
Além de andar pelas ruas olhando dentro das caçambas de entulho, eu também ando pelas ruas observando as plantas do caminho. Quando mais uma vez levava o Rogerinho para passear, passei pela antiga garagem onde deixávamos o carro, olhei através da grade e levei um susto. Uma invasão de begônias crescendo sobre muros, fendas no concreto, pedras. Todas demasiado floridas, afinal, é primavera.
A partir daquele momento começo a bolar um plano para conseguir uma muda, ou algumas, de tantas que tinha. O lugar é daqueles que não tem uma campainha, um interfone, nada, e nunca vemos ninguém. Só na base da sorte para encontrar uma pessoa.