• RECEITAS

    Pão na chapa pós folia – que eu queria todo dia

     

    Eu não pulei o carnaval mas senti necessidade de curar a ressaca de olhar os outros pulando com um café da manhã bem bom, bem reforçado, bem derretido, bem queijo. Na verdade não precisa ter chapa de lanchonete nem nada para fazer.

    Na frigideira antiaderente mesmo, um pouco de manteiga, espera derreter e deita o pão sobre ela. O pão que você tiver. Quando a manteiga for absorvida e o pão tostar levemente nas beiradas, é hora de virar e colocar o queijo, o que você tiver, mas que derreta. Quando a parte em contato com a frigideira também estiver tostada um pouco e absorvido o restante da manteiga, vire a parte do queijo para baixo. Quando o queijo estiver derretido e dourado, está pronto. Lembre de usar um talher que não arranhe sua frigideira. Eu costumo usar uma colher grande de bambu.

  • Crônicas,  Vida e Carreira

    Um produto é um produto. Sobre carnaval, consumo e consciência

     

    Uma amiga estava decepcionada porque “teria de poluir” o planeta para pular o carnaval brilhosa, pois os glitters ecológicos estão muito caros. Ela tinha pesquisado e, avaliando as poucas ofertas no mercado, não conseguiria bancar. Daí, tentando consolar minha amiga, eu disse “tudo bem, tu vai usar um pouquinho só, tem gente que praticamente se deita em banheira de glitter antes de sair de casa. E também tem outra”, segui dizendo, “tu tem tantas atitudes não poluentes que eu sei que tu faz. Elas só não estão registadas e disseminadas no Instagram, só isso”. O que fez ela se dar conta que nunca foi uma pessoa do glitter efetivamente. Ela sempre preferiu colocar uma fantasia e caprichar na maquiagem. E só começou a cogitar usar o produto depois de ficar exposta a tantas imagens lindas de foliões felizes, cobertos com glitter ecofriendly.

    Então, a partir disso, comecei a pensar que uma parte do movimento lixo zero vem atrelada, sim, ao consumo. A indústria do lixo zero way of life atua da mesma forma que a indústria tradicional, fazendo a gente consumir esses produtos para nos sentirmos parte, nos fazendo achar que estamos por fora se não temos, nos induzindo à compra de produtos que talvez não consumíssemos nem na versão tradicional. A indústria de um modo geral, seja ela de que bandeira for, trabalha com o desejo das pessoas, com o status social, com o sentimento de pertencimento.

    Prova disso é que há uma série de atitudes amigas do planeta que não são louvadas porque não estão atreladas a produtos. Pessoas que optam por não ter filhos – seja lá pelo motivo que for e só cabe a elas – e que, por consequência, não estão poluindo nem extraindo recursos do planeta, não são ovacionadas, postadas, entrevistadas, vestidas por grandes estilistas e premiadas porque não há produtos atrelados a elas. Não existe Ei, você, que não tem filhos, compre o maravilhoso…”. Não há.

    Outro exemplo: pessoas que não usam qualquer tipo de canudo também não são destaque nas mídias. Porque bom para o planeta, mesmo, é não comprar o de plástico, nem o de vidro, nem o de inox, nem o de papel. O legal é não consumir. Os canudos de vidro, de inox e de papel precisam

  • RECEITAS

    Chimia de banana

     

    Aqui no Sul nós temos as chimias, uma preparação trazida pelos imigrantes alemães para ser passada sobre pães e outros alimentos. Geralmente são doces, feitas com frutas e até algumas leguminosas, como a abóbora. Acho que se fosse para fazer uma comparação com a geléia, a chimia não leva aqueles espessantes e nem tem gosto muito doce. A base é feita, praticamente, com a fruta. A chimia fica mais espessa, enquanto a geléia se caracteriza por uma textura mais líquida, com uma calda extremamente doce. Eu prefiro as chimias. Esta receita, em especial, porque pode ser feita com açúcar mascavo, o que deixa tudo um pouco mais no nível do saudável.

     

    I N G R E D I E N T E S

    • 5 bananas maduras esmagadas
    • 1/2 xícara de açúcar mascavo
    • 1 canela em pau
    • 2 cravos
  • Por aí,  Porto Alegre,  Rio Grande do Sul

    O Mercado Público de Porto Alegre

    Já comentei aqui no blog que gosto de começar um roteiro por uma cidade, quando estou viajando, pelo seu mercado público, também chamado de mercado municipal em algumas localidades. Pois eu estava começando a me envergonhar de não ter uma postagem dedicada ao mais incrível dos mercados, o meu preferido, que é o Mercado Público de Porto Alegre, minha cidade. Eu não sei explicar por que acho ele tão sensacional. Talvez sua configuração, com um vão em forma de cruz, que faz a gente circular de forma mais prática entre as bancas. Talvez seja o fato de, em qualquer dia, a qualquer hora, ter sempre um povaréu. Calma, não a ponto de não conseguirmos nos mexer e não aproveitar o espaço como deveria, mas num nível mesa-de-família-italiana, capisce? Em janeiro e fevereiro, períodos de praia e carnaval, até que ele respira um pouco melhor. Mas em noventa por cento do tempo, suas veias bombeiam mais gente que uma ala de escola de samba. Isso é tão bonito e é exatamente o que faz do mercado público um mercado público: sua gente. Centenas de braços levantados sobre balcões por minuto. Sacolas e pacotes pra lá e pra cá. Pesagens mil em balanças digitais. Fichas e mais fichas aguardando atendimento. Relógios que não marcam a hora certa. Até o que já não funciona no Mercado faz parte de sua personalidade. Neste post, convido você a fazer um passeio por ele que completou, em 2018, 150 anos, e que há mais de 5 espera ter a saúde devidamente restaurada após um triste incêndio – o 4.º de sua história, fora as enchentes.

  • DECORAÇÃO,  DIY

    DIY: Tiara de estrelas para o carnaval

    Minha irmã, Cíntia, pediu ajuda para fazer a fantasia de carnaval. As amigas combinaram de se fantasiar de astros luminosos como o sol e as estrelas. Encontramos todos os materiais para o adereço de cabeça no centro de Porto Alegre, inclusive o tecido para a roupa. Minha irmã se dizia sem aptidão para trabalhos manuais. Mas fui deixando ela fazer a maior parte do trabalho e ver que conseguia sim. Qualquer pessoa, com muito querer e dedicação, consegue. Por várias vezes, e já era de se esperar, ela comentou que devia ter comprado pronta. Naqueles momentos em que queimamos as pontas dos dedos com a cola-quente, ou que a purpurina não está fixando, é sempre momento de desejar nunca ter começado um trabalho de faça você mesmo. Mas na real, na real mesmo, quatro coisas: 1) geralmente, o que queremos não existe pronto no mercado; 2) se existe, não é tão maravilhoso quanto o que podemos fazer; 3) usar algo que a gente mesmo fez não tem preço; 4) se ela tivesse comprado pronto, não teríamos tido um dia divertido juntas.

  • DECORAÇÃO,  Reformar

    Reforma da cozinha | Prateleiras de pínus

    Eu ainda vou compartilhar todo o processo de reforma da minha cozinha, como a pintura dos azulejos e o balcão sob medida. Mas como as prateleiras ficaram prontas, achei que já podia compartilhar essa transformação que tanto mudou a cara da minha cozinha e até o meu comportamento, me ajudando a ser mais organizada, mesmo que a reforma ainda não tenha terminado.

     

    Eu já tinha feito um test drive com prateleiras antes destas definitivas. Porque se tem uma coisa que morar em um apê pequeno me ensinou é que quanto mais espaço temos, mais acumulamos objetos. E quando escondidos em armários, nem lembramos que existem. Então eliminei o armário aéreo que existia e instalei prateleiras para que utensílios e mantimentos fossem visualizados.

  • RECEITAS

    Carne de panela em 20 minutos: marmita para a semana inteira

     

    Meu amigos e minhas amigas, vou falar sério agora com uma urgência que acho que nunca falei aqui no blog. Esta receita possibilita que a gente se programe para comer comida de verdade durante a semana inteira. Comida de verdade é aquela que a gente mesmo prepara com os alimentos que saem da natureza e que são pouco processados até chegarem na nossa casa.

    Se você tirar o final de domingo, ou mesmo o almoço de domingo para fazer esta panelada, você terá marmita para o resto da semana – até fotografei a receita numa marmita mesmo para mostrar que vale a pena sair para trabalhar com a consciência tranquila e nutrida. E ainda, de bônus, ao final desta postagem, vou sugerir outras receitas para fazermos a partir desta, pois todos os ingredientes já estarão cozidos, então fica tudo muito-muito-muito fácil. É pra facilitar, de verdade, a rotina.

  • Florianópolis,  Por aí,  Santa Catarina

    Santo Antônio de Lisboa | Floripa

    Dá pra acreditar que a história desse lugar começou em 1698? Se não, antes. Eu quero resgatar e registrar aqui na Casa Baunilha alguns lugares praianos que visitei em maio de 2018 em Florianópolis, já que é tempo de caloria, como diria minha vó, ou, pra quem não entendeu, é tempo de verão. Embora eu recomende muito visitar esses lugares em baixa temporada. Quer dizer, isso é muito relativo. Tem gente que gosta de agito, de gente. Muita gente. Eu adoro olhar para as estreitas e pacatas ruas de Santo Antônio de Lisboa e ver isso: ninguém. Adoro a paz, a tranquilidade, o barulho suave das pequenas ondas de baía que chegam na beira da praia.

     

    Acredito que não é novidade, pra muita gente, que as praias de Floripa são muito bonitas. Mas depois que as conhecemos, assim como qualquer outra beira de praia, não há mais o que decifrar por ali. Digo, turisticamente falando. Temos água à frente, cidade atrás, às vezes morros nas laterais. A configuração da beira mar se resolve em poucos instantes no seu entendimento consciente. Por isso eu fazia questão de conhecer e gastar meu tempo muito mais em lugares como Santo Antônio de Lisboa – e também Ribeirão da Ilha –, históricos e ricos em arquitetura e arte, do que nas praias mais populares.

  • Crônicas,  Vida e Carreira

    Livro infanto-juvenil dos anos 80 sobre o carnaval

     

    Este livro me acompanhou pela infância. Minha mãe, professora de alfabetização, levava à escola para contar a história às crianças. E isso aconteceu até o dia em que reconheci a riqueza artística dele e resolvi guardá-lo para o momento de compartilhá-lo no meu blog na grande rede mundial de computadores – imagina!, não tinha nenhuma perspectiva disso tudo acontecer naquela época. E agora, que estamos esquentando os tamborins para a época em que podemos respirar um pouco para conseguir continuar vivendo, nesse país que podia ser tão melhor mas que em apenas poucos dias de 2019 tem oferecido muita tristeza, achei que era a hora de compartilhar o livro. Fiquemos com a alegria das crianças, então, e com a história de união, amizade e as ilustrações incríveis de Tenê.

     

    O livro que tenho em mãos é a quarta edição da história A Fantasia, de 1983, integrante da série Um, Dois, Feijão com Arroz, de 10 livros, da Editora Ática, São Paulo. Algumas páginas estão faltando e, em minha defesa, declaro: não fui eu! Mas a falta delas não compromete em nada a compreensão da história.

  • antes e depois,  DECORAÇÃO

    Antes e depois: porta-tempero de vidro novo em folha

     

    Os vidros que possuem o sistema de fechamento hermético são muito úteis. Eles isolam o conteúdo do meio externo por meio da vedação da rosca e, dessa forma, conservam a textura e o sabor do alimento – seu biscoito parece recém saído do pacote. Outra característica muito valiosa de um pote de vidro hermético é a sua transparência, para que o conteúdo seja visto sem que precisemos abrir a tampa, o que reduziria a validade do conteúdo – ou seja, o biscoito ficaria murcho. Porém, alguns desses vidros vêm com um sistema metálico de fechamento que pode enferrujar com o tempo. Foi o que aconteceu com o meu. Mas em nenhum momento pensei em me desafazer dele. Com apenas a retirada das partes metálicas e do anel de borracha já ressecado, ele virou um porta-tempero excelente. A tampa ainda encaixou direitinho e, dependendo do que se guarda nele, não há tanta necessidade de vedação, como no caso das folhas de louro já secas.

     

    Eu adoro reaproveitar vidros. E, ainda por cima, não precisei comprar um porta-tempero.