
Caminhar sem rumo pelo centro das cidades é um dos meus esportes favoritos. E foi praticando, na minha última viagem a São Paulo, que encontrei o Coffee Stories Modernista. Me chamaram a atenção o letreiro e a portinha, que me fizeram entrar de supetão, o que gerou um baque enquanto os meus olhos faziam a conversão da claridade lá de fora para o clima agradabilíssimo, colorido e visualmente refrescante lá de dentro, com todas aquelas plantas.
Tudo conversa no décor que tem inspiração no modernismo, mais precisamente na obra de Burle Marx – que particularmente adoro–, seja nas plantas, nas formas arredondadas, no colorido, no desenho do mosaico do chão, na sinuosidade das formas das mesas. Até no cardápio, que é pau para toda a refeição, do acordar ao anoitecer, como pão na chapa, queijo-quente, beirute, arroz de virado e rabanada, e também doces como quindim, o preferido do artista. Cafés especiais, mas “sem complicação” como o proprietário define, além de combinações deliciosas nos drinques. Alguns ingredientes como queijo, geleias e mel (de abelhas nativas) têm origem em produtores artesanais.