
Nesta situação, a ordem dos fatores alterou e muito o produto. Na sexta-feria passada, fui ao MASP, em São Paulo, sem tomar conhecimento de quais exposições aconteciam, exceto o acervo, claro. E como meu marido ainda não conhecia o museu e adora pinturas realistas em estilo clássico, achei melhor começarmos pelo acervo mesmo, no andar mais alto, já que não tínhamos muito tempo até o fechamento do espaço. Picasso, Monet, Renoir, Di Cavalcanti, Portinari, van Gogh, Matisse, Modigliani. Aquela enxurrada de artistas homens. Depois, quando no andar de baixo, na exposição Histórias das Mulheres, o choque foi grande. Somente obras realizadas por mulheres, tanto quadros como bordados. Pinturas que nem sei como explicar para vocês tamanha perfeição e beleza. Esse contraste entre a exposição do acervo e a exposição das mulheres nos fez pensar sobre as artistas de talentos incríveis que nunca tiveram suas histórias contadas, seus quadros exaustivamente expostos e publicados, comentados e ensinados nas escolas, como acontece com os homens do andar de cima.





























