apenas 24km de Gramado e a 75km da capital, Porto Alegre. É o tipo de cidade que eu adoro visitar no final de semana quando estou a fim de passear sem me alongar muito na estrada e sem ficar sob o estresse de muito agito. Contato com a natureza é o que Santa Maria do Herval tem a nos oferecer. Além de muita relação com sua história e suas origens.

    A apenas alguns metros ou a poucos quilômetros do centro da cidade temos 4 cachoeiras esperando por nós, sendo que uma delas, a Cascata do Herval, tem 125 metros de queda. Ou seja, é beleza natural pra tudo que é lado. Fiquei muito empolgada em conhecer esta bem alta. Quando comentei com o garçom, ele me desaconselhou, porque não há um caminho bem definido e orientado até ela. Precisaríamos de um guia para chegarmos até lá. Então, por orientação dele, fomos conhecer a cachoeira da Caverna dos Bugres, que fica a apenas 500 metros do restaurante da Igreja.

    Esta cachoeira e outras atrações que eu vivenciei na cidade estão em destaque no mapa ilustrado que fiz especialmente pra mostrar como o seu dia pode ser agradável por lá. Então, vamos a elas:

     

    Cachoeira Caverna dos Bugres

    Ela fica distante apenas 500 metros da Paróquia Santa Maria do Herval. Fomos caminhando até lá. Uma caminhada ótima, pós almoço, aquela própria

  • Por aí,  Porto Alegre,  Rio Grande do Sul

    Porto Alegre náutica: o passeio de Catamarã e a orla de Guaíba | Parte 2

     

    Esta é a continuação do post anterior sobre o passeio no barco catamarã, de Porto Alegre a Guaíba – se você não viu o primeiro, pode ler clicando aqui. Uma experiência que me surpreendeu porque eu ainda não tinha feito o passeio e não fazia ideia que havia um programa tão legal e diferente para os finais de semana. Se eu não tivesse achado meio caro, juro que faria com mais frequência. Mas pra quem não conhece e busca um entretenimento diferente no fim de semana, é um programa perfeito pra uma roda de chimarrão num final de tarde.

    Após a parada no terminal do Barra Shopping em Porto Alegre, finalmente chegamos em Guaíba, bem na hora em que estava saindo o ônibus-turismo da cidade e ficamos bem empolgados em fazer o passeio. Mas resolvemos deixar pra próxima porque já era tarde e queríamos conhecer a orla antes de qualquer coisa. Mas com certeza deve ser bem interessante. Eu tenho curiosidade em conhecer a relação das histórias de ambas as cidades – Porto Alegre e Guaíba -, em como uma se desenvolveu mais (se tornou a capital do estado) e a outra não. Há muitas construções antigas que certamente têm muita história pra contar.

  • Por aí,  Porto Alegre,  Rio Grande do Sul

    Porto Alegre náutica: o passeio de Catamarã e a orla de Guaíba | Parte 1

    A história da Casa Baunilha lembra aquelas bonecas russas, que você descobre uma menor na medida em que abre a maior. Só que no sentido inverso, do universo micro para o macro. Eu criei o blog pra compartilhar ideias de decoração. Quando entendi que decorar era uma ação autobiográfica os assuntos ampliaram para o morar e o viver. E há algum tempo expandiram para a cidade, a casa maior onde reside a nossa própria casa, o nosso morar e o nosso viver.

     

     

    Confesso que nunca me entusiasmei tanto com o evento “aniversário de Porto Alegre” quanto agora, acho que justamente por essa busca em entender, afinal, quem ela é. E desconfio também de algo disfarçado no subconsciente, uma necessidade de exercer o livre arbítrio diante do momento atual da capital que sofre com a falta de segurança.

    Dentre as várias atividades promovidas e lembradas pela semana do aniversário da cidade, finalmente realizei uma das que eu sempre quis 

  • Por aí,  Porto Alegre,  Rio Grande do Sul

    Porto Alegre: vida e obras

     

    Porto Alegre está de aniversário! No próximo domingo, dia 26 de março, ela completa 245 aninhos. Uma guriazinha. Uma guria que já viu de um tudo, passando por todas as transformações possíveis para um centro urbano. Algumas “uau” e outras nem tanto. Quem me contou tudo isso e mais um pouco foi o Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo, na Rua João Alfredo, no bairro Cidade Baixa. Achei que a melhor forma de celebrar a vida na cidade era conhecendo um pouco mais da vida da cidade, de onde veio, pra onde vai, do que se alimenta. Mas mais do que saber sobre Porto Alegre, eu refleti sobre as transformações que o ser humano provoca em qualquer esfera, seja nos comportamentos, nas casas, na política etc.

    Indico a visita guiada pois oferece mais informações, além de proporcionar questionamentos sobre o tema da urbanização. Muito, muito legal. Quer dizer, tri legal.

    Então se preparem, porque eu me esmerei no presente. Vem textão pela frente, afinal, tem que estar à altura da aniversariante, não é mesmo?

    Quando fiquei sabendo que antigamente o Arroio Dilúvio passava em frente ao museu,

  • Nova Petrópolis,  Por aí,  Rio Grande do Sul

    Mandacaru quando fulora na seca

     

    Não dá pra não lembrar de O Xote das Meninas, consagrada música do mestre Luiz Gonzaga, quando vejo um cacto florido num período de calorão e seca na serra gaúcha.

    Este é o post dedicado aos cactos que encontrei pelo caminho que leva até a araucária milenar. É o terceiro post sobre esta área. Você pode ler o primeiro sobre

  • Nova Petrópolis,  Por aí,  Rio Grande do Sul,  Serra Gaúcha

    A preocupação estética do povo da serra gaúcha

     

    Eu prometi e hoje vou cumprir. Eis aqui o post especial feito pra compartilhar e registrar e imortalizar a beleza que encontrei no caminho que leva até a árvore milenar, aquela que mostrei no primeiro post de 2017 e que fica na Linha Imperial do município de Nova Petrópolis, na serra gaúcha – o post sobre esta árvore fabulosa você pode ver clicando aqui.

    Gente, a sensação térmica era de uns quarenta graus e a estradinha de terra denunciava alguns lagartos atravessando de um lado pro outro, o que me deu um pouco de pânico. Não conseguia descer do carro pra fotografar, travada. Abria o vidro, vinha aquele bafo quente, e eu clicava dali do banco do carona mesmo. Até que